INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 09 de maio de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Atrás de Raul, de novo
Em relação ao Complexo Marco Zero, a CEI dos Alvarás decidiu reelaborar o ofício direcionado ao empresário Raul Fulgêncio, que alegou à comissão não ser o responsável pelos empreendimentos no local o Shopping Boulevard, o hotel Íbis e a loja de materiais de construção Leroy Merlin e que, por isso, não possui os documentos sobre as obras solicitados. "Nosso procurador jurídico vai pedir os dados sobre o parcelamento do solo e as vendas, que essa parte era dele", diz Jamil. Também solicitaram à Prefeitura de Londrina os nomes dos responsáveis pelo acompanhamento dos processos do Complexo Marco Zero dentro da pasta de Obras e do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul).
Fora dos conselhos
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) protocolou na tarde de quinta-feira no Ministério Público a informação de que os quatro agentes políticos de sua confiança que também ocupavam uma cadeira nos conselhos de administração e fiscal da Sercomtel renunciaram aos cargos. Uma assembleia extraordinária deve ser convocada pela telefônica para a eleição dos novos membros.
Precedente aberto
O vice-presidente Guto Bellusci (PSD), o secretário de Governo Paulo Arcoverde e os assessores executivos José Carlos Bruno de Oliveira e Gustavo Lessa Neto recebiam por seus cargos no Executivo e nos conselhos, mas decidiram sair após entendimento de que não poderiam continuar com as duas remunerações. A decisão foi tomada com base em parecer encomendado por Kireeff à Procuradoria-Geral do Município (PGM) após o Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná determinar abertura de processo contra o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) por situação semelhante.
Mais depoimentos
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Alvarás decidiu ontem chamar para depoimentos um mestre e os construtores das seis casas que teriam obtido Habite-se com base em documentos falsificados na Secretaria de Obras. Os depoimentos estão previstos para as 9 horas da próxima quinta-feira, apesar de ninguém ter sido ainda notificado, segundo o presidente Jamil Janene (PP). Para a sexta-feira, serão convidados os proprietários dessas mesmas casas. Foi em uma delas, aliás, que um fiscal da prefeitura teria pedido "um cafezinho" para agilizar a liberação do documento. Também foi solicitado à prefeitura a relação de imóveis multados e notificados desde o ano passado. O número passaria de 200.
TJ encerra greve
O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná concedeu liminar à Prefeitura de Uraí e determinou o fim da greve e o retorno dos motoristas ao trabalho em 24 horas. A categoria está paralisada desde o dia 26 de abril, quando a greve foi iniciada. Além da retomada das atividades, a desembargadora Lélia Samardã Giacomet proibiu que os grevistas interrompam o trânsito de veículos oficiais, barrados na porta da garagem. A magistrada levou em consideração que o movimento se iniciou antes de vencer o prazo legal de 72 horas após a comunicação da greve e que não houve respeito à garantia de manutenção mínima dos serviços prestados.
Prefeito processado
O Ministério Público de Loanda (Noroeste) ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra o prefeito do município, Flávio Accorsi (PPS), por uso de equipamentos públicos para roçagem da Fazenda Sumatra, que pertence a ele. A 2ª Promotoria de Justiça também o acusa de usar seu poder político para cooptar mão de obra em dia de folga dos servidores públicos para serviços particulares sem compensação. Além de contestar os valores recebidos indevidamente, o MP também questiona a confusão entre as esferas público e privada. Accorsi foi preso em flagrante no sábado passado por esse caso, mas acabou solto no dia seguinte após pagar fiança estipulada pelo Tribunal de Justiça do Paraná em cem salários mínimos (R$ 72,4 mil).
Pneus de Tamarana
O Ministério Público (MP) do Paraná apura supostas fraudes na compra de pneus para ônibus na prefeitura de Tamarana (Região Metropolitana de Londrina). Segundo as informações que chegaram à promotoria, o município teria pago cerca de R$ 24 mil pelo produto que deveria ser nacional, mas recebeu pneus importados, de menor valor e qualidade. Secretários municipais e até vereadores já foram convocados a prestar depoimento. O prefeito Paulino de Souza (PMDB) afirmou que a administração também investiga o caso. "Abrimos sindicância para apurar tudo o que se refere a pneus na prefeitura." Aberta há 30 dias, a sindicância, que ouviu até agora 22 servidores, quer saber também sobre o sumiço de pneus velhos pertencentes ao município.
Paralisação
Servidores do Judiciário paranaense vão paralisar suas atividades na próxima terça-feira, entre meio-dia e 13 horas. Durante essa hora eles irão conversar com o público sobre a luta pela igualdade de tratamento entre o 1º e o 2º graus do Judiciário do Estado. Uma das principais reivindicações da categoria é a isonomia.


