Ainda a chuva e a política...
Depois de o presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), e do líder do governo Beto Richa na AL, Ademar Traiano (PSDB), criticarem a liberação, por parte do governo federal, de "apenas"
R$ 140 mil para socorrer as vítimas da chuva no Estado, o Ministério da Integração Nacional emitiu nota informando que atendeu em 100% os pedidos feitos pelo Executivo estadual. Segundo a pasta, além dos
R$ 140 mil, outro aporte, de R$ 206 mil, será feito para aquisição de mais 2.500 cestas básicas. "O governo federal, agora, aguarda novos pedidos de ajuda do Estado para serem atendidos", diz trecho da nota. Para o líder da bancada do PT na AL, Tadeu Veneri, o chefe do Legislativo foi precipitado em suas críticas. "A situação é extremamente delicada e uma tragédia como essa não deve ser politizada", rebateu.

Repúdio em Londrina
A liberação de R$ 140 mil para aquisição de cestas básicas para os paranaenses atingidos também movimentou a Câmara de Londrina ontem. Primo do governador, o vereador Gustavo Richa (PHS) elaborou moção de repúdio ao governo federal, assinado por quase todos os outros parlamentares presentes ontem à sessão. Apenas Lenir de Assis (PT) e Elza Correia (PMDB) se recusaram a subscrever. Alinhado ao discurso do governo estadual, o texto original acusava o governo federal de discriminação e insensibilidade com o povo paranaense, "atitude que demonstra não outra coisa senão o caráter do governo petista". Acusou, ainda, o governo "de ignorar o sofrimento da população, com o intuito de fazer politicagem" para se manter no poder.

Fechou o tempo
O texto desagradou Lenir, que refutou os termos utilizados. Afirmou que o governo federal enviou apenas o que o Paraná pediu – cestas básicas –, negou atitude discriminatória e disse que houve pouca preocupação com a população por parte do Estado. Para ela, "o pedido dele (governador) é do tamanho do interesse pelo povo paranaense". Os termos deflagraram uma sucessão de discursos sobre a politização do flagelo paranaense, até que Sandra Graça (SDD) propôs emenda ao requerimento para manter a assinatura no pedido. A modificação troca o repúdio pela solicitação emergencial à presidente Dilma Rousseff (PT), aos deputados federais paranaenses e à equipe responsável pelo acompanhamento das calamidades públicas para que venham ao Paraná avaliar os estragos feitos pela chuva. Também exclui o trecho que acusa o governo petista de descaso e de politicagem para se manter no poder. O requerimento foi aprovado, ainda sem o voto de Lenir.

Guerra aos pombos
A secretária do Meio Ambiente de Londrina, Maria Silvia Cebulski, deu o primeiro passo para combater a proliferação da população de pombos em Londrina ao consultar o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) sobre como proceder para capturar e abater pombas-amargosas nas propriedades rurais de Londrina. Também quer orientação sobre manejo e controle desses animais nas empresas de recebimento e transbordo de grãos, instaladas fora da zona urbana da cidade. Segundo o líder do governo, Professor Fabinho (PPS), a medida deve ajudar a reduzir a população na área urbana, onde passaram a ser um problema devido à sujeira e risco de transmissão de doenças.

Três minutos e meio
O pré-candidato ao governo do Paraná pelo PHS, Silvio Barros, disse ontem, em Londrina, que não pretende ampliar indefinidamente a coligação que já conta com o Pros tanto na proporcional quanto na majoritária.
"Queremos atingir os 3,5 minutos de televisão para poder passar nossa mensagem ao eleitor", disse. "Muitas alianças implicam muitos compromissos." O PHS negocia com PTB, PTdoB, PPS e PSD, que ainda não realizaram as convenções. Barros reuniu-se ontem com a diretoria da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) para ouvir dos empresários propostas para alavancar o desenvolvimento da região.

Sessão antecipada
Por causa do jogo do Brasil contra a Croácia na Copa do Mundo, hoje, a sessão do Pleno do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, que normalmente acontece nas quintas-feiras no período da tarde, será antecipada. A reunião dos conselheiros foi marcada para hoje as 10 horas.

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