Repactuação
A bancada de oposição apresentou, e o plenário rejeitou, requerimento para que o diretor de Finanças e de Relações com Investidores da Copel, Antonio Sergio de Souza Guetter, fosse convidado a prestar esclarecimentos na Assembleia Legislativa sobre a repactuação do contrato de acionistas do Consórcio Dominó e, sobre, segundo o deputado Tadeu Veneri, a estranha decisão de deixar a Andrade Gutierrez, sócia da Copel no consórcio, com 51% das ações e, consequentemente, o direito de indicar dois diretores, inclusive o de finanças, para o Conselho de Administração da Sanepar, companhia da qual o consórcio é acionista com o governo do Estado.

Cara de pau
O líder do governo na Assembleia, Ademar Traiano (PSDB), que recomendou a derrubada do requerimento, minimizou a preocupação do petista. "Ao governo do Estado, junto com a Copel, tem 75% de domínio sobre o capital da Sanepar. A Sanepar tem nove diretores e cinco são indicados pelo governo", disse. "E me admira a cara de pau do PT em questionar os negócios da Sanepar enquanto não consegue explicar o que está acontecendo com a Petrobras", esbravejou.

Cadê o dinheiro?
O vereador de Londrina Mário Takahashi (PV) questionou ontem o decreto do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) declarando estado de emergência no município devido à incidência de dengue. O parlamentar, um dos maiores críticos da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), lembrou que uma das justificativas do Executivo para aprovar, em tempo recorde, aporte à companhia estatal de R$ 10,8 milhões, era o risco iminente de epidemia da doença. A proposta tramitou, sob pressão, na última semana de outubro de 2013. Outros vereadores também lamentaram e expressaram preocupação com a situação.

Agora é oficial
Os vereadores aprovaram ontem o pedido do Conselho Municipal da Cidade (CMC) por mais prazo para analisar os projetos de lei de Uso e Ocupação do Solo e do Sistema Viário. O órgão já havia combinado com a Câmara jogar o prazo para 1º de agosto, mas o acordo só foi sacramentado com o protocolo oficial do pedido, que precisou passar por aprovação em plenário.

Convenção definida
Uma reunião da Executiva estadual do partido definiu ontem as regras para a convenção estadual do PMDB, que vai decidir se o partido terá candidato a governador ou apoiará Beto Richa na eleição de outubro. A votação ocorre entre 8h e 15h do dia 20 de junho, sendo que até as 13 horas votam os delegados titulares e, posteriormente os suplentes, se necessário.

Cédula dupla
A executiva acatou recomendação do diretório nacional do partido para o modelo de cédula. A votação será apenas entre a tese da candidatura própria e a da aliança. Apenas em caso de vitória da candidatura própria é que os delegados voltam a votar, para decidir o nome do candidato. Se vencer a coligação, caberá ao diretório do partido fechar a política de alianças.

Deputados decididos
Os poucos deputados estaduais que ainda estavam em dúvida sobre a posição que tomariam na convenção, vão dando sinais de que já estão perto da decisão. Nereu Moura e Caíto Quintana, que revelaram estarem divididos na semana passada, já falam abertamente sobre coligação. Quintana, inclusive, já diz estar disposto a aceitar a indicação para vice de Beto Richa.

Mini-Pasadena
O diretor-presidente da BS Bios Sul Brasil, Erasmo Carlos Battistella, visitou ontem a sede de uma das usinas do grupo, em Marialva (Noroeste), e aproveitou para esclarecer a imprensa local sobre a abertura de uma auditora para apurar suspeita de superfaturamento na compra da usina pela Petrobras Biocombustíveis em dezembro de 2009. Segundo Battistella, a auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União teve início na semana passada e não atrapalha os trabalhos na unidade. "Estamos tranquilos, já que é de praxe que o Tribunal realize esse tipo de auditoria. Continuamos trabalhando normalmente", disse o diretor, citando que a auditoria acontece na Petrobras e deve ser concluída em 120 dias. Para ministros da corte, há indícios de que a estatal tenha pago por participações nas plantas de Marialva e de Passo Fundo (RS) mais do que elas custariam: cerca de R$ 200 milhões.

Rodovias federais
O Sindicato dos Engenheiros no Estado do Paraná (Senge-PR) entra hoje com representação junto ao Ministério dos Transportes, em Brasília, para que a União retome os trechos de rodovias federais cedidos à concessão em território paranaense. A representação, endereçada ao ministro dos Transportes César Augusto Rabello Borges, tem por base o não cumprimento do contrato de concessão, por parte do governo do Estado do Paraná, do convênio de delegação das rodovias federais, celebrado com a União no ano de 1996. O documento será entregue pelo presidente do Senge-PR, Ulisses Kaniak ao diretor do Departamento de Concessões do Ministério dos Transportes, Dino Antunes Dias Batista, em reunião às 10 horas no Ministério.

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