INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Moção equivocada
A moção de repúdio do Conselho Municipal de Transparência e Controle Social à forma como a Câmara de Londrina arquivou denúncia contra a vereadora Sandra Graça (SD) no final de maio continua causando polêmica. Antes da votação, os parlamentares realizaram reunião secreta por meia hora. O presidente do Legislativo, Rony Alves (PTB), não gostou do conteúdo e enviou ofício ao conselho afirmando "considerar equivocada a moção de repúdio a esta Casa", que "realizou o processo de forma transparente, com votação aberta e nominal de cada um dos 19 vereadores".
Transparência insuficiente
Porém, para o conselho, em resposta a Rony, a votação aberta e nominal, conforme obrigação legal vigente, "são insuficientes para atender aos mínimos padrões de transparência da gestão pública", porque a sociedade quer saber "as razões mais profundas que instruíram votos e tomadas de decisões" dos vereadores e não apenas seus votos. O conselho também questiona declaração de Rony à FOLHA, na qual afirmava que realmente não havia necessidade de reunião secreta. A moção de repúdio levou Sandra Graça a renunciar ao cargo que ocupava no conselho. A denúncia contra a vereadora tratava do fato de a parlamentar ter sido condenada por improbidade administrativa ao manter funcionário fantasma na legislatura de 2005 a 2008.
Urnas novas em Londrina
As 1.230 urnas enviadas no mês passado a Londrina pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná estão sendo preparadas para a primeira eleição totalmente biométrica. Os equipamentos são novos e os testes já começaram, com a carga de baterias e conferência dos componentes internos das urnas. Segundo o chefe do cartório da 191ª zona eleitoral, André Madureira, a alimentação do sistema, com os dados dos candidatos, deve ocorrer apenas em setembro. "Até lá já teremos os nomes confirmados e, por enquanto, são testes necessários para checar o funcionamento da urna." Segundo o TRE, já houve a distribuição de urnas em todo o Estado.
Eles já têm o Papa e o Messi
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), disse ontem que não irá se suicidar caso a Argentina seja campeã da Copa do Mundo no Brasil, ao contrário do que havia dito em junho do ano passado em entrevista ao jornal inglês "The Guardian". Questionado à época sobre o que faria caso os hermanos ganhassem do Brasil em uma possível final, o prefeito disse, em tom de brincadeira: "Me mataria". O motivo seria, além da tradicional rivalidade, que os argentinos já têm o Papa e o Messi. "Não podem ter tudo", disse na ocasião.
Torcida carioca pela Argentina
Agora, internautas insatisfeitos com sua administração pedem que Paes aceite uma modificação - já que a Argentina disputará com a Alemanha e não contra o Brasil - e "cumpra a promessa". Um evento criado no Facebook intitulado "Torcida carioca pela Argentina - Campeã mundial em 2014", marcado para as 16 horas de domingo, no Maracanã, já tem 17,3 mil confirmações. A movimentação, no entanto, não deve sair das redes sociais. A descrição do evento sugere ainda uma vaquinha para que se faça uma "mala branca" para os hermanos.
Quase torcendo pelos hermanos
Diante da pressão virtual, Paes descartou a possibilidade de "cumprir o prometido". Ele disse, em evento no Rio ontem, que ficou empolgado com a invasão de argentinos na cidade e que estaria "quase torcendo" pelos hermanos. "Eu disse que se o Brasil perdesse a final para a Argentina eu me mataria. Agora estão dizendo que eu prometi isso caso a Argentina fosse campeã, o que não é verdade. Apesar da torcida, não vou me atirar da janela", disse.
Futebras
Às vésperas do seu encerramento, a Copa do Mundo continua a ser o principal objeto de ataques na campanha eleitoral. Ontem, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, que cumpriu agenda no Rio, acusou o governo de "oportunismo" na discussão sobre o futuro do futebol brasileiro. O tucano atacou a declaração do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que defendeu maior interferência do Estado na gestão do futebol. "O País não precisa da criação de uma Futebras", disse Aécio, em referência aos nomes de grande parte das estatais brasileiras.
Mudanças no futebol
Depois da derrota do Brasil para a Alemanha pelo vergonhoso placar de 7 a 1, a presidente Dilma Rousseff defendeu "renovação" do futebol e criação de barreiras para evitar a "exportação" de jogadores. Em seguida, outros integrantes do governo também passaram a pedir mudanças na administração dos clubes.


