Bate e rebate
A senadora Gleisi Hoffmann (PT), pré-candidata ao governo do Paraná, rebateu as críticas feitas pelo governador do Estado, Beto Richa (PMDB), a ela no programa "Roda Viva" da última segunda-feira. Em nota, ela destacou quatro tópicos que mais chamaram a atenção dela durante a entrevista. Para Gleisi, a afirmação mais "grave" feita no programa foi que "o governador admitiu que no ano passado gastou menos em saúde e mais em salários do que permite a Constituição da República". A nota segue dizendo que "ao confessar que desrespeitou a Constituição, o governador reconheceu que ele, Beto Richa, e exclusivamente ele, foi o responsável por tornar o Paraná inadimplente e, por consequência, impossibilitado de tomar empréstimos federais".

Paixão rejeitada
O senador Roberto Requião (PMDB) também comentou a participação de Beto Richa no "Roda Viva". Em postagem no Twitter, na terça-feira após a entrevista do governador na TV Cultura, Requião disse: "Incomoda a repetição por 36 vezes de meu nome pelo Beto na Roda Viva. Paixão? Sem preconceito, Betinho, mas minha mulher é a Maristela."

Condenado
O jornalista Ricardo Boechat, da Rede Bandeirantes de TV e da rádio BandNews, foi condenado a seis meses e 16 dias de prisão por ofensas e calúnias contra o senador Roberto Requião. A sentença é da juíza Aparecida Angélica Correa, da 1ª Vara Criminal do Fórum Regional de Pinheiros (São Paulo). Em comentário sobre a condenação do jornalista, Requião reafirmou a necessidade da aprovação pela Câmara dos Deputados de seu projeto que garante o direito de resposta. "Agredido por jornalista fui à Justiça. Boechat foi condenado a seis meses de cadeia. Mas falta a resposta. A pena não repara o dano na mídia", tuitou o senador.

Abatedouro
Com ordem judicial, o Ministério Público de Apucarana fez operação de busca no abatedouro municipal de Cambira (Norte) na última quarta-feira e apreendeu dois cadernos onde era registrada a contabilidade. O promotor Eduardo Cabrini disse que a intenção é apurar denúncia de que valores recebidos pelo abatedouro estariam sendo desviados. Ele apurou que pessoas que contratavam o serviço do abatedouro faziam o pagamento diretamente a um funcionário do local, que repassava os valores para funcionários comissionados. "Constatamos que o controle de arrecadação era feito em dois cadernos, numa baita desorganização", disse Cabrini. O abatedouro arrecada cerca de R$ 3 mil mensais. O secretário municipal de Agricultura, Leandro Aparecido Araújo, declarou que não dispunha de informações sobre o funcionamento e a contabilidade do abatedouro, embora seja sua pasta a responsável pelo estabelecimento.

Pedágio
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que todas as praças de pedágio instaladas na BR-101, entre Palhoça e São José dos Pinhais, devem reduzir a tarifa em 15%. Com isso, o valor atualmente pago, de R$ 1,80, deve cair para R$ 1,50. O TCU constatou atraso de obras, prorrogação de prazos sem justificativas e reajustes indevidos nos preços. A decisão foi proferida na última semana e uma notificação deve ser encaminhada nos próximos dias para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que terá 90 dias para exigir que a redução seja colocada em vigor pela concessionária Autopista Litoral Sul.

Falhas
Atrasos e falhas no projeto do Teatro Municipal de Cascavel exigiram readequações sucessivas durante a execução da obra, causando prejuízo aos cofres públicos. Em virtude das irregularidades, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) multou dois prefeitos responsáveis pela obra, que se arrasta por 23 anos (desde a fase de projeto): Lisias de Araújo Tomé (2005-2008) e Edgar Bueno (2009-2012 e 2013-2016). Também foi multado o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Luiz Forte Neto, responsável pela liberação de parte do dinheiro, no biênio 2008-2010, pela Agência de Fomento do Paraná S/A. Em auditoria, os técnicos da Diretoria de Fiscalização de Obras Públicas (Difop) do TCE apontaram problemas graves na construção do teatro: projetos defasados, irregularidades na concessão de aditivos contratuais e falta de fiscalização das obras, que deveria ser feita pela prefeitura de Cascavel.

Ratificação
O empresário Raul Fulgêncio não gostou das declarações do presidente da Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Alvarás, Jamil Janene (PP), ao comentar que a documentação referente aos empreendimentos do Marco Zero não foi encaminhada. Fulgêncio divulgou ontem sua resposta à CEI, na qual afirma que não é o responsável pelo Shopping Boulevard, Leroy Merlin e Hotel Íbis, a quem os documentos deveriam ser solicitados. Com isso, o empresário apenas ratifica as informações dadas por Jamil no dia anterior. A papelada foi solicitada a Fulgêncio porque ele foi o interlocutor com o Legislativo sobre as dificuldades enfrentadas para obter alvarás e Habite-se para os empreendimentos.

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