Vice de Beto?
O deputado estadual Ney Leprevost (PSD) disse ontem que a executiva estadual do PSD decidiu, em reunião realizada no dia anterior, colocar o nome do deputado federal Eduardo Sciarra (PSD) à disposição do PSDB para ocupar o cargo de vice na chapa encabeçada pelo governador Beto Richa (PSDB), pré-candidato à reeleição. Em discurso durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa (AL), Leprevost afirmou que respeita o atual vice-governador, Flávio Arns (PSDB), e o também deputado federal Ratinho Jr. (PSC), ambos cotados para assumir o posto, mas que, caso a opção seja pela chapa com o PSD, a escolha unânime é a de Sciarra. "É um homem com trânsito nacional, grande capacidade de empreender e que já mostrou ser competente".

Candidatura própria
Outra possibilidade que vinha sendo defendida pelos correligionários era lançar Joel Malucelli (PSD) ao Palácio Iguaçu, em corrida solo, com Sciarra disputando o Senado. A convenção da legenda acontece no dia 29, mesma data em que se reúnem PT e PSDB.

Saúde de Londrina
O relatório final da Comissão Especial da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná instituída para averiguar a gestão pública da saúde de Londrina foi retirado de pauta por duas sessões, atendendo a requerimento assinado pelo líder do PT na Casa, Tadeu Veneri. No documento, o grupo lembra que o objetivo dos trabalhos foi apurar denúncias de eventuais irregularidades que foram apresentadas à Câmara de Vereadores. O deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), presidente da comissão, não compareceu à votação.

Menção honrosa
Por iniciativa do deputado estadual Tercilio Turini (PPS), a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou homenagem ao Grupo Folha de Comunicação, com menção honrosa ao diretor José Nicolas Mejía, pela realização da primeira edição do EncontrosFolha. "A Folha de Londrina, que com sua capacidade de aglutinação de ideias e pensamentos tanto já contribuiu em grandes conquistas para nosso Estado, novamente exerce seu papel de suscitar o debate e envolver a comunidade na superação dos desafios presentes e na construção do futuro", destacou Turini.

Concurso questionado
Dezenas de agentes comunitários de saúde lotaram ontem as galerias da Câmara de Londrina, em protesto ao resultado do concurso público promovido pela prefeitura com 360 vagas para preenchimento. A categoria reclama que o tempo de serviço não foi levado em conta para pontuação, desperdiçando 13 anos de trabalho no programa Saúde da Família e capacitações pelas quais passaram. O contrato temporário dos atuais termina no dia 2 de julho e, dos mais de 300, apenas 50 foram aprovados. A delegada do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde (Sindac) Márcia Kitano afirma que a categoria se sente injustiçada e estuda algum recurso judicial para que a experiência seja contada. Para o presidente da Comissão de Seguridade Social da Câmara, Gustavo Richa (PHS), a decisão da administração foi "equivocada".

Pedido antigo
Em abril, a mesma categoria foi à Câmara em busca de ajuda dos vereadores para que a Prefeitura de Londrina revisse o edital do concurso público e incluísse o tempo de serviço como forma de pontuação. Na ocasião, o secretário de Saúde, Mohamed El Kadri, já havia rejeitado a proposta porque não é exigência em certames que exigem o ensino médio como grau de escolaridade e também para evitar possíveis fraudes em títulos. A FOLHA tentou contato com o secretário no início da noite de ontem, mas ele não atendeu ao celular.

Retirado
O vereador londrinense Gaúcho Tamarrado (PDT) decidiu retirar, por tempo indeterminado, proposta de sua autoria que prevê o uso de parte dos fundos de vale como compensação das áreas de praças para doação à administração pública. Enquanto fica na geladeira, o autor pretende convencer os contrários de que o projeto de lei é bom. Mesmo apresentando um substitutivo que omite essa possibilidade, o texto tramitava no Legislativo em sua redação original, que teve parecer contrário do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma). O órgão considera que a mudança vai ferir legislação federal, que proíbe construções em áreas de preservação.

Outra visão
Já o Conselho Municipal da Cidade (CMC) avalia que a redação do projeto de lei de Tamarrado pode levar à interpretação errada. A proposta é permitir que o loteador compense a doação de áreas verdes ao município com a faixa sanitária, que é exigida pela legislação local e aumenta de 30 metros para 60 metros as áreas verdes de preservação. Segundo o presidente do órgão, Osmar Alves, essa compensação já era prevista no Plano Diretor. Atualmente, todo loteamento precisa doar ao município 35% de suas áreas edificáveis, das quais 25% são destinadas para arruamento, 7% para praças e 3% para equipamentos públicos.

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