INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Curi ou Kireeff?
No início do seu pronunciamento ontem durante a visita do pré-candidato à presidência Eduardo Campos (PSB) a Londrina, o governador do Paraná Beto Richa (PSDB) trocou o sobrenome do prefeito da cidade, Alexandre Kireeff (PSD). Ao se referir ao chefe do Executivo local, o tucano primeiro falou o nome de um aliado, o deputado estadual Alexandre Curi (PMDB), um dos principais articuladores do PMDB na aliança com o PSDB. A gafe foi cometida quando Beto Richa saudava as autoridades presentes no auditório do Hospital do Câncer de Londrina (HCL). Mas o tucano imediatamente corrigiu o erro, justificando que teve encontro com o deputado estadual no dia anterior e reforçou a relação com o londrinense. "Kireeff é meu amigo desde infância."
Tom de campanha
Ao lado dos pré-candidatos Beto Richa (PSDB), ao governo do Paraná, e Eduardo Campos (PSB), à presidência, o prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) se inspirou no clima de pré-eleição e lembrou da própria campanha em 2012: "Quero dizer a vocês que esse local é pé quente. Foi aqui que fiz uma das minhas últimas reuniões e ganhamos as eleições, mesmo estando lá atrás nas pesquisas". No plano nacional, o PSD deve apoiar a pré-candidata Dilma Rousseff (PT) e, no Estado, planeja lançar candidatura própria, via Joel Malucelli.
Na casa do Romário
O pré-candidato do PSB à presidência, Eduardo Campos, planeja assistir ao jogo de hoje entre Brasil e México na casa do ex-jogador e deputado federal Romário, no Rio de Janeiro. Do mesmo partido de Campos, Romário é pré-candidato a uma vaga no Senado Federal. Segundo a assessoria de Campos, familiares devem acompanhá-lo para assistir à segunda partida da seleção brasileira na Copa na casa do deputado. Romário, que defendeu a seleção no ano do tetracampeonato, em 1994, hoje é crítico da forma que o País se preparou para receber o Mundial. Em 2012, chegou a dizer que o governo estava "enganando o povo", que o País passaria "vergonha" pela falta de infraestrutura e que os atrasos nas obras levariam "ao maior roubo da história do Brasil".
Aécio e Dilma
O senador Aécio Neves, candidato à presidência pelo PSDB, irá assistir à partida com amigos em Belo Horizonte. De acordo com seus assessores, no entanto, o local não foi definido. Será, provavelmente, em um bar. A presidente Dilma Rousseff deve assistir à partida no Palácio da Alvorada, mas não foram divulgados detalhes, por exemplo, se ela terá companhia no horário do jogo.
Primeiro jogo
Na primeira apresentação da seleção brasileira, contra a Croácia na última quinta-feira, Dilma foi ao Itaquerão, em São Paulo, para a cerimônia de abertura da Copa, onde foi vaiada e hostilizada pela torcida, com xingamentos. Campos assistiu àquela partida no Recife, com a família, e Aécio acompanhou do hospital em Laranjeiras, no Rio, com a mulher, Letícia Weber, que havia dado à luz a Julia e Bernardo.
Em ritmo de Copa
O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), anunciou ontem que a sessão de amanhã também será realizada no período da manhã. O tucano já havia transferido para as 10 horas as plenárias marcadas nos dias dos jogos do Brasil, como ocorre hoje, e das partidas em Curitiba, caso de ontem, quando Irã e Nigéria duelaram na Arena da Baixada. Já a reunião da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), que costuma acontecer antes das sessões de terça-feira, irá começar às 9 horas.
Não gostou
A vereadora londrinense Elza Correia (PMDB) não gostou da nota publicada no Informe Folha do último dia 13, que lembrava do fato de seu nome figurar na lista de acionistas da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) ao lado de outros como o deputado federal André Vargas (sem partido-PR), os ex-prefeitos de Londrina Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Antonio Belinati (PP) e Nedson Micheleti (PT), Jair Gravena e Eduardo Alonso. A vereadora lamentou ontem ter o nome citado ao lado de pessoas que têm problemas judiciais e disse que se tornou sócia da companhia a pedido do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida, para viabilizar a criação da então Companhia Municipal de Trânsito (Comlurb), e que não consegue "se livrar" das ações.
Facilidade para o contribuinte
Também ontem, a Câmara de Londrina aprovou, em primeira discussão, projeto de lei de Elza Correia que muda o método da administração municipal cancelar a isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por meio de amostragem e sem contrarrazão do contribuinte, conforme é feito atualmente. Por meio de amostragem, o município convoca o contribuinte a comprovar se ainda tem direito à isenção por meio do boleto do tributo. Se o projeto for aprovado em segunda votação e sancionado pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD), o município terá de fazer a convocação por meio de documento próprio, para não deixar dúvidas. Elza diz que há casos em que a pessoa passa a receber a cobrança de IPTU e deixa de lado outros custos para quitar o imposto, sem saber dos direitos que ainda tem.


