Seis nomes
O presidente da Assembleia Legislativa (AL) e do PSDB do Paraná, Valdir Rossoni, disse ontem que a legenda trabalha com pelo menos seis nomes, "todos muito bons", para ocupar o cargo de vice na chapa encabeçada pelo governador Beto Richa (PSDB), pré-candidato à reeleição. "Não quero especular. Temos vários partidos que podem vir a se aliar", afirmou. Questionado se o deputado federal Ratinho Jr. (PSC), ex-secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, levaria vantagem, ele emendou: "se dependesse de mim…".

‘Faltou voto’
Em relação à convenção do PMDB, que decidiu lançar o senador Roberto Requião (PMDB) na disputa ao Palácio Iguaçu - 319 delegados apoiaram a candidatura própria, contra 250 que defenderam a coligação com os tucanos -, Rossoni afirmou apenas que "faltou voto". "Nós estávamos aguardando, estávamos com a chapa pronta e, caso o PMDB viesse, daríamos a vice. Não veio e vamos buscar outra solução."

Clima tenso
O deputado Cleiton Kielse (PMDB) criticou ontem o excesso de seguranças contratados pela executiva estadual do PMDB para trabalhar na convenção do partido. O peemedebista questionou principalmente o fato de os cerca de 30 homens serem funcionários da Assembleia Legislativa (AL). A fala de Kielse foi interrompida pelo presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), esquentando o clima durante a sessão plenária. "A Assembleia não tem participação em convenções", afirmou o tucano. "Não lhe dei aparte", rebateu Kielse. Segundo Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), os seguranças foram contratados e pagos pelo PMDB. "Qual o problema? Temos as notas fiscais. Agora, imagine se não tivesse (segurança). Veja a agressividade desses caras."

Enquanto uns lamentam...
Já o presidente do PT do Paraná, Enio Verri, comemorou o fato de a presidente Dilma Rousseff (PT) agora poder contar com dois palanques no Estado. "PT e PMDB são dois partidos com muita proximidade e, se os dois candidatos (Gleisi Hoffmann e Roberto Requião) não forem juntos para o segundo turno, o que pode acontecer, sem dúvida o apoio será recíproco. Na lógica da construção de um Estado mais sério, esse cenário é muito positivo", avaliou.

Chapa ‘leve’
Verri também disse que a candidatura de Requião não deve interferir na formação da chapa petista para as eleições proporcionais. "Os partidos que não têm candidatos a governador se preocupam primeiro em eleger deputados federais e estaduais. E a chapa do PMDB ficou, na linguagem política, muito pesada", afirmou. Ele lembrou que, na eleição passada, quando o PMDB coligou-se com o PT, com o PDT e com o PCdoB, o primeiro suplente, o atual deputado Elton Welter (PT), fez 42 mil votos. "Hoje, numa coligação com o PMDB, você tem de fazer mais de 50 mil. Isso pode afastar possíveis aliados e fazer com que a nossa chapa, mais leve, atraia mais também", opinou.

Lula e Dilma em Curitiba
A presidente Dilma Rousseff (PT), que irá concorrer à reeleição, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estarão em Curitiba no próximo dia 3 de julho. Eles participam da plenária estadual do partido, cujo objetivo é mobilizar a militância em torno da pré-candidatura de Gleisi Hoffmann (PT) ao governo do Estado. O encontro, marcado para as 19 horas, será aberto a filiados, militantes e simpatizante da legenda. Antes mesmo da plenária, no dia 29 acontece a convenção estadual da sigla, que deve confirmar o nome da senadora na disputa ao Palácio Iguaçu, além de definir as candidaturas à Câmara e à Assembleia Legislativa (AL).

LDO de 2015
O relator da Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Elio Rusch (DEM), deve apresentar hoje o relatório da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2015. Segundo ele, o documento, encaminhado à Casa pelo governo estadual, chegará a plenário com 17 emendas e algumas pequenas alterações. A proposta estima em R$ 39,8 bilhões as receitas do Estado para o ano que vem — aumento de 12,04% em relação à lei deste ano, que previa R$ 35,5 bilhões. A LDO define de maneira genérica as políticas públicas. Já o detalhamento dos recursos acontece posteriormente, na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Mais prazo
O grupo que prepara uma proposta de reformulação para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina pediu prazo de mais 30 dias para concluir os trabalhos. A data combinada inicialmente com o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) era ontem. "Houve feriados, jogos do Brasil na Copa, além do trabalho que cada um dos integrantes do grupo já desenvolve em outras áreas", justificou o assessor executivo José Carlos Bruno Oliveira, relator. O futuro da CMTU foi debatido em três reuniões em maio e 34 propostas de mudanças foram apresentadas e estão sendo avaliadas pelo grupo. Entre as propostas, há possibilidade de transformar a companhia – uma sociedade de economia mista – em autarquia ou secretaria, levando consigo parte das dezenas de atribuições.

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