Preso em flagrante por extorsão
Policiais civis do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) prenderam em flagrante, em Curitiba, na manhã da última quinta-feira, Jamal Toufic Ali Hajar, coordenador da Defesa Civil de Paranaguá, por extorsão. Ele estaria extorquindo o ex-prefeito de Paranaguá José Baka Filho, candidato a deputado federal pelo PDT. Segundo o delegado Leonardo Bueno Carneiro, há cerca de dez dias, Hajar procurou Baka dizendo ser muito próximo das cúpulas da Polícia Civil e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. "Ele falou para Baka que sabia que uma força-tarefa estava sendo organizada para prendê-lo. Disse não saber exatamente o motivo, mas prometeu, caso recebesse por isso, conseguir interceder em favor do ex-prefeito e evitar a prisão", contou Leonardo.

Crime inafiançável
Hajar teria pedido R$ 150 mil e US$ 50 mil em espécie para evitar a prisão. Baka então procurou seu advogado, que entrou em contato com o Cope e descobriu que se tratava de um golpe. "O golpista marcou um encontro com o ex-prefeito às 10h30 da última quinta-feira em seu escritório, no centro de Curitiba. Ele deu R$ 60 mil para Hajar, dizendo ter só esse dinheiro no momento, mas se comprometendo a pagar o restante nos próximos dias", contou Carneiro. Quando saiu do escritório com o dinheiro em mãos, ele foi abordado pelos policiais do Cope, que o prenderam em flagrante. "Pelo crime de extorsão ele pode ser condenado até dez anos. É um crime inafiançável", explicou o delegado. A FOLHA não conseguiu contato com a defesa de Hajar.

Repercussão nas redes
Tanto Beto Richa (PSDB) como Roberto Requião (PMDB), candidatos ao governo do Paraná, utilizaram ontem também as redes sociais para comentar os dados da pesquisa Datafolha, que coloca ambos tecnicamente empatados, com 39% e 33% das intenções de voto, respectivamente. O tucano, cujas atividades de campanha foram suspensas por três dias devido à morte do candidato à Presidência da República Eduardo Campos (PSB), foi mais sucinto. "É a primeira pesquisa e a campanha começa agora no rádio e na TV", postou em sua conta no microblog Twitter. Já Requião, aparentemente conectado desde as primeiras horas do dia, foi irônico: "Imagine o susto do Richa lá pelas 10 horas, quando acordar e souber do Datafolha? Cruz credo, vai começar a esvaziar as gavetas do Iguaçu?", escreveu.

Sem comentários
Terceira colocada, segundo o levantamento, a senadora Gleisi Hoffmann (PT) preferiu não comentar o resultado. Em seu Twitter, a petista publicou apenas uma mensagem durante a tarde, em que reforçava a campanha para doação de medula óssea. A assessoria da candidata disse que ela não falará sobre pesquisas durante todo o processo eleitoral.

Portas abertas
O empresário Raul Fulgêncio, principal empreendedor do Complexo Marco Zero, prestou depoimento ontem à Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades na concessão de alvarás em Londrina. Ele pediu que seu depoimento fosse aberto à imprensa e a quem mais quisesse assistir para garantir que não houvesse "informações distorcidas" prestadas pela CEI. A comissão deferiu o pedido, embora, até o momento, tivesse ouvido todas as testemunhas a portas fechadas com o argumento de preservar os trabalhos e as próprias pessoas.

Duplicidade
Um dos principais questionamentos da CEI ao empresário foi sobre a doação de cerca de 18 mil metros quadrados de ruas entre as avenidas Theodoro Victorelli e Dez de Dezembro como contrapartida do Complexo Marco Zero que já pertenciam ao município desde 1967 e 1970, quando leis municipais foram aprovadas pela Câmara, conforme noticiou a FOLHA em 16 de julho. Pela Lei de Parcelamento de Solo, todo loteamento tem de reservar 35% da área para ruas, praças e equipamentos públicos.

Antecipação
O empresário confirmou que as áreas doadas na década de 70 entraram no cálculo para o empreendimento que começou em 2007.
Porém, garantiu que não há ilegalidade.
"Não é doação em duplicidade, mas, uma antecipação de doação de áreas para ruas. Fizemos um abatimento.
É assim que funciona."

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