INFORME FOLHA
Família Pessuti fora da disputa
A derrota de Orlando Pessuti (PMDB) para o grupo do senador Roberto Requião (PMDB) na convenção do PMDB, no dia 20 de junho, acabou excluindo toda a família da campanha eleitoral. Até mesmo o filho do ex-governador, o vereador de Curitiba Bruno Pessuti (PSC), que era apontado como nome certo para disputar uma das cadeiras na Assembleia Legislativa (AL), desistiu de se lançar candidato. Segundo a assessoria de imprensa do parlamentar, pesou na decisão o fato de "Pessutão" não conseguir se viabilizar na corrida ao Palácio Iguaçu.
'Compromisso com Curitiba'
A assessoria de Bruno Pessuti também disse que ele "não gosta de abandonar as coisas pela metade", motivo pelo qual continuará exercendo seu mandato na Câmara Municipal. Antes do encontro da executiva estadual, o ex-governador chegou a anunciar apoio à coligação com o PSDB do governador Beto Richa, que conta também com o PSC entre os aliados. O estranho é que, com a candidatura de Ratinho Junior (PSC) à AL, a expectativa é que o PSC consiga aumentar a bancada dos atuais dois para pelo menos seis deputados. Assim, Bruno não teria dificuldade em se eleger.
Filho em Itaipu
É bom lembrar que, em maio, outro filho do ex-governador, o advogado Orlando Moisés Fischer Pessuti, foi nomeado como conselheiro da Itaipu Binacional, cargo para o qual recebe pelo menos R$ 7,5 mil por mês (remuneração mais baixa, já que os vencimentos nos conselhos de estatais são calculados com base na participação dos integrantes).
Futuro na política
A indicação de Moisés ocorreu após Orlando se desincompatibilizar da função, justamente pensando em se lançar na corrida ao governo do Estado. Em fevereiro, "Pessuti pai" também já tinha deixado o conselho do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Nos corredores da Assembleia Legislativa, comenta-se que ele possa ocupar algum cargo na administração estadual ou mesmo no Tribunal de Contas (TC). Para isso, contudo, precisa torcer para que Beto seja reeleito.
Última sessão
A Câmara de Londrina vota depois de amanhã a redação final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015, na última sessão antes do recesso legislativo. O Legislativo também aprecia o veto do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) a projeto do vereador Marcos Belinati (Pros). A proposta do parlamentar proíbe a fixação de placas em estacionamentos particulares com aviso de isenção de responsabilidade do estabelecimento por objetos deixados no interior do veículo. Na justificativa, Kireeff argumenta que a matéria trata de direito do consumidor, ao qual a Constituição Federal não dá poder aos municípios e, mesmo que se enquadrasse no Código de Posturas, seria de iniciativa exclusiva do Executivo.
Honras a Ratinho
Um projeto de lei de autoria de Junior Santos Rosa (PSC) e Rony Alves (PTB), vereadores de Londrina, concede ao apresentador e empresário Carlos Massa, o Ratinho, o título de Cidadão Honorário. O mesmo projeto prevê ainda a Medalha Ouro Verde à Rede Massa de Televisão. A emissora é portanto ligada ao deputado federal Ratinho Junior (PSC), candidato à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná e pertencente ao mesmo partido do vereador Junior Santos Rosa que também concorre a deputado estadual. O vereador diz que não vê suspeição nas honrarias porque são direcionadas ao pai do candidato, em reconhecimento à importância que tem e aos laços que mantém com Londrina. Também afirmou que, se houver cerimônia para entrega dos títulos, será realizada após as eleições.
Ficou para depois
O projeto de lei que concede anistia a contribuintes de Londrina que informarem espontaneamente à administração municipal a ampliação ou alteração em suas construções que não foram declaradas já chegou à Câmara de Vereadores. A proposta já havia sido anunciada pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) na divulgação do pacote chamado "Londrina Pra Frente". O texto, entretanto, só será apreciado a partir de agosto, já que o Legislativo entra em recesso na quarta-feira.
Contra o tempo
Pela legislação local, a não notificação da administração municipal de ampliações, demolições ou novas construções é infração passível de multa. O texto de Kireeff isenta quem incorreu em irregularidade das penalizações até o dia 30 de novembro. Na justificativa, o prefeito diz que o objetivo é apenas promover a "atualização cadastral, para efeito de tributação". Ainda este ano, Kireeff deve enviar uma revisão da Planta Genérica de Valores, que, se aprovada, vai impactar diretamente no IPTU.





