Líder do governo se engana...
A realização de quatro sessões ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, sendo duas ordinárias (já que a pauta de hoje também foi antecipada) e duas extraordinárias, confundiu até mesmo o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), maior defensor do artifício conhecido como comissão geral dentro da Casa. Desta vez, o "tratoraço" foi utilizado para esgotar as votações antes do recesso parlamentar.

E vota com a oposição...
Depois de defender que a base aliada ao governador Beto Richa (PSDB) rejeitasse um requerimento da bancada do PT, solicitando informações aos diretores da Companhia Paranaense de Energia (Copel), o tucano se enganou e votou com a oposição. "Assumo esse equívoco, que foi no atropelo, um processo de votação muito rápido. Costumeiramente nós encaminhamos pelo voto sim e, por isso, acabou acontecendo (o erro)", justificou.

Rejeitado
Apesar da trapalhada de Traiano, o documento foi rejeitado, por 22 votos a 17. Segundo o líder do PT, Tadeu Veneri, a ideia era que a Copel, já na visita feita à AL na última semana, trouxesse os contratos de compra e venda de energia. A base governista, contudo, alega que o pedido é inviável por conta das cláusulas de confidencialidade assinadas pela companhia. Com a derrota, o petista disse que deve entrar agora com um pedido via Lei de Acesso à Informação.

Quer mais folga
Na véspera do recesso no meio do ano, o vereador de Londrina Jamil Janene (PP) reclamou ontem do curto período de férias dos parlamentares, que não coincide com as de sua família. Ele argumentou que defende os "direitos dos trabalhadores" e, como tais, os vereadores também deveriam ter 30 dias de folga no meio do ano, como era até a metade da década passada. A vereadora Elza Correia (PMDB) rebateu o colega. Ela lembra que "vereança não é ofício, por isso não tem direitos trabalhistas" e que o recesso é apenas das sessões, mas que os trabalhos continuam nos gabinetes.

Mais do que ele quer
Apesar da argumentação de Jamil, na prática os vereadores já têm mais de 30 dias de folga por ano. Além dos 15 dias em julho, eles têm todo o mês de janeiro e um período de dezembro, já que os trabalhos costumam se encerrar antes do Natal.

Fim de expediente quente
Na última sessão antes do recesso parlamentar, ontem, a Câmara de Londrina levou duas horas e meia – com pelo menos uma hora a portas fechadas – para discutir a redação final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015. Os parlamentares queriam derrubar emenda proposta pela Comissão de Finanças, aprovada durante a segunda discussão, que exclui os repasses do SUS do cálculo de percentual da folha de pagamento em relação ao orçamento de próximo ano. O objetivo era retirar o dispositivo que o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) já adiantou que deve vetar por engessar a contratação de novos servidores.

O motivo
A emenda da Comissão de Finanças, aprovada no dia 7 de julho, exclui repasses federais para custeio da saúde pública ao se calcular percentual de gastos com pessoal em relação ao orçamento, elevando, no papel, o comprometimento de 46% para 53% - a 1% do limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Com isso, a administração municipal ficaria impossibilitada de ampliar o efetivo da administração municipal, o que preocupou o Sindicato dos Servidores Municipais (SindServ) de Londrina, o prefeito e, agora, os vereadores.

Mudança rejeitada
A confusão da tarde de ontem ocorreu pela tentativa de alterar a redação final, o que é barrado pela Lei Orgânica do Município (LOM) e Regimento Interno da Câmara. Em cerca de uma hora, a Procuradoria Jurídica indicou que não haveria problema na emenda porque não alteraria a essência da matéria, mas o presidente da Comissão de Finanças, Mário Takahashi (PV), não aceitou a argumentação. Houve embate no plenário entre ele e as vereadoras Elza Correia (PMDB) e Sandra Graça (SD). Após uma hora e meia de debate em plenário, a Mesa Executiva rejeitou a apresentação da alteração e a redação final foi aprovada com a emenda. Resta ao Legislativo, agora, aguardar o veto do prefeito e mantê-lo.

Outdoors
A fixação de oito outdoors em Umuarama (Noroeste) rendeu ao deputado federal Zeca Dirceu (PT), candidato à reeleição, condenação ao pagamento de multa de R$ 10 mil. A Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná manteve ontem decisão proferida no último dia 5 pelo juiz auxiliar Guido José Döbeli. A representação foi protocolada pelo PMDB, relatando que os painéis, a pretexto de dar os parabéns para a cidade, propagandeavam a liberação de verba federal para o município.

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