Reajuste de energia
O imbróglio envolvendo o reajuste na tarifa de luz voltou a gerar polêmica ontem na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Enquanto a oposição ao governador Beto Richa (PSDB) chama de "demagógico" o discurso do tucano, que se disse surpreso com o percentual inicialmente autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a bancada governista atribuiu a culpa à União.

‘Jogo de palavras’
"O governador faz um jogo de palavras. Quem fez a aquisição (do aumento) foi a própria Copel (Companhia Paranaense de Energia), que é controlada pelo governo do Estado, através de sua planilha de custos. Esse é um debate que despolitiza e deseduca", disse o líder do PT, Tadeu Veneri. Já o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), acusou o governo federal de não ter implementado políticas públicas na área energética.
"E agora vem a imprensa nacional querer atribuir aos governantes a responsabilidade por essa reposição."

Ratinho Jr. ganha força
O governador Beto Richa (PSDB) afirmou ontem, em entrevista no Palácio Iguaçu, que o nome do deputado federal Ratinho Jr. (PSC), um dos mais cotados para assumir o posto de vice na chapa tucana, "agrada a toda a base". No entanto, Beto disse que ainda não fez qualquer convite ao parlamentar. Ele falou que até o fim da semana irá reunir os partidos aliados para chegar a um consenso. A convenção do PSC acontece no próximo sábado, enquanto a do PSDB está programada para o domingo.

Puxador de votos
Nos bastidores, comenta-se que, caso a dupla seja eleita, Ratinho possa disputar o Palácio Iguaçu no pleito seguinte, com o apoio do tucano, que iria para o Senado. Correligionários do deputado, porém, temem que, sem um puxador de votos, será difícil aumentar a bancada na Assembleia Legislativa (AL).

Almirante Tamandaré
A Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná decidiu anteontem, por maioria dos votos, suspender as cassações do prefeito de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), Aldnei Siqueira (PSD), e de seu vice, Antonio Claret Giordano Todeschini (PR). Ambos tinham sido condenados em fevereiro deste ano pela Justiça de primeiro grau, por terem supostamente praticado caixa dois durante as eleições de 2012. No mesmo mês, os dois recorreram ao TRE, dizendo ser necessário "restabelecer a verdade constatada nas urnas". Ainda cabe recurso da decisão.

Não afetou o pleito
O relator do processo, Jean Carlos Leeck, argumentou que o recebimento de doações sem a respectiva identificação da origem, bem como o pagamento de despesa em duplicidade, caracterizam infrações. No entanto, disse que "a pequenez das condutas irregulares denota a falta de gravidade para afetar o pleito eleitoral, acarretando a impossibilidade de aplicação das sanções previstas na Lei das Eleições".

Número de deputados
Ao tentar encerrar o julgamento sobre o número de deputados a que cada Estado terá direito na Câmara, o Supremo Tribunal Federal (STF) criou um impasse que só deve ser resolvido na semana que vem. Na semana passada, a maioria entendeu que a atual divisão seria válida para as próximas eleições. Mas, ao reanalisar o caso ontem, o placar virou e os ministros, majoritariamente, passaram a entender que uma resolução editada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que alterou o número de deputados por Estado, deverá ser usada para o pleito. A definição sobre o tema, no entanto, só deverá acontecer na semana que vem, uma vez que o presidente da Corte, Joaquim Barbosa, não votou ontem e terá um voto decisivo para resolver o processo na próxima sessão, marcada para 1º de julho.

Novela
O caso da divisão das bancadas começou em abril do ano passado, quando o TSE, com base numa lei de 1993, editou uma resolução e, a partir de dados populacionais do IBGE, alterou o número de deputados para as próximas eleições. De acordo com a resolução, a partir do ano que vem, Pernambuco, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul e Alagoas deveriam perder, cada um, uma cadeira na Câmara, já a Paraíba e Piauí deveriam perder duas vagas cada. Os Estados do Amazonas e Santa Catarina ganhariam uma cadeira a mais, Ceará e Minas Gerais teriam mais duas vagas extras e o Pará seria reforçado com mais quatro novos deputados.

STF decide
Após editar a resolução, o TSE foi alvo de críticas do Congresso Nacional que, em dezembro passado, aprovou decreto legislativo derrubando a resolução da Justiça Eleitoral. O caso, no entanto, voltou à tona em maio, quando o TSE contrariou o Congresso e referendou sua antiga resolução dizendo que o número de cadeiras do Legislativo deveria ser alterado a partir do ano que vem. O Congresso recorreu ao STF para manter válido decreto legislativo.

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