'Trapalhada'
O governador Beto Richa (PSDB) mostrou irritação com a Divisão Policial do Interior (DPI), órgão ligado à Secretaria de Segurança Pública, que divulgou pesquisa apontando a 10ª SDP de Londrina como a pior do interior do Paraná. "Foi uma trapalhada da Polícia Civil. Eu não aceito o que aconteceu e já pedi explicações, porque o que interessa são os resultados." É do próprio governador a frase que sugere diferenças políticas entre o setor que fez o levantamento e o comando policial de Londrina. "(Vamos avaliar) Se o nome não agrada quem fez esse tipo de avaliação internamente e que condições tinha para fazer essa avaliação."

Só falta o Papa
Ao ser questionado se teve oportunidade de conversar com o vice-presidente Michel Temer (PMDB) sobre a demora da Secretaria do Tesouro Nacional (STF) para liberar o empréstimo de R$ 817 milhões ao Paraná, o governador Beto Richa (PSDB) deu a entender que já está sem interlocutores sobre o tema: "Só não falei ainda com o Papa sobre o empréstimo". Temer esteve em Curitiba na quinta-feira. Segundo o governador, na semana que vem o assunto deve ser resolvido.

Protesto discreto
Diante de 470 soldados e de todo o comando da Polícia Militar do Paraná, o suplente de vereador, Emerson Petriv (PSC), o Boca Aberta, responsável pelos frequentes protestos contra o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) nos eventos públicos, não quis arriscar na solenidade de ontem na Concha Acústica, no centro de Londrina. Ocorria a formatura dos policiais. Ele se contentou apenas com uma discreta vaia quando o prefeito foi anunciado no palco. Kireeff tem contra o suplente de vereador um processo por injúria, pelos "impropérios propalados".

Imagem ilustrativa da imagem INFORME FOLHA
| Foto: César Augusto
Com a mão na faixa
Quando chegou à formatura do policiais na Concha Acústica, Beto Richa (PSDB) já era esperado por dezenas de populares que seguravam faixas de agradecimento e apoio à gestão do tucano, citando obras de saneamento, segurança e até a duplicação da rodovia PR-445. Questionadas pela reportagem da FOLHA, algumas mulheres que empunhavam os elogios reconheceram que não tinham qualquer relação com as entidades que assinavam as faixas. Um dos organizadores do ato, que se identificou apenas por Júlio, disse estar com pressa e não quis conceder entrevista.



Público assíduo
As audiências públicas na manhã de ontem para prestação de contas da Secretaria de Saúde, do orçamento do município e da Câmara e do Programa de Metas teve um público reforçado por servidores municipais. Na lista de presença, de 27 assinaturas, 24 eram funcionários ou vereadores e três representantes do Fórum Desenvolve Londrina. Entretanto, somando a imprensa e outros que não registraram a presença, o público todo atingia cerca de 50 pessoas.

Custos
Se a folha de pagamento da Prefeitura de Londrina é responsável por grande parte dos gastos da administração pública, na Câmara de Londrina fica ainda mais evidente. Na execução orçamentária de janeiro a abril deste ano, divulgada na audiência pública na manhã de ontem, das despesas da ordem de R$ 8,3 milhões realizadas, R$ 7,3 milhões são referentes a gastos com pessoal e encargos sociais. O custeio do Legislativo consumiu pouco mais de R$ 1 milhão nos primeiros quatro meses do ano. A execução orçamentária permitida para 2014 ao Legislativo é de R$ 28,8 milhões.

Alvarás
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara Municipal de Londrina que investiga irregularidades na emissão de alvarás e Habite-se pela prefeitura constatou que uma residência do Jardim Colúmbia (zona oeste) obteve os documentos em tempo recorde perto da demora comum à maioria dos empreendimentos da cidade: o alvará de construção foi solicitado em 27 de setembro de 2011 e expedido apenas 23 dias depois, em 20 de outubro; o Habite-se levou menos tempo ainda – somente três dias, já que foi requerido em 7 de maio de 2012 e liberado em 10 de maio.

Auditoria
Segundo dados da CEI do Alvarás, o fiscal que vistoriou a obra atestando a possibilidade de conceder as autorizações é um dos investigados internamente pela prefeitura e que está afastado do cargo. "O prefeito Alexandre Kireeff tem que abrir uma auditoria na secretaria e passar a limpo esta situação. Ele próprio confirmou que já ocorreu uma investigação interna e, por isso, é hora de esclarecer os fatos para a sociedade", disse o vereador Jamil Janene (PP), presidente da Comissão. Ele informou que a CEI já encaminhou a nova documentação à Procuradoria Jurídica do Legislativo para que posteriormente o relator da CEI, vereador Padre Roque (PR), possa concluir a análise do grupo sobre a liberação de obras irregulares no Jardim Colúmbia.

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