INFORME FOLHA
Volta da AL
Após 20 dias de recesso parlamentar, a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná retoma as votações em plenário nesta segunda-feira, com sete proposições para analisar. Das mensagens que constam na ordem do dia, cinco são relativas à normatização de leis de declaração de utilidade pública. Os deputados também votarão o projeto de lei 343/2013, de autoria de Nelson Garcia (PSDB), que denomina de "capital paranaense do jeans" a cidade de Pérola, e o 543/2013, de André Bueno (PDT), inserindo no calendário oficial de eventos a "Semana Paranaense do Esporte", a ser realizada anualmente na segunda quinzena de fevereiro.
No clima da eleição
O chefe do Legislativo, Valdir Rossoni (PSDB), garantiu, em nota, que os trabalhos do segundo semestre não sofrerão alterações por conta da campanha eleitoral. "Os parlamentares sabem que o trabalho no Legislativo é a melhor propaganda que podem fazer. E agora nós temos muito trabalho pela frente e projetos de interesse de todos os paranaenses." Na última semana antes do recesso, porém, o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Nelson Justus (DEM), admitiu que o ritmo nas comissões deve ser mais lento. No primeiro semestre, a CCJ votou um total de 408 matérias.
Polêmica
Entre as principais proposições a serem apreciadas até o fim do ano estão o orçamento de 2015 e a que modifica a Lei Orgânica do Tribunal de Contas (TC) do Estado. Rossoni falou que pretende colocar a segunda em votação até o dia 15 de agosto, após um entendimento entre o próprio órgão e a Associação dos Municípios do Paraná (AMP). A ideia, conforme o tucano, é rediscutir os critérios das prestações de contas, considerados rígidos pela AMP.
'Não ficou com as chaves'
A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, ironizou na sexta-feira seu principal adversário na corrida ao Planalto, o tucano Aécio Neves, ao dizer que ampliou a capacidade dos aeroportos brasileiros e "não ficou com as chaves" dos terminais. Foi a primeira vez que Dilma criticou o fato de Aécio ter construído, durante sua gestão como governador em Minas (2003-2010), um aeroporto em terreno de um tio-avô depois desapropriado pelo Estado, em Cláudio (MG), conforme revelou a Folha de S.Paulo. O aeroporto em Cláudio fica com o portão trancado, e um parente de Aécio ficava com uma das chaves. "Disseram que não ia ter aeroporto (na Copa). Nós aumentamos a capacidade dos aeroportos em 67 milhões (de passageiros) e ninguém ficou com a chave desses aeroportos", afirmou a presidente em Montes Claros (MG).
'Imprensa dócil'
O tucano reconheceu nesta semana que errou ao usar o aeroporto sem que o local tivesse homologação da Anac, mas defendeu o investimento feito na cidade. Em entrevista ao jornal "Gazeta do Norte Mineiro" publicada na sexta-feira, o ex-presidente Lula já havia feito uma crítica indireta ao tucano, ao dizer que o Estado não pode ser tratado como "propriedade para benefício de uma família".
No início da noite, no evento com Dilma, o petista fez novos ataques a Aécio ao dizer que ele tratou bem a imprensa mineira e, por isso, ela não fala mal dele. "Eu sinceramente estou quase deixando a campanha de lado e vou vir aqui fazer um cursinho para aprender como lidar com a imprensa para ela ser tão dócil como ela foi aqui (em Minas)."
Devolvendo ataque
Em nota, o candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, chamou de lamentáveis as críticas feitas por Lula a Aécio. "Misturar assuntos pessoais com assuntos de governo não é prática do PSDB. O presidente Lula perdeu mais uma boa oportunidade para dar as explicações que o Brasil aguarda há muito tempo sobre atos que envolvem pessoas da sua intimidade." No ano passado, a ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo Rosemary Noronha, que teve uma relação de intimidade com o ex-presidente, virou alvo de uma investigação da Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência.
Nas mãos da PGR
O PT ingressou na sexta-feira com uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Aécio. O partido questiona se o tucano cometeu crime de atentado contra segurança do transporte aéreo pelo uso de aeroporto em situação irregular.





