Furou
A Comissão de Seguridade Social da Câmara de Londrina ficou irritada com o "bolo" que levou do secretário de Saúde, Mohamed El Kadre, na manhã de ontem. Ele havia sido convidado para dar explicações sobre a demora no atendimento das unidades de urgência e emergência, que chegariam, segundo relatos, a nove horas. A reunião, que havia sido marcada para a manhã de terça-feira, foi transferida para ontem a pedido do próprio El Kadre, que alegou incompatibilidade de agenda. Porém, na manhã de ontem, ele não comunicou a ausência e não permitiu que nenhum servidor o representasse. Diante disso, os vereadores Gustavo Richa (PHS) e Vilson Bittencourt (PSL) foram à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Jardim Sabará, onde a morte de uma criança no domingo causou comoção. O assunto também seria abordado no encontro.

Amenizando
A ausência de El Kadre foi criticada ontem pelos vereadores, que também não pouparam os problemas de atendimento e de estrutura em alguns postos de saúde. A Comissão de Seguridade Social propôs convocar o secretário para dar explicações, o que o obrigaria a comparecer ao Legislativo. Porém, após atritos com defensores do governo – entre eles, o líder do Executivo na Câmara, Professor Fabinho (PPS) -, Gustavo voltou atrás e propôs a troca do termo por "convite".

Coincidência
As críticas ao setor de saúde do governo Alexandre Kireeff (PSD) vieram justamente quando a Mesa Executiva, na ausência do presidente Rony Alves (PTB) e do 1º secretário, Emanoel Gomes (PRB), era presidida pelo vice Gustavo e pelo 3º secretário, Mário Takahashi (PV), ambos taxados de oposicionistas pelo tom mais crítico em relação à administração municipal. E a tônica dos discursos mudou justamente no retorno de Rony, que teceu elogios a medidas de Kireeff na área de educação no município.

Preparando a resposta
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Alvarás da Câmara de Londrina pretende se reunir na próxima semana com moradores dos bairros Jardim Presidente e Jardim Bandeirantes para dar o parecer sobre os pedidos das instituições. Ambas queriam que a comissão apurasse as condições de liberação de construção de estações da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e de colocação de superpostes, que teriam ocorrido sem Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) aprovado ou sem a prestação de contrapartidas. O presidente Jamil Janene (PP), entretanto, não quis adiantar se a CEI vai absorver os assuntos ou não.

Impedidos do Paraná
O Paraná tem 54% dos 399 municípios impedidos de receber transferências voluntárias da União e de celebrar convênios com o governo federal, por apresentarem algum tipo de pendência junto ao Cadastro Único de Convênios (Cauc), mantido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O índice é referente ao fechamento do dia 30 de junho. Rio Grande do Sul tem 37,2% e Santa Catarina 29,8% dos municípios. O Cauc, cadastro auxiliar mantido pela STN com informações de vários órgãos da administração federal, serve para consulta por parte da União na hora de celebrar convênios. O registro no Cauc causa uma série de impedimentos de ordem burocrática que atrasam ou retardam a celebração do convênio.

Na campanha de Aécio
O deputado federal pelo Paraná Abelardo Lupion (DEM) foi convidado a integrar a comissão executiva da campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República. Segundo a assessoria de imprensa do parlamentar, a escolha partiu do coordenador geral da campanha, o presidente nacional do DEM, José Agripino, que enalteceu a "atuação brilhante" do paranaense como membro da Frente da Agricultura da Câmara.

Família de Lupion
No ano passado, o agropecuarista e empresário de 61 anos já havia informado que, após seis mandatos consecutivos, não tentaria mais a reeleição. Com isso, caberá ao seu filho, Pedro Lupion (DEM), que busca se manter na Assembleia Legislativa (AL), dar continuidade ao legado da família na política. Abelardo Lupion é neto do ex-governador Moisés Lupion e foi também fundador e presidente da UDR (União Democrática Ruralista) no Estado. No Congresso, votou contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Trabalho Escravo e a favor da polêmica alteração do Código Florestal.

Silvio Barros
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgou improcedente a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público (MP) do Paraná contra o ex-prefeito de Maringá Silvio Barros (PHS). Até a última segunda-feira ele era pré-candidato ao governo do Paraná, mas desistiu. Silvio havia nomeado três servidores comissionados em cargos vinculados ao seu gabinete, mas eles prestaram serviços em outros órgãos da administração. Embora condenado em primeira e segunda instâncias, o ex-prefeito alegou não ter ocorrido prejuízos ao erário, argumento acolhido pelo ministro do STJ Ari Pargendler. "Os três servidores foram nomeados regularmente (o que se teve por irregular foi a lotação em órgãos diversos daquele para o qual foram nomeados) e prestaram serviços ao município de Maringá." O MP ainda não foi notificado.

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