Constrangimento
Questionado sobre os nomes das construtoras que desistiram de construir moradias do programa Minha Casa Minha Vida, na zona norte de Londrina, o presidente da Cohab, José Roberto Hoffmann, preferiu não revelar para "não gerar constrangimentos" aos empresários. Mesmo sob o argumento de que os nomes são públicos – afinal projeto de lei tramitou na Câmara para aprovar a mudança de zoneamento – ele manteve-se firme na postura de "preservar" as empresas. Hoffmann também pediu o "favor" de que a reportagem omitisse sua negativa em fornecer os nomes. Diante da recusa, insinuou que não prestaria mais informações sobre outros temas, mesmo ocupando cargo público. "Meu cargo não me obriga a prestar essas informações."

Quase suspensa
Prevista para ocorrer hoje, a votação da abertura de Comissão Processante (CP) contra a vereadora de Londrina Sandra Graça (SDD) pode acabar suspensa, caso seja acatado pedido do advogado da parlamentar, Dely Dias das Neves. Segundo o procurador jurídico do Legislativo, Régis Belizário, a solicitação é que a segunda defesa prévia, assinada por ele, seja submetida pela Mesa Executiva para apreciação em plenário para que o mérito seja discutido antes da abertura da CP. Com isso, a votação da comissão ocorreria em outra sessão. O procurador afirmou ontem que está elaborando parecer sobre o pedido, mas não quis adiantar sua opinião. A abertura da comissão foi pedida pelo suplente de vereador Emerson Petriv, o Boca Aberta (PSC), com base em condenação em primeira instância porque um ex-assessor recebeu salário em 2005 mesmo sem dar expediente na Câmara.

Argumentos
Na defesa, o advogado de Sandra Graça argumenta que, com base no Estatuto do Servidor de Londrina, o prazo para aplicar qualquer penalidade, de quatro anos após o conhecimento do ato passível de punição, já prescreveu. A Câmara teria tomado conhecimento oficialmente em 2009, quando o ex-assessor devolveu os valores recebidos a mais. Além disso, Dely Neves aponta que a suposta quebra de decoro parlamentar já havia sido alvo de investigação pela Corregedoria da Casa em 2010 e que o Direito não permite que uma mesma infração seja processada e julgada mais de uma vez pelo mesmo órgão. O procurador jurídico da Câmara, Régis Belizário, diz que já há parecer com análise desses itens, mas lembrou que a votação de hoje é sobre a abertura ou não de Comissão Processante e não sobre o mérito da defesa.

Suspeita de fraude
A Prefeitura de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina) registrou queixa-crime contra um fornecedor por fraude em notas fiscais. O caso foi detectado pela Secretaria de Educação, que informou à Procuradoria Jurídica. Como foi decretado segredo de justiça, a administração municipal não forneceu mais dados, mas a reportagem apurou que a fraude foi detectada pela pasta no fornecimento de gás de cozinha, cujo consumo teria aumentado consideravelmente nos últimos três meses. Em alguns casos, notas fiscais indicavam que o consumo chegava a triplicar, mas, nas unidades de ensino, seguiam nas mesmas quantidades registradas em anos anteriores. Ao fazer pente-fino nas notas fiscais, a administração municipal teria identificado irregularidades como assinaturas falsificadas ou de pessoas que não são servidores municipais, quantidades adulteradas e carimbos falsos. A queixa-crime foi registrada como suspeita de enriquecimento ilícito. As secretarias de Educação e Fazenda também fazem auditoria para levantar valores. O nome da empresa não foi divulgado.

Elas
Entre os candidatos os homens ainda são maioria, mas do outro lado, entre o eleitorado, são elas que dominam. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, após a revisão biométrica, Londrina tem 180,2 mil eleitoras e 150,5 mil eleitores. Os homens também são os que mais tiveram títulos cancelados: do total de 53 mil cancelamentos – considerando os facultativos – 28,4 mil são deles. Londrina tem 330,8 mil eleitores aptos.

Liberdade ao MP
De passagem por Londrina para abrir curso de formação aos juízes que vão trabalhar nas eleições deste ano, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, Edson Vidal, defendeu a autonomia do Ministério Público Eleitoral (MPE) para abrir investigações.

Fugiu?
O presidente da Assembleia, Valdir Rossoni, anunciou ontem, no Bom Dia Paraná, na RPCTV, que apresentaria, à tarde, projeto de lei para extinguir cargos em comissão na Casa, acabar com cargos que não têm relação com a atividade legislativa e abrir o tão esperado concurso público para o Legislativo. Mas, na sessão plenária, o projeto não apareceu, o deputado mal ficou na Casa, passando o comando para Douglas Fabrício (PPS), e saiu sem falar com a imprensa. Nos bastidores do plenário ninguém conhecia a nova proposição. À RPC, Rossoni também comentou sobre a reforma do regimento interno, que só pretende colocar em votação após as eleições de outubro.

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