Kireeff não vai
A Prefeitura de Londrina não vai nomear representante do Executivo na comitiva local que embarca para a Espanha no próximo dia 11. O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) disse ontem ter recomendado que o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Geirinhas, acompanhe a viagem, caso haja oportunidade, já que os assuntos a serem tratados englobam desenvolvimento urbano e manejo de resíduos sólidos. Pela administração direta, Kireeff disse não acompanhar porque chegou recentemente de outra comitiva, ao Japão, e precisa
dar continuidade aos trâmites da prefeitura. Na Câmara, nem sorteio define Enquanto isso, na Câmara de Vereadores, a possibilidade de representar Londrina na viagem internacional criou celeuma na última sessão ordinária, na quinta-feira. Jamil Janene (PP), último colocado em sorteio para a função, achou que faria a viagem, por ter passaporte em dia e disponibilidade. Porém, Tio Douglas (PTB), sorteado antes, conseguiu viabilizar atendimento "express" na Polícia Federal para a próxima segunda-feira e deve obter o passaporte, deixando o pepista para trás. A "briga" veio à tona quando Jamil reclamou em plenário do ocorrido.

Rigor contra a dengue
A redação final do projeto de lei do vereador Péricles Deliberador (PMN), que endurece a fiscalização contra o mosquito da dengue em Londrina, foi aprovada na última sessão ordinária e segue para sanção ou veto do prefeito Alexandre Kireeff (PSD). A proposta inicial, que permitia até a entrada de agentes de controle de vetores em imóveis fechados, passou por modificações. Agora, os proprietários serão notificados a viabilizarem o acesso em até 48 horas. Também institui novas atribuições aos responsáveis por imóveis e terrenos baldios no tocante à limpeza e manutenção e obriga a Administração dos Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) a manter areia para uso nos vasos de flores.

Perdeu
A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná negou por unanimidade recurso interposto pelo ex-candidato a vereador de Londrina Emerson Petriv (PSC), o Boca Aberta, que tentava obter mandado de segurança preventivo para não ser barrado na Câmara de Vereadores. A ação havia sido proposta ainda em julho do ano passado, depois que Petriv criou confusão ao invadir o plenário. Àquela ocasião, o juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de Londrina, Emil Tomás Gonçalves, indeferiu liminarmente o mandado de segurança porque o autor não provou que estava
sendo impedido de adentrar o prédio do Legislativo.
A decisão foi confirmada pelo TJ em julgamento no último dia 29.

‘Intromissão’
O Sindicato dos Servidores do Município de Maringá (Sismmar) acusa o secretário de Gestão Pública, José Luiz Bovo, de intromissão em assuntos da Procuradoria-Geral do Município, "pasta à qual não pertence". Segundo o sindicato, Bovo teria extrapolado a função e assinado portaria que permite a remoção de procuradores municipais "sem qualquer motivação, bastando à conveniência e necessidade do procurador-geral", o que viola a autonomia da advocacia pública, diz o Sismmar. Em nota, o sindicato afirma que a iniciativa do secretário é de "gritante inconstitucionalidade".

Ato administrativo
José Luiz Bovo não quis se manifestar. Conforme a assessoria de imprensa da Prefeitura de Maringá, a portaria "é um ato administrativo interno, com o objetivo de girar os procuradores do município por todos os setores atendidos pela Procuradoria Jurídica". Informou ainda que o ato "vai proporcionar aos procuradores conhecimento em todas as áreas".
Não há, segundo a assessoria, nenhuma ilegalidade.

Multa para secretário
O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, foi multado em R$ 1.450,98 pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná por "ofensa ao dever de licitar". Ao analisar as contas de 2011 da pasta, o TC apurou que foram feitos contratos sem licitação para fornecimento de combustível e compras diretas de componentes para uso em exames laboratoriais em animais do rebanho paranaense, em razão de um surto de febre aftosa. Na justificativa apresentada ao TC, a secretaria alegou "urgência e a impossibilidade de instaurar os devidos certames licitatórios em tempo hábil de forma a evitar prejuízos ao interesse público". Ao aprovar as contas com ressalvas, o TC afirmou que "a simples emergência ocasionada pela falta de planejamento da entidade não é capaz de retirar a obrigatoriedade do dever de licitar". Cabe recurso ao secretário.

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