INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Bullying?
O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) inovou ontem ao comentar, nas redes sociais, o anúncio do repasse dos recursos do Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal (Proinveste) por parte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Depois de um longo período de bullying e perseguição explícitos, finalmente o governo Dilma liberou os R$ 817 milhões", postou. Assim como os demais aliados do governador Beto Richa (PSDB), o tucano tem apostado na tese de discriminação para justificar a demora na aprovação dos financiamentos.
Candidatura própria
O senador Roberto Requião comanda reunião do PMDB amanhã, às 10 horas, no Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval). O objetivo é discutir com os peemedebistas da região Norte a candidatura própria do partido. O PMDB também poderia apoiar a reeleição de Beto Richa (PSDB). "Se os delegados participarem da reunião, serão convencidos à candidatura própria (em favor de Requião)", indicou Sérgio Bahls, presidente diretório do partido em Londrina.
Exonerado
O procurador jurídico da Câmara Municipal de Londrina, Regis Belizário, exonerou-se do cargo esta semana. No Legislativo ninguém comentou o fato, que somente foi conhecido em razão da publicação da exoneração na edição de ontem do Jornal Oficial do Município. Belizário estava no cargo desde janeiro do ano passado, praticamente desde o início do mandato de Rony Alves (PTB) frente à Presidência da Câmara. Rony e o advogado foram procurados ontem, antes do jogo do Brasil, mas não atenderam aos telefones celulares. A assessoria de imprensa apenas confirmou a exoneração, a pedido, e disse que em breve outro nome deve ser indicado para o cargo.
Acionistas da CMTU 1
O que o deputado federal André Vargas (sem partido), a vereadora Elza Correia (PMDB) e os ex-prefeitos de Londrina Luiz Eduardo Cheida (PMDB), Antonio Belinati (PP) e Nedson Micheleti (PT) têm em comum, além da política? Eles são alguns dos 41 acionistas da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), conforme lista divulgada no site da empresa. Por ser sociedade de economia mista, ao longo das administrações, a CMTU, criada em 1993, por Cheida, foi incorporando acionistas privados em sua composição. O maior acionista é a prefeitura, com 7.458.252 ações, que, ao custo de pouco mais de R$ 2, valeriam R$ 15 milhões. As outras 800 ações pertencem a 40 políticos, servidores públicos e pessoas estranhas à administração.
Acionistas da CMTU 2
O maior acionista privado com 450 ações é Jair Gravena, servidor de carreira da prefeitura, que já foi secretário de Fazenda na gestão de Belinati. Também figuram na lista o ex-vice-prefeito Assad Janani e o ex-diretor da companhia Eduardo Alonso, principal delator do caso AMA/Comurb, esquema de fraudes na gestão Belinati. O ex-presidente da CMTU (na gestão de Barbosa Neto, PDT) André Nadai e o ex-vereadores Sidney de Souza (PTB) e Célio Guergoletto têm uma ação cada um.
O destino do dinheiro
A Câmara de Londrina promove hoje, às 18 horas, no plenário da Casa, audiência pública para discutir o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o próximo ano. Este é o momento em que qualquer cidadão pode se informar e sugerir prioridades na aplicação dos recursos públicos para o próximo ano, que serão determinados na Lei Orçamentária Anual (LOA) no segundo semestre. Quem quiser ter acesso à proposta encaminhada pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD) pode clicar no banner ao topo do site do Legislativo (www.cml.pr.gov.br). A conferência estava prevista para ocorrer na segunda-feira, mas foi adiada devido à morte do ex-prefeito Jorge Scaff.
Sem precipitações
O vereador londrinense Jamil Janene (PP), presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Alvarás, sugeriu anteontem que a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para viabilizar a emissão de alvarás e Habite-se para o Complexo Marco Zero deve ser segurada. A saída começou a ser desenhada na última segunda-feira, após trabalhos da Câmara em conjunto com técnicos da Prefeitura de Londrina, a promotora do Meio Ambiente, Solange Vicentin, e o empresário Raul Fulgêncio. Para o presidente da CEI, seria "precipitada" qualquer atitude em relação ao caso enquanto há investigação por parte do Legislativo e da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.
Segunda fase
Com a apuração sobre as irregularidades no Jardim Colúmbia praticamente encerradas, o caso do Complexo Marco Zero começa a ser analisado agora pela comissão de inquérito, que ouviu anteontem um técnico do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul).


