Janot sobre Lava Jato
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou ontem que o esquema de lavagem de dinheiro investigado pela operação Lava Jato, da Polícia Federal, envolve vários "destinos e destinatários" e teria movimentado uma quantia de recursos que ele nunca havia visto. "O que eu posso dizer é que é um esquema enorme de lavagem de dinheiro. E esse dinheiro era utilizado em mais de uma utilidade. Então, tem campanha, corrupção, enfim. São vários os destinatários e destinos dessas importâncias", disse Janot. Questionado se o montante ultrapassaria as primeiras estimativas de desvios de R$ 10 bilhões, afirmou: "Está difícil fazer uma estimativa ainda, mas é muito dinheiro, nunca vi tanto dinheiro na minha vida".

Nomes
Janot não quis dar detalhes sobre as investigações, que correm em segredo de Justiça, mas afirmou que, assim que o processo estiver "maduro" para ser encaminhado à Justiça, revelará os nomes dos envolvidos. Na lista deve constar a participação, por exemplo, de alguns congressistas. "A gente está atrás dessas pessoas parlamentares e assim que tivermos condição de revelar os nomes, revelaremos."

Investigação em período eleitoral
Segundo Janot, o fato de nos próximos meses o País passar por período eleitoral não influenciará num possível adiamento da divulgação dos envolvidos. "Esses fatos aconteceram todos antes do processo eleitoral. As investigações começaram antes do processo eleitoral. O que a gente não pode fazer é deixar de trabalhar em razão de um processo eleitoral. O que a gente não pode fazer, e não faremos, é fazer o uso político de uma investigação", afirmou. "Esses nomes serão revelados quando a investigação estiver madura para ir para juízo", acrescentou.

Contas de Costa
O procurador-geral da República informou ainda que já está de posse dos dados fornecidos pelo governo da Suíça, que pode ter informações referentes a movimentações bancárias do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa no país europeu. No mês passado, o Ministério Público da Suíça bloqueou US$ 23 milhões depositados em contas atribuídas ao ex-diretor da estatal.

Mais uma impugnação
O Ministério Público Eleitoral (MPE) do Paraná propôs uma nova impugnação contra registro de candidatura. Trata-se do candidato a deputado estadual Sandro Wilian Batista de Souza (PTN). O Conselho Regional de Odontologia o excluiu da profissão, situação que o deixaria barrado pela Lei da Ficha Limpa. Assim, sobe para 27 o número de contestações a registros de candidaturas feitas ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, 14 apenas de autoria do MPE. Na última terça-feira venceu o prazo inicial para impugnações referentes aos nomes publicados no dia 10, mas o registro de Sandro foi publicado depois, separado do partido.

Bloqueio de bens
A Justiça de São Miguel do Iguaçu (Oeste) determinou o bloqueio dos bens do prefeito Claudiomiro da Costa Dutra (PR) e de outros integrantes do Executivo, além de um empresário e de duas empresas da região, em quase R$ 9 milhões. A decisão atende a um pedido do Ministério Público (MP), que ingressou com ação civil pública em razão do descumprimento de regras na contratação de serviços na área da saúde. Segundo o MP, o município firmou, sem os regulares processos licitatórios, três contratos vultosos com empresas particulares, para a prestação de serviços de saúde. O promotor de Justiça Alex Fadel ressalta que todas as empresas contratadas, desde o início de 2013, são de propriedade do mesmo empresário.

Multado
A 2ª Câmara do Tribunal de Contas (TC) do Paraná emitiu parecer prévio pela irregularidade das contas da Prefeitura de Paranaguá (Litoral),
relativas ao exercício de 2011.

O motivo foi a ausência do balanço
patrimonial na documentação enviada à Corte. Também foi determinada inspeção in loco, para apurar possíveis irregularidades na contratação de serviços de informática. Os contratos, assinados entre 2007 e 2012, totalizam R$ 30,2 milhões. Em função da irregularidade, foi aplicada multa de R$ 725,48 ao ex-prefeitoJoséBaka Filho (PDT).

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