INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de junho de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Chuva e Política 1
O socorro às vítimas das chuvas no Paraná, que já atingem mais de 130 municípios, acabou em briga política. O presidente da Assembleia Legislativa (AL), Valdir Rossoni (PSDB), e o líder do governo Beto Richa na AL, Ademar Traiano (PSDB), emitiram notas ontem "repudiando" a liberação, por parte do governo federal, de "apenas" R$ 140 mil para o Estado, ao mesmo tempo em que Santa Catarina deve receber R$ 3 milhões. Segundo Rossoni, a notícia "é uma afronta, um desrespeito, um escárnio para com o sofrimento dos paranaenses". Traiano reforçou as palavras do chefe do Legislativo, acrescentando ser essa mais uma prova de "perseguição". No caso do Paraná, a verba seria exclusiva para a compra de cestas básicas, como medida emergencial.
Chuva e Política 2
Também ontem, por meio de nota oficial, a Prefeitura de Curitiba criticou a "abordagem política" das enchentes feita pela TV Educativa, ligada ao governo do Estado. "É um erro utilizar um momento de tragédia, com reportagens no mínimo incompletas, para atacar a atual administração. Ao adotar essa postura, a emissora oficial do Estado desprestigia os curitibanos que precisavam de ajuda. Em momento algum a prefeitura foi procurada pela emissora para falar sobre as intervenções realizadas para minimizar o impacto das chuvas ou sobre o atendimento aos atingidos", diz trecho do documento.
Novo parecer
O presidente da Comissão de Justiça da Câmara de Londrina, Péricles Deliberador (PMN), solicitou ontem o reenvio do veto do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) a um projeto de lei de Roberto Fu (PDT) para revisão do parecer da Comissão de Justiça, que opina pela manutenção da decisão do Executivo. A "canetada" refere-se à proposta de que as medidas mitigadoras e compensatórias previstas nos Estudos de Impacto de Vizinhança (EIV) dos empreendimentos sejam executadas no decorrer das obras. O prefeito vetou sob a justificativa de que seria necessária a realização de audiência pública para deliberar sobre o assunto.
Mais subsídios
Deliberador justificou o pedido para reelaborar a opinião da Comissão de Justiça. O parecer diz que há jurisprudências que indicam a necessidade de realização de audiências para modificar leis baseadas em conferências públicas e que, devido a isso, mesmo não corroborando, sugere a manutenção do veto por segurança legal. Porém, a falta de unanimidade nesse entendimento poderia levar a questionamentos. A proposta é angariar mais embasamento. O prazo máximo para votar o veto é o próximo dia 16.
Taniguchi na Agenda Paraná
A comissão especial criada para elaborar a chamada "Agenda Paraná", que pretende destacar as principais demandas do Estado junto à União, se reúne pela primeira vez hoje, às 10 horas, no plenarinho da Assembleia Legislativa (AL). Segundo o relator do grupo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), foram convidados a participar do encontro representantes de federações de empresários e trabalhadores, de entidades sindicais, de classe, universidades, governo e sociedade civil organizada. Entre eles está o secretário de Estado do Planejamento, Cassio Taniguchi, que fará uma exposição sobre os convênios estabelecidos entre os Executivos estadual e federal. Os temas levantados pela comissão devem constar em um documento a ser entregue aos candidatos à presidência da República. Como o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), cancelou as sessões plenárias e as reuniões de comissões de segunda a quarta-feira devido às chuvas, o evento será o único da semana na Casa.
Depoimentos para a História
Será lançado hoje, às 19 horas, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Curitiba, o livro "Depoimentos para a História A resistência à ditadura militar no Paraná". De autoria do ex-preso político Antonio Narciso Pires de Oliveira, do historiador Fábio Bacila Sahd e da jornalista e filósofa Silvia Calciolari, a publicação faz parte do projeto Marcas da Memória, da Comissão Nacional da Anistia do Ministério da Justiça, que no Estado é coordenado pelo grupo Tortura Nunca Mais e pela Sociedade DHPAZ. A iniciativa registrou em vídeo depoimentos de homens e mulheres que foram vigiados, perseguidos, presos e torturados entre 1964 e 1985.
Presos da ditadura
Natural de Cornélio Procópio, mas criado em Apucarana, onde fazia parte da União dos Estudantes, Narciso foi uma das vítimas da chamada Operação Marumbi, desencadeada no início dos anos de 1970, com o objetivo de desarticular um suposto movimento clandestino de reorganização do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Segundo ele, pelo menos quatro mil pessoas foram presas por motivações políticas no Estado naquele período, sendo que aproximadamente mil delas sofreram algum tipo de tortura.


