Imolada
O vereador de Curitiba Jorge Bernardi (PDT), que até pouco tempo atrás era um dos cotados para concorrer ao Senado na aliança com o PT, disse que a candidatura do PDT foi "imolada". Em nota reproduzida na sua página na internet, ele falou que a comissão executiva do partido resolveu desistir da disputa "numa tentativa de salvar a coligação com a senadora Gleisi Hoffmann (PT), candidata ao governo do Paraná". O cargo acabou ficando com o PCdoB de Ricardo Gomyde, cabendo ao PDT indicar o vice, Haroldo Ferreira. O "chapão" conta ainda com PRB e PTN.

Impugnação descartada
"O PDT aceitava a candidatura avulsa ao Senado, não fazendo parte da coligação, apoiando apenas a senadora Gleisi ao governo. Porém, diante da decisão do PCdoB de que exigia também o tempo de rádio e televisão do PDT, e que não poderíamos fazer parte do palanque majoritário, a situação ficou inviável", afirmou. O vereador falou ainda que, "mesmo podendo recorrer da decisão", não tentará a impugnação na Justiça. "Vamos reeleger nossos deputados estaduais, esperamos também eleger deputados federais e temos ainda o candidato a vice-governador."

Agendado
A Prefeitura de Londrina marcou para os dias 29 e 30 de julho audiências públicas para discutir projetos de lei que alteram o Plano Diretor vigente, conforme exigência da legislação. Os projetos fazem parte do pacote "Londrina pra frente", lançado na semana passada. Somente após as audiências, os projetos serão protocolados na Câmara. As datas pegam os últimos dias do recesso parlamentar, entre 16 e 31 deste mês.

Aposentadoria
O conselheiro Caio Marcio Nogueira Soares despediu-se do Tribunal de Contas (TC) do Paraná na sessão plenária da quinta-feira última. No próximo sábado, ele completa 70 anos, idade limite para a aposentadoria compulsória, conforme determina a lei. Seu substituto no conselho será um auditor da Casa, escolhido pelo governador Beto Richa a partir de uma lista tríplice enviada pelo TC. Ao longo de 13 anos e meio de trabalho - como auditor e, depois, conselheiro -, Caio Soares exerceu os cargos de vice-presidente (no ano de 2008) e corregedor-geral do TC (no biênio 2009-2010).

Vida profissional
Caio Soares formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), na turma de 1970. Antes de chegar ao TC, exerceu atividades em empresas e órgãos públicos, em Santa Catarina e no Paraná. Em Curitiba, foi gerente e diretor dos bancos Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro) e Unibanco. Na esfera pública, foi inspetor da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão ligado ao Ministério da Indústria e Comércio, e trabalhou na Prefeitura de Curitiba e no governo do Paraná, entre as décadas de 1980 e 2000.

Ligado a Lerner
Nas gestões de Lerner no governo do Estado, entre 1995 e 2000, Caio Soares foi chefe de Gabinete e secretário especial de Governo. Antes, entre 1993 e 1994, foi assessor do Instituto Jaime Lerner. Nomeado auditor, Caio Soares tomou posse no TC em 7 de dezembro de 2000. Em 27 de março de 2006, Caio Soares assumiu o cargo de conselheiro do Tribunal, na vaga constitucional reservada aos auditores da Casa, aberta com a aposentadoria de Rafael Iatauro.

Pedras no caminho
O prefeito de Cascavel, Edgar Bueno (PDT), e o vice, Maurício Theodoro (PSDB), tiveram os bens bloqueados pela Justiça Federal. O processo é referente à retirada irregular de pedras remanescentes de uma obra na BR-163, trecho desativado após a inauguração do Contorno Oeste. Além dos dois, o bloqueio atinge ainda mais três servidores municipais e pretende reparar um prejuízo de R$ 1,7 milhão aos cofres da União, tendo em vista que as pedras pertenciam ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A decisão é do desembargador Luis Alberto D’Azevedo Aurvalle.

‘Decisão violenta’
Edgar Bueno afirmou que a decisão de bloqueio dos bens foi "violenta". "Eu estava nos Estados Unidos em agenda oficial na época (ano passado) quando o meu vice entendeu que o melhor a fazer era reaproveitar aquelas pedras para uma obra que a prefeitura fazia no aeroporto, que pertence à União." Em Cascavel, segundo ele, há parceria entre prefeitura e governo federal para administrar o aeroporto. "Ninguém roubou nada, porque o material, que estava abandonado, desperdiçado, foi aproveitado em proveito de obra pública. E quanto ao valor, como pode chegar a R$ 1,7 milhão no processo se o que foi retirado é algo em torno de R$ 60 mil?", comentou Bueno. Ele disse que vai recorrer contra a decisão da Justiça Federal.

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