INFORME FOLHA
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terça-feira, 29 de abril de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Bate-boca
Ataques do vereador Mário Takahashi (PV) ao presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU) de Londrina, Carlos Geirinhas, gerou bate-boca entre ele e a ex-líder do governo, Elza Correia (PMDB), no fim do Grande Expediente ontem. O vereador criticou, entre outras coisas, a situação da Junta Administrativa de Recursos de Infração (Jari), que diz estar irregular, e criticou a falta de planejamento ao enviar 82,5 mil fotocópias de documentos a resposta de requerimentos, o que poderia ser feito por meio digital. No meio de sua fala, o vereador atacou a "incompetência" do presidente da CMTU, o que irritou Elza.
A defesa
Sem a possibilidade de pedir a cessão da palavra para outros vereadores, Elza pediu, pela ordem, a palavra pela representatividade de seu partido na Câmara. Relacionando a defesa da ética e da moralidade na coisa pública, a vereadora refutou as palavras de Takahashi. "Ele (Geirinhas) tem competência, faz um trabalho extremamente importante e é uma das maiores autoridades no assunto no país e no exterior." Ela justificou a necessidade do discurso para resguardar a imagem do presidente pelos esforços para administrar apesar dos recursos limitados.
O contra-ataque
Takahashi voltou a pedir a palavra, também pela representatividade do PV. O presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), alertou que o discurso deveria ser restrito a assuntos pertinentes ao estatuto do partido, antes que cada vereador usasse o recurso para discursar sobre o que quisesse. Não adiantou. Também relacionando a fala à ética defendida pela legenda - "acho que está em todos os estatutos partidários", disse -, justificou "as duras críticas a um presidente que não faz nada para resolver ilegalidades da empresa de economia mista".
Surpreendido
O decreto do prefeito de Londrina Alexandre Kireeff (PSD) concedendo aumento para a tarifa cobrada na Zona Azul desagradou o vereador Mário Takahashi (PV). O parlamentar ainda discute com a Epesmel (Escola Profissional e Social do Menor de Londrina) seu projeto de lei que prevê a devolução de troco pelo tempo não usado no estacionamento rotativo. Aprovado no ano passado em primeira discussão, a proposta foi retirada de pauta por tempo indeterminado até que se acerte um meio de adotar a prática sem prejudicar a entidade. Na tarde do dia anterior, a equipe do vereador teve reunião com a direção da Epesmel e foi informado de que a majoração da tarifa só devia vir após a solução para o impasse. O parlamentar acabou surpreendido pela decisão do Executivo.
Regras para convidados
O vereador Jamil Janene (PP) demonstrou bom senso na sessão de ontem da Câmara de Londrina ao sugerir que os convites do Legislativo a visitantes sejam marcados para dias em que não há sessão ordinária. Ele lembrou da sessão anterior, quando o delegado da Polícia Federal Gastão Schefer provocou um imbróglio ao defender o armamento da população e a redução da maioridade penal e a presença de poucos vereadores durante uma apresentação do Serviço Nacional da Indústria (Senai). Para o parlamentar, isso impede a limitação de tempo, incentiva o uso da Câmara e atrai apenas interessados.
Voto vencido
A sugestão de Jamil foi feita para o convite a um representante da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio de emenda à proposta de Rony Alves (PTB) e Péricles Deliberador (PMN). A alteração, entretanto, foi rejeitada pela maioria apenas Mário Takahashi (PV) e Gustavo Richa (PHS) votaram favorável ao pepista. A sugestão voltou a ser colocada em outro pedido de Rony, de chamamento de representante do Conselho Municipal da Cidade (CMC) para comentar a situação da análise dos projetos de Lei de Uso e Ocupação do Solo e do Sistema Viário. Desta vez, foi acatada.
Constrangimento
Jamil provocou desconforto entre os parlamentares ao sugerir convites a convidados fora da sessão porque "os vereadores são pagos para vir todos os dias aqui (Câmara)". Rony foi o primeiro a se defender, lembrando que está todos os dias na Câmara ou tratando de assuntos de interesse do Legislativo. Ele estendeu o argumento a outros parlamentares.
Correios 1
Em nota encaminhada à FOLHA, os Correios informaram que estão fazendo levantamento do número de contratos firmados com a JN Rent a Car, empresa de Assad Jananni, irmão do ex-deputado José Janene, morto em 2010. Segundo a revista IstoÉ, a suspeita é de que a empresa tenha sido usada para a lavagem de dinheiro pelo doleiro Alberto Youssef, preso desde março na Operação Lava Jato, da Polícia Federal.
Correios 2
A estatal também informa que "desde 2012, os Correios não firmaram novos contratos" com a empresa londrinense e que "os contratos firmados anteriormente resultaram de procedimento licitatório na modalidade pregão eletrônico" e que a JN apresentou todas a documentação exigida. Porém, em dezembro de 2012, houve descumprimento de cláusula e a JN foi punida com "a suspensão de participar em licitações e impedida de contratar com os Correios até dezembro de 2013".


