Dinheiro para homenagens
A Câmara de Vereadores de Londrina abriu licitação, com teto de R$ 36,2 mil, para a eventual compra de "medalhas Ouro Verde e Pins no formato do Brasão de Armas" municipal. A Medalha Ouro Verde é a principal honraria concedida pela Câmara. O mesmo edital prevê também a aquisição de "placas de homenagem e de etiquetas de metal". A abertura dos envelopes das empresas interessadas será no próximo dia 25 de julho, na sede do Legislativo. Conforme levantamento feito pela Comissão Especial de Avaliação e Viabilização de Leis da Casa, de 2000 a 2012 foram aprovadas 469 homenagens.

Veto
A Câmara de Londrina derrubou anteontem o veto do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) ao projeto de lei do vereador Marcos Belinati (Pros) que proíbe estacionamentos privados de afixarem placas eximindo os estabelecimentos da responsabilidade sobre objetos deixados dentro de veículos.

Sete projetos em um dia
O deputado estadual Ney Leprevost (PSD), candidato à reeleição, utilizou o último dia do recesso parlamentar na Assembleia Legislativa para apresentar sete projetos de lei. Todos foram lidos na segunda sessão ordinária de terça-feira, que "incorporou" a pauta de ontem. Entre as mensagens estão cinco que tratam de saúde – proteção especial dos primeiros mil dias de vida das crianças; política de combate à obesidade e ao sobrepeso; criação de vagas especiais em frente aos hospitais para pacientes ou acompanhantes durante o atendimento médico; instituição do Dia da Conscientização sobre Saúde do Prematuro, em 17 de novembro; e realização de teste de DNA em recém-nascidos. As demais matérias tratam, respectivamente, da utilização de redes subterrâneas de transmissão de energia, telefonia e televisão a cabo e do tempo de espera nas travessias em ferry boats e balsas no Paraná.

Bate-boca 1
A inclusão de duas emendas ao projeto de lei 783/2011, de autoria de Elton Welter (PT), gerou discussão anteontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. O texto original estabelece regras de proteção, "utilização sustentável" e instrumentos de compensação para o cultivo de araucárias em propriedades rurais. Já a alteração, proposta pelo presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), modifica algumas regras das reservas legais no Estado. Antes da votação de um requerimento do petista, sugerindo a retirada do PL por cinco sessões, o deputado Rasca Rodrigues (PV) fez discurso inflamado, afirmando que as emendas acabariam com a exigência de auditoria ambiental compulsória para empresas poluidoras. "É como tratar de saúde em um projeto de educação", criticou. O tucano, por sua vez, rebateu, argumentando que pretendia apenas "corrigir algumas distorções".

Bate-boca 2
O desentendimento acabou virando bate-boca. Enquanto Rossoni tentava discursar, Rasca disparava críticas ao presidente, lembrando do fato de ele ser proprietário de empresas que atuam na área de reflorestamento. "Me recuso a tratar do assunto com esse vocabulário. Baixou o nível", reclamou o tucano. Irritado, ele encerrou as discussões e aprovou o adiamento, mesmo com outros deputados inscritos.

Demarcação de terras 1
O deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB) apresentou um requerimento propondo que representantes da Embrapa e da Fundação Nacional do Índio (Funai) prestem esclarecimentos, no plenário da Assembleia Legislativa (AL), sobre a demarcação de terras. Como os parlamentares entraram em recesso, voltando aos trabalhos no início de agosto, o convite será válido para o segundo semestre.

Demarcação de terras 2
A questão foi discutida exaustivamente na sessão de segunda-feira, causando até mesmo atritos entre membros de partidos aliados nas eleições de outubro. O motivo foi a publicação, no dia 30 de junho, de um decreto que delimita três mil hectares no município de Ivaté para os índios xetá. O presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), que é presidente estadual do PSDB, chegou a dizer que a Funai estaria "fabricando índios", ao supostamente treinar pessoas vindas do Paraguai para ocupar terras produtivas.

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