INFORME FOLHA
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segunda-feira, 28 de abril de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Ressaca petista
Deputados integrantes da bancada do PT na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná admitiram ontem que houve pressão da direção nacional do partido para que o ex-vice-presidente da Câmara, André Vargas, entregasse sua carta de desfiliação. Segundo eles, pesou a possibilidade de que as denúncias sobre o envolvimento de Vargas com o doleiro Alberto Youssef respingassem na campanha eleitoral.
Impacto
"É claro que (houve) preocupação de que com esse escândalo ele atingisse as nossas candidaturas. Não acredito que tenha, porque foi tudo muito breve, mas sempre há um risco", disse o presidente estadual da legenda, Enio Verri. "Quando a gente perde uma liderança, há impacto. Mas a luta continua. O partido é muito forte, muito estruturado em todo o Estado", completou o líder da oposição, Elton Welter.
Cutucada no Falcão
Enio Verri considera, ainda, que o comando nacional do PT foi "excessivamente ágil". "Eu vejo com ressalva essa insistência do presidente Rui Falcão, porque não foi dada a ele (Vargas) a oportunidade de fazer a sua defesa."
Para não ser expulso
De acordo com o líder do PT na AL, Tadeu Veneri, a atitude do deputado licenciado foi um passo para evitar a sua expulsão. "O André estava sangrando muito politicamente, e o partido também. Constatou que não tinha apoio nem dentro da sua corrente, ou condições de ficar sozinho fazendo uma luta inglória", avaliou. Ele afirmou, por outro lado, que o processo envolvendo Vargas tem sido "político". "Se fizermos um comparativo das ações atribuídas ao André Vargas e a outros deputados, inclusive do Paraná, veremos que existe um tratamento diferenciado."
Reforma
O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), informou ontem a chegada à Casa da mensagem 23/2014, incorporando a Secretaria de Estado do Governo à Casa Civil. Desde a saída de Reinhold Stephanes (PSD), que no início do mês reassumiu seu mandato de deputado federal, Cézar Silvestri (PPS) vem acumulando as duas funções. Segundo Beto, a proposta tem como objetivo reduzir custos. "Nós no ano passado anunciamos um grande pacote de ações do governo que visam o enxugamento da máquina administrativa sem perder a eficiência", afirmou à FOLHA, em evento no Palácio Iguaçu.
Aumenta e corta
O tucano esqueceu de mencionar, porém, que foi dele mesmo a iniciativa de desmembrar as duas pastas, em decisão tomada em março de 2013, também por meio de projeto enviado à AL. Na época, a ideia era intensificar a ponte política entre o Executivo e as demais esferas de poder.
Indagações
A Comissão Especial de Inquérito (CEI) dos Alvarás já teve seu primeiro entrave nos pedidos de documentos à Prefeitura de Londrina. Na tarde de ontem, o Legislativo recebeu ofício assinado pelo secretário da Fazenda, Paulo Bento, questionando a abrangência da solicitação dos documentos relativos aos empreendimentos do Complexo Marco Zero. A comissão requisitou cópia de todos os documentos, desde o primeiro protocolo relacionado às obras até o último emitido, incluindo pareceres e comunicações internas, num prazo de dez dias. Já o secretário argumentou que, no espaço denominado Marco Zero, há várias empresas instaladas, e questionou se o pedido se refere apenas ao shopping center e à unidade da Leroy Merlin ou se abrange as demais obras que operam no interior dessas empresas.
Demora na CMTU
A dúvida é pertinente, devido ao alto volume de papel, mas não tem como não remeter a outro episódio envolvendo a Câmara de Londrina, com um pedido de informações do vereador Mario Takahashi (PV), e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Desde o ano passado, o parlamentar tenta obter da companhia documentos como cópias, capa a capa, do balanço da empresas nos últimos dois anos. A empresa chegou a afirmar que não tinha recursos financeiros e de pessoal para providenciar a papelada, mas teve de ceder ante a insistência, já que o direito é garantido legalmente ao parlamentar. Takahashi, entretanto, frequentemente reclama nas sessões legislativas da demora, já que, passado o prazo regimental para as respostas, as cópias não chegaram. Ele já recebeu reclamações de pessoas da CMTU porque o gasto com papel poderia bancar, segundo eles, um scanner. "Eles poderiam comprar o scanner e me enviar tudo gravado em um CD", disse o vereador.
Adiantando os trabalhos
O feriado do Dia do Trabalhador acabou intensificando o trabalho dos vereadores de Londrina, que se reúnem em duas sessões plenárias na semana, sempre terça-feira e quinta-feira. Com a folga na quinta-feira, a sessão ordinária terá de ser adiantada para amanhã.


