Candidatura de Cheida
O PMDB segue apostando na candidatura à reeleição do deputado estadual Luiz Eduardo Cheida (PMDB), apesar da condenação no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná que pode enquadrá-lo na Lei da Ficha Limpa. Para o presidente estadual da legenda, deputado federal Osmar Serraglio, "existe jurisprudência favorável" no caso de Cheida. O ex-prefeito de Londrina foi condenado devido a contratação irregular de advogado quando estava à frente do Executivo. Mas, por precaução, já começou a mobilização interna para eventual alternativa caso o parlamentar fique fora das eleições e haveria ontem a noite uma reunião em Londrina para discutir o tema. Com previsão de alcançar cerca de 50 mil votos, Cheida é o principal nome do partido na região.

Investigação na Codel
O Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel) ainda não conseguiu instaurar o procedimento administrativo disciplinar (PAD) que pode resultar na demissão dos funcionários Eduardo Ivan Reale (ex-gerente de desenvolvimento industrial) e José Hilário (ex-coordenador de fiscalização e análise de projetos), denunciados por corrupção pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Na Codel, ninguém quis fazer parte da comissão. Então, o presidente Bruno Veronesi, depois de diversas consultas internas, convocou, na semana passada, três servidores municipais de outras pastas por indicação da Procuradoria-Geral do Município. "Creio que agora vamos abrir o procedimento. Caso recusem, devem apresentar os motivos, mas até agora não recebi nenhum comunicado."

Gabinete festivo
Embora a Cooperativa Integrada não tenha recebido terreno ou outros incentivos do município, foi no gabinete do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que ocorreu o lançamento de uma nova fábrica de ração em Londrina. O presidente da Codel, Bruno Veronesi, disse que a iniciativa foi da própria cooperativa, "em consideração ao apoio dado pela administração durante todo o processo de instalação da unidade".

Pelos consumidores
A Câmara de Londrina discute hoje, em primeira apreciação, projeto da vereadora Sandra Graça (SDD) que obriga bancos a disponibilizarem aos clientes bebedouros, cadeiras de rodas e sanitários. A profissão da parlamentar é bancária. Também hoje começa a ser discutido o projeto do delegado Marcos Belinati (PROS), que propõe proibir a impressão em bilhetes e cupons de estacionamentos e similares os dizeres "Não nos responsabilizamos por objetos deixados no interior do veículo". Na justificativa, Marcos afirma que, ao contrário do que dizem, os estabelecimentos são, sim, responsáveis pelos objetos no interior dos carros, tornando a cláusula abusiva e, portanto, nula.

Contas de Telêmaco Borba
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná apontou a irregularidade das contas de 2012 de Telêmaco Borba (Centro-Oriental), sob responsabilidade do então prefeito, Eros Danilo Araújo (PMDB). Cabe recurso da decisão. Segundo o TC, teria faltado empenho prévio de recursos para pagar despesas que somavam aproximadamente R$ 1,36 milhão, e aplicação abaixo dos 60% dos recursos do Fundeb no pagamento de professores. O Tribunal não aceitou a inclusão de professores da área de educação infantil nesta rubrica, sem a comprovação de que eles eram habilitados para exercer a função. O ex-prefeito foi multado em R$ 1.450,98. O parecer do TC será encaminhado à Câmara de Vereadores de Telêmaco Borba, após o trânsito em julgado do processo, pois a legislação determina que cabe aos vereadores o julgamento das contas do chefe do Executivo.

Porte de arma
Chegou ontem à Assembleia Legislativa do Paraná mensagem do governo do Estado propondo a instituição do porte de arma funcional aos agentes penitenciários para uso exclusivo em serviço. A Assembleia já aprovou projeto que garantia o porte de armas aos agentes penitenciários em 2008, o qual foi vetado pelo então governador Roberto Requião (PMDB). Em 2011, o veto foi derrubado pelo plenário da Casa, mas o Tribunal de Justiça considerou o projeto inconstitucional, levando em consideração o Estatuto do Desarmamento. A nova mensagem da Secretaria Estadual de Justiça e Cidadania prevê a restrição do porte de arma a servidores efetivos e com capacitação técnica e psicológica comprovadas, podendo, o Estado, indeferir ou revogar o direito a qualquer momento.

Quebra de decoro
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados corre contra o tempo para aprovar ainda neste semestre o relatório sobre o processo por quebra de decoro parlamentar contra o deputado André Vargas (sem partido-PR). A ordem do presidente do conselho, Ricardo Izar (PSD-SP), é concluir o trâmite e levar o caso ao plenário da Câmara até 18 de julho, quando começa o recesso parlamentar. A expectativa é que o processo contra Vargas seja votado pelos seus pares antes do caso do deputado Luiz Argôlo (SDD-BA) que, assim com o ex-petista, também responde a processo no Conselho de Ética por envolvimento com o doleiro Alberto Youssef.

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