Auxílio moradia: quem copiou quem?
Em dezembro de 2013, quando enviou à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná o anteprojeto, depois convertido em lei, que autorizava a concessão de auxílio- moradia aos juízes e desembargadores do Estado, o Tribunal de Justiça (TJ) usou como argumento o que chamou de "simetria entre o Poder Judiciário e o Ministério Público (MP)". Na justificativa, o presidente do TJ, Guilherme Luiz Gomes, citou textualmente a Lei Orgânica do MP, que em seu artigo 141, inciso IV, já previa a vantagem "nas comarcas em que não haja residência oficial condigna". Eis que, ao regulamentar o benefício também para procuradores e promotores, ontem, o procurador-geral de Justiça, Gilberto Giacoia, voltou a falar na "paridade entre as carreiras". Em ambos os casos, a vantagem, correspondente a 15% dos vencimentos, será retroativa a março.

Vapt vupt
A sessão de ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná foi rápida. Começou por volta de 10h10, devido ao jogo do Brasil contra a Alemanha, pela Copa do Mundo, e terminou às 10h35. Apenas o líder do PT, Tadeu Veneri (PT), subiu à tribuna, para criticar a regulamentação do auxílio moradia por parte do Tribunal de Justiça (TJ).
Os 44 membros da AL presentes em plenário analisaram um total de 11 projetos, sendo dois em redação final, com votação simbólica.

Usinas
Entre as propostas aprovadas estão três autorizando a implantação de usinas eólicas em Palmas, no Sul do Estado. De acordo com o autor, Valdir Rossoni (PSDB), elas formarão o complexo "Rota das Araucárias", "Água Santa" e "Serra da Esperança" e contarão com a instalação de 74 torres com capacidade de produzir energia para até 300 mil habitantes. "O município terá a economia aquecida no período da instalação dessas torres e, na sequência, também será beneficiado com uma parcela maior de impostos em razão da energia produzida", justificou.

Reajuste na luz
Hoje, a expectativa é que os diretores da Companhia Paranaense de Energia (Copel) compareçam à AL para explicar, entre outros pontos, o reajuste de 24,86% na tarifa básica de luz. Depois de o governador Beto Richa (PSDB) se dizer surpreso com o aumento de 35,05%, o índice foi recalculado e enviado novamente para aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A reunião semanal dos diretores da Aneel, que aconteceria ontem, foi adiada para hoje, e sem incluir a Copel como item de pauta.

Dilma lamenta
Menos de 30 minutos depois de encerrada a partida que marcou, ontem, a maior derrota da seleção brasileira em Copas do Mundo, a presidente Dilma Rousseff lamentou o resultado do jogo do Brasil contra a Alemanha. Em sua conta no Twitter, Dilma disse: "Assim como todos os brasileiros, estou muito, muito triste com a derrota. Sinto imensamente por todos nós, torcedores, e pelos nossos jogadores". A seleção alemã venceu o Brasil em um massacre de 7 a 1 no Mineirão, em Belo Horizonte.

Volta dos xingamentos
Dilma voltou a ser xingada durante a partida da seleção brasileira ontem. Logo após a Alemanha fazer seu quinto gol, aos 29 minutos do primeiro tempo, parte da torcida no Mineirão gritou "Ei, Dilma, vai tomar no c...". O canto durou cerca de 30 segundos e não foi gritado por todo o estádio. Antes de o Brasil tomar o sexto gol, já no segundo tempo, os xingamentos à presidente voltaram, desta vez com mais força. A presidente havia sido xingada pela primeira vez nesta Copa na abertura do torneio, em 12 de junho, durante o duelo entre Brasil e Croácia. Na ocasião, Dilma disse que não se perturbaria por agressões verbais. "Eu não vou me deixar atemorizar por xingamentos que não podem ser sequer escutados pelas crianças e pelas famílias", afirmou.

‘Ossos do ofício’
Dilma havia afirmado anteontem que irá entregar a taça da Copa do Mundo, no próximo domingo, e disse que vaias de xingamentos são "ossos do ofício".

Máscaras em protestos
Um projeto de lei protocolado anteontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná busca proibir o uso de máscaras em manifestações populares, como forma de garantir que as mobilizações não se tornem palco de ações violentas e de vandalismo. Segundo o autor da proposta, Douglas Fabrício (PPS), num primeiro momento os protestos de junho de 2013 aceleraram a pauta do Congresso e reduziram a tarifa do transporte coletivo, mas depois se esvaziaram e foram dominados por grupos que pregam, por exemplo, a destruição prédios públicos. "Incentivamos as manifestações. Elas têm que acontecer, para cobrar e para exigir direitos. Mas não com baderneiros, que se escondem no anonimato para depredar o patrimônio público e o privado e ‘mascarar’ o processo legítimo de reivindicação", defendeu.

Sem punição
O parlamentar disse que o texto é baseado na própria Constituição Federal, que assegura o direito à manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato, e que foi inspirado também em decisão semelhante tomada pela Assembleia Legislativa de São Paulo. A proposta não estabelece multas ou especifica outros tipos de punição.

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