INFORME FOLHA
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quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Caetano sobre Campos
Caetano Veloso escreveu em seu Facebook pessoal uma mensagem sobre Eduardo Campos - morto em um acidente aéreo na quarta-feira. "Parece incrível que eu tenha conhecido Eduardo Campos quando ele era criança. Olhando as responsabilidades que ele assumiu (e das quais deu conta com folga), sinto-me um menino diante de um adulto. Mas percebi o peso dos anos ao ver na TV a notícia insuportável de sua morte: me vi de repente cansado demais das esperanças ligadas ao Brasil. São muitas décadas de teimosa aposta no país em que nasci. Que tenha morrido aos 49 anos um líder como Eduardo parece sinal de negação de quaisquer possibilidades. Esboça-se o gesto de um político que prometia ver com coragem as complexidades de nossa vida, desafiando a polaridade empobrecedora dos grupos majoritários estabelecidos, e vem a foice do destino dizer que não. Sinto como se evidenciasse a inviabilidade de superação dos nossos problemas. A hora é de luto", escreveu o cantor, após saber da notícia da morte.
Dilma e Alckmin?
O Greenpeace, ONG conhecida por ações midiáticas de defesa do meio ambiente, assumiu ontem a autoria de cartazes espalhados por pontos de ônibus da cidade de São Paulo em que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) aparecem juntos. Candidatos à reeleição, Dilma e Alckmin são filiados a partidos adversários no plano nacional e estadual. A peça estampa as logomarcas dos governos federal e estadual e dá a entender que, tanto a presidente quanto o governador, são responsáveis por dobrar a extensão das linhas de metrô em São Paulo até o fim de 2014. "A espera acabou. Até o final de 2014 a extensão do metrô de São Paulo vai dobrar", diz o texto disposto acima das fotos de Alckmin e Dilma. Os cartazes foram espalhados por 100 pontos de ônibus das regiões da Avenida Paulista, do Ibirapuera e na Vila Madalena.
Intervenção urbana
A ação, classificada pela coordenadora da campanha de transportes do Greenpeace, Bárbara Rubim, de "intervenção urbana", consistiu na colocação dos cartazes de protesto por cima dos originais, de publicidade paga. "A ideia era gerar estranhamento mesmo", disse. Pela legislação eleitoral brasileira, candidatos à reeleição não podem ter suas imagens vinculadas a propagandas institucionais a partir de 6 de julho. A coordenadora do Greenpeace nega que a ONG tenha cometido crime eleitoral, mas assume que o anúncio é falso. Segundo ela, trata-se de um protesto pelo não cumprimento de promessas feitas durante a campanha passada.
Voto de pesar na CML
A Câmara Municipal de Londrina (CML) aprovou ontem voto de pesar para ser encaminhado à família de Eduardo Campos. Praticamente todos os vereadores presentes discursaram lamentando a morte do político e das outras seis vítimas. Ao final, fizeram um minuto de silêncio.
Desistência
A Câmara de Londrina rejeitou ontem o pedido de dispensa de tramitação especial ao projeto da nova Planta Genérica de Valores (PGV) para cálculo do IPTU. A decisão foi tomada depois que o líder do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), Professor Fabinho (PPS), comunicou a desistência do chefe do Executivo quanto à pressa na análise da matéria. No começo da semana, alguns vereadores já haviam se posicionado contra o encurtamento do prazo para um projeto "tão complexo". Com o trâmite especial, as comissões técnicas têm 40 dias para emitir parecer à PGV o dobro dos projetos normais.
Repouso
O prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) encaminhou ofício à Câmara de Vereadores comunicando que irá tirar licença do cargo por 11 dias, entre 28 de agosto e 7 de setembro. No documento, lido em plenário ontem, consta apenas que se trata de um período de repouso, conforme permitido no artigo 46 da Lei Orgânica do Município.
Aprovados
Em primeira discussão, a Câmara de Londrina aprovou ontem dois projetos de lei para alterar o zoneamento de terrenos de empresários. O primeiro, de Rony Alves (PTB), transforma uma área de 130 mil metros quadrados, hoje afetada como área industrial, em zona comercial quatro. O terreno, da antiga Indústria Têxtil Carambeí, pertence hoje ao empresário Carlos Massa, o Ratinho. Lá, além de um Centro de Eventos, seriam construídos loteamentos residenciais e empreendimentos comerciais. A área fica próximo ao Aeroporto. Já o projeto 175/2013, de Péricles Deliberador (PMN), transforma em zona industrial dois (ZI2) a Estância Dellaville, área perto do trevo Londrina-Cambé. Toda aquela região é de zona industrial e apenas este terreno está demarcado como zona residencial. "Isso prejudica os proprietários e empresários que não conseguem se instalar no local", justificou o autor. Os dois projetos foram aprovados por unanimidade.


