Imagem ilustrativa da imagem INFORME FOLHA
| Foto: Gina Mardones/04-08-2014
‘Humilhado’
O vereador Jamil Janene (PP) disse em plenário ontem na Câmara de Londrina ter se sentido humilhado por ter seu nome em um "buraco" na Rua Iugoslávia, no Jardim Vilas Boas. Em protesto anteontem contra o "tapa-buraco" em detrimento do recape, moradores batizaram os buracos encobertos na rua com nomes de políticos - do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e de todos os vereadores. Para Jamil, o protesto é injusto porque não é função do vereador "tapar buraco". "O presidente do bairro e parte da imprensa deveriam se informar antes de cobrar os vereadores. Todos os vereadores foram humilhados e desrespeitados." Elza Correia (PMDB) e Roberto Fú (PDT) também falaram sobre o assunto. "É preciso esclarecer as pessoas sobre o papel do vereador", disse Elza. Entre o ano passado e este ano, a Câmara aprovou 11 requerimentos pedindo o recape.



Só medida paliativa
No seu perfil na rede social Facebook, anteontem, o prefeito Kireeff reconhece que o "primeiro quarteirão" da Rua Iugoslávia "está de fato muito ruim" e que "o outro está pior do que ruim, está horroroso". "Muitas outras ruas de Londrina estão em situação similar", acrescenta ele. No mesmo texto, Kireeff afirma, contudo, que não tem como fazer no local o recape imediatamente, e que a solução provisória, embora os moradores não concordem, é o "tapa-buraco". "Acontece que agora não temos como fazer recape, pois estamos licitando o processo e é por isso que eu acho que o tapa buracos seria uma medida emergencial importante neste momento", escreveu.

Comparação e críticas
No Face, Kireeff garante que, neste primeiro ano e meio de governo municipal, "recapeamos mais neste período do que a soma da totalidade dos dois governos que nos antecederam, segundo os números da secretaria de obras". No texto na internet, contudo, Kireeff não fornece números. "Esta falta de manutenção preventiva ao longo dos anos é que exige que tenhamos esta dupla atuação: o tapa buracos paliativo e o recape", justifica.

388 requerimentos
Durante o recesso, os vereadores de Londrina protocolaram 388 requerimentos de serviços públicos. A maior parte é para o Executivo, solicitando limpeza pública, desentupimento de bueiros, melhorias de iluminação, sinalização viária, instalação de quebra-molas, faixa de pedestres, erradicação e plantio de árvores. Boa parte dos requerimentos – 112 – é da Comissão de Seguridade Social, que pede desde equipamentos até mais servidores para as unidades básicas de saúde. Os pedidos surgiram de visitas a cada um dos postos das cidades. Alguns pedidos são endereçados a outros órgãos, como a Polícia Militar, por mais rondas e segurança em determinadas localidades. Os requerimentos são uma espécie de "comunicado" da Câmara de problemas pontuais que chegam ao Legislativo. O Executivo e os órgãos que os recebem não são obrigados a atendê-los.

Veto derrubado
Os vereadores londrinenses derrubaram ontem veto do Executivo ao projeto de lei do pedetista Gaúcho Tamarrado que permite a renovação de alvará de funcionamento para bares e estabelecimentos que oferecem jogos perto de escolas quando houver troca de proprietário do empreendimento. "Estamos apenas prevendo o respeito ao direito adquirido", resumiu o parlamentar. Seis vereadores votaram pela manutenção do veto, baseado em parecer da Procuradoria Geral do Município. A matéria será promulgada pela Câmara.

Aquele abraço
Por sugestão do decano da Câmara de Londrina, o vereador Gerson Araújo (PSDB), os vereadores suspenderam a sessão de ontem - a primeira depois do recesso - por cerca de dois minutos para darem-se abraços recíprocos de boas-vindas. Indo em direção ao setor onde ficam os jornalistas que acompanham a sessão, um deles disse, em tom de brincadeira: "Vou aproveitar para pedir votos".

Sessão pela manhã
Os deputados estaduais decidiram ontem, após um acordo entre as lideranças, transferir a sessão de hoje na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná para o período da manhã. Segundo o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), a medida deve se repetir em todas as quartas-feiras, último dia de plenárias da semana, até o fim do período eleitoral. Ele descartou, por outro lado, a existência de um esforço concentrado para antecipar votações, nos moldes do que ocorre no Congresso Nacional.

mockup