Política e futebol
Em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que o momento é de expectativa com as eleições de outubro deste ano e que tem percebido os adversários mais "nervosos e agressivos". "Houve uma falta de respeito com a presidenta que não tinha visto comigo. Eu era metalúrgico e achava que o preconceito era comigo, mas é com a presidenta Dilma", afirmou, em plenária do PT no Paraná, numa referência indireta aos xingamentos direcionados à presidente durante a abertura da Copa, em 12 de junho, no Itaquerão. Lula e Dilma estavam em Curitiba na noite de quinta-feira para lançar a chapa de Gleisi Hoffmann (PT) ao governo do Paraná.

Campeões dia 13?
Lula afirmou que a "imensa alegria" de sediar o Mundial de futebol virou um "pesadelo" porque algumas pessoas se acharam no direito de dizer que a Copa não ia acontecer. "Umas porque não queriam e outras porque achavam que as coisas não iam ficar prontas. Tudo está funcionando perfeitamente bem. Estamos podendo oferecer uma Copa das melhores que o mundo esportivo já viu, derrubando o pessimismo vendido inclusive pela imprensa estrangeira, quem sabe incentivada pela imprensa brasileira", afirmou. "Para a desgraça deles (os pessimistas), o Brasil vai ser campeão do mundo no dia 13", arriscou.

Em defesa do PT
Numa defesa das gestões do PT nos últimos 12 anos, o ex-presidente referiu-se à situação do País antes de ele tomar posse, em 2003. O petista lembrou ainda que, na década de 70, havia o discurso de que era preciso ter paciência e esperar o bolo crescer, para então dividi-lo, mas a desigualdade só aumentou. Segundo ele, havia também o discurso de que não era possível desenvolver o mercado interno e as exportações, porque o Brasil não conseguiria fazer as duas coisas. "Tivemos que mostrar que era possível mudar isso. Tivemos que mostrar que era possível acabar com o complexo de vira-latas", afirmou.

Mais cedo
A Câmara de Londrina adiantou para segunda-feira a sessão ordinária que devia ocorrer na terça-feira. O motivo é a partida da seleção brasileira contra a Alemanha no mesmo dia, pela semifinal da Copa do Mundo. A pauta do dia abre com a segunda votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada em primeira discussão no dia 13 de maio. O texto recebeu quatro emendas, que tiveram parecer favorável das comissões de Justiça e de Finanças. A LDO, que vai balizar a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2015, precisa ser aprovada antes do recesso parlamentar.

Nova data
A reunião com representante da empresa gaúcha Versul para discutir o software que permite aos totens de parquímetros da Zona Azul devolverem troco pelo tempo não utilizado foi remarcada para a próxima quarta-feira, às 9 horas, no plenário da Câmara de Londrina. A visita na quarta-feira passada foi cancelada devido à impossibilidade de alçar voos de Porto Alegre (RS) devido a intempéries. O encontro será intermediado pelo vereador Mario Takahashi (PV), autor de projeto de lei que pretende instituir a devolução no estacionamento rotativo. A expectativa é que também tenha a presença de um representante da Digicom, que fornece os equipamentos, para iniciar conversas em conjunto. A reunião foi marcada após o parlamentar descobrir que os equipamentos da empresa faziam a devolução de troco em Florianópolis (SC), bastando adequação do software.

Com a palavra
A vereadora de Londrina Sandra Graça (SDD) participa da reunião do Conselho Municipal de Transparência e Controle Social desta segunda-feira (7). O assunto abordado será a moção de repúdio do órgão contra o modo que o Legislativo debateu a denúncia que poderia deflagrar uma Comissão Processante contra ela, devido à condenação em primeira instância por suposto funcionário fantasma empregado em seu gabinete no ano de 2005. "Ela enviou o pedido solicitando a palavra e deliberamos por conceder 20 minutos", explicou o presidente do conselho, Fábio Cavazotti.

Motivos
De acordo com Cavazotti, a moção de repúdio foi aprovada quase por unanimidade – apenas o representante da Câmara se absteve de votar –
e é uma manifestação pela forma como o debate foi feito, a portas fechadas ao invés do plenário.
"Os atos dos homens públicos só têm legitimidade quando há transparência. Sem ele, fica envolto em uma aura obscura", afirmou.

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