Política e Copa
O candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves (MG), disse ontem que o governo federal tentou se apropriar politicamente da Copa do Mundo e agora pagará o preço da eliminação. Para o tucano, a presidente Dilma Rousseff (PT) reagiu ao evento de acordo com o humor dos brasileiros em relação ao Mundial. "Quando vieram as manifestações, ela não tinha nada a ver com Copa do Mundo. Quando a Copa dá certo, parecia até que era ela a artilheira da seleção", disse Aécio, em Vila Velha (ES). Vaiada e hostilizada por torcedores na abertura da Copa, a presidente passou a falar mais sobre o evento nas últimas semanas, após o aumento da aprovação popular ao torneio. Ela criticou os que previam um fracasso na organização do Mundial e divulgou uma mensagem ao atacante Neymar depois que ele ficou fora do torneio por contusão.

Aécio foi ao Mineirão
Com a eliminação da seleção, goleada por 7 a 1 pela Alemanha na última terça-feira, o governo busca agora minimizar o efeito negativo da derrota sobre o humor da população. Aécio esteve no Mineirão assistindo ao duelo, mas evitou divulgar sua presença no estádio, temendo vaias e críticas. Após a partida, divulgou nota em que disse compartilhar "como torcedor e como brasileiro" a frustração diante do resultado. "Estive lá, como torcedor, no Mineirão, atônito com aquele resultado, e nunca misturei as coisas. Mas aqueles que esperavam fazer da Copa do Mundo, como disse a presidente, uma belezura para influenciar nas eleições, vão se frustrar", afirmou o tucano ontem.

Mais candidatos no Paraná
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná recebeu 39 pedidos individuais de registro de candidaturas para deputado estadual e deputado federal. Os candidatos são do PTN, PP/PMN, Coligação Paraná Sempre em Frente (PRB/PDT/PT/PTN/PCdoB), Educação e Trabalho com Sustentabilidade (PTB/PSDC/PEN/PROS/PHS/PMN) e União pelo Paraná (PP/PSC/PR/PPS/DEM/PSDB/PSD/PTdoB). A relação com os nomes estará publicada na edição de amanhã do Diário Oficial do TRE. O prazo máximo para as candidaturas individuais se esgota 48 horas depois da publicação da primeira lista apresentada pelos partidos, que trouxe mais de 1 mil nomes.

Ducci e Greca
Depois de perderem as eleições para a Prefeitura de Curitiba em 2012, os ex-prefeitos Luciano Ducci (PSB) e Rafael Greca (PMDB) voltam à cena para disputar vagas de deputado federal pelo Paraná. Ambos foram derrotados pelo atual prefeito da capital, Gustavo Fruet (PDT), e pelo deputado federal Ratinho Jr. (PSC) no primeiro turno do pleito municipal. Para se elegerem à Câmara neste ano, eles devem contar com os apoios de importantes aliados. Ducci é amigo pessoal do governador Beto Richa (PSDB), de quem foi vice de 2005 a 2010. Já Greca terá como cabo eleitoral o senador Roberto Requião (PMDB), que tenta voltar ao Palácio Iguaçu.

Estreia
A empresária Christiane Yared (PTN), mãe do jovem Gilmar Rafael Souza Yared, morto em 2009 em um acidente de trânsito causado pelo ex-deputado estadual Luiz Fernando Carli Filho, pretende fazer sua estreia na política. Ela homologou sua candidatura à Câmara Federal, na coligação "Paraná Sempre em Frente", que conta ainda com os partidos PT, PDT, PRB e PcdoB. Mesmo tendo rejeitado, cinco anos atrás, se candidatar, Christiane argumentou que hoje "não vê outra opção". Em sua conta na rede social Facebook, ela disse ser preciso diminuir "o número de famílias que choram". "Não poderia apenas viver nesta terra sem ao menos tentar mudar o que devastou minha vida e milhares de famílias", postou.

Arlete
A empresária se comparou à ex-vereadora e ex-deputada estadual Arlete Caramês (PP), cujo drama pessoal também foi mote das campanhas ao Legislativo. O filho de Arlete sumiu no dia 17 de junho de 1991, em Curitiba, e nunca mais foi encontrado. "Sei é que o país tem muito a agradecê-la, pois esta mulher criou a lei que obriga aos órgãos competentes imediata procura de crianças desaparecidas de 0 a 16 anos", escreveu.

Renúncia
A vereadora de Londrina Sandra Graça (SDD) anunciou ontem, durante a sessão da Câmara, sua renúncia ao cargo de membro de Conselho Municipal de Transparência e Controle Social. A decisão se deve ao fato de o conselho ter expedido, na semana passada, moção de repúdio à forma que o Legislativo decidiu sobre o pedido de abertura de comissão processante contra a parlamentar: antes da deliberação em plenário, que por maioria rejeitou o pedido, houve uma reunião secreta que durou cerca de meia hora. Para o conselho, não houve transparência. Sandra já havia reclamado da nota de repúdio ao próprio conselho. O pedido de cassação da vereadora foi feito por Emerson Petriv (PSC), pelo fato de a parlamentar ter sido condenada por improbidade administrativa ao manter funcionário fantasma na legislatura de 2005 a 2008.

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