"Casa democrática"
Os professores da rede estadual de ensino do Paraná, que estavam acampados em frente ao Palácio Iguaçu, lotaram as galerias da Assembleia Legislativa (AL) na sessão de ontem. Ao contrário do que ocorreu durante a votação da proposta que instituiu a Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), no final do ano passado, quando o presidente da AL, Valdir Rossoni (PSDB), pediu que os servidores retirassem faixas de protesto, ontem as manifestações foram todas autorizadas. No início da plenária, aliás, o tucano até agradeceu a presença da presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes Carvalho, ao enaltecer o "caráter democrático" da Casa.

Tranquilidade, mas nem tanto
O clima cordial durou até o momento em que o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), subiu à tribuna. Desta vez munido de um texto que contrapunha ponto a ponto as reivindicações da categoria, ele teve dificuldade de discursar. "Somos amigos acima de tudo", disse, na tentativa de conquistar a simpatia dos manifestantes. A fala, contudo, foi seguida de berros de "fora, fora". Rossoni então interrompeu a sessão por dez minutos, até que os ânimos se acalmassem.

"Requião! Requião!"
Durante discurso de apoio do deputado Professor Lemos (PT), para quem a greve não tem qualquer cunho eleitoral, alguns manifestantes gritaram o nome do senador Roberto Requião (PMDB), que recentemente protocolou sua pré-candidatura ao governo do Estado no diretório do PMDB. Nos bastidores, alguns parlamentares comentaram que Beto Richa pode até não estar bem cotado junto à classe, mas, ao que parece, Gleisi Hoffmann (PT) também não está...

Adiado
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná adiou ontem a votação do projeto de lei complementar 003/2014, que altera a remuneração da carreira de procurador do Estado para a forma de subsídio. A matéria teve parecer favorável do relator, Alexandre Curi (PMDB), mas o líder do PT, Tadeu Veneri, que já tinha pedido vista, apresentou voto em separado. No dia anterior, o petista disse, em plenário, que a medida significa a extinção da Corregedoria da PGE, o que poderia trazer prejuízos ao órgão e à população. Já o líder do governo, Ademar Traiano (PSDB), argumentou que a proposta somente corrige distorções. O debate acabou levando o tucano e o deputado Edson Praczyk (PRB) a pedirem vista do voto divergente. Com isso, o assunto deve ser analisado novamente pela CCJ na semana que vem.

Aprovado
Outro projeto de lei complementar, o 21/2013, apresentado pelo líder do PPS na AL, Tercílio Turini, foi aprovado ontem pela CCJ. Em discussão na comissão desde o dia 18 de março, a mensagem insere um parágrafo no artigo 24 da Lei Complementar 76/1995, que dispõe sobre concessões e permissões de serviços públicos, como as rodovias. Com a alteração, a prorrogação do prazo do contrato, independentemente do período a ser prolongado, passará a depender da aprovação da maioria absoluta dos membros do Legislativo. De acordo com o parlamentar, o objetivo é "abrir o debate", sobretudo no que se refere aos pedágios no Estado. "Vinte e quatro anos (de contrato de concessão de uma rodovia) é muito. A sociedade e a economia mudam bastante", afirmou.

Eduardo Campos no Paraná
O ex-governador de Pernambuco e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos (PSB), disse ontem em Cascavel que a sociedade brasileira exige mudanças e que não identifica em suas andanças pelos Estados pessoas que consideram que mais quatro anos do governo Dilma Rousseff (PT) farão bem ao País. Ele se posicionou como uma alternativa nas eleições deste ano. Campos cumpriu uma agenda recheada de compromissos em Cascavel, que é um dos polos do agronegócio no Paraná, com empresários, líderes partidários e prefeitos. Em entrevista na sede da Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná), o ex-governador disse que o Brasil "percebe que as mudanças pararam de acontecer, os ganhos cessaram e a vida começou a piorar para todos".

Pleitos regionais
Depois da coletiva, o pernambucano se reuniu com os prefeitos associados à Amop. O presidente da entidade e prefeito de Tupãssi (Oeste), Jose Carlos Mariussi (DEM), entregou um documento com demandas municipalistas, como a expansão da malha ferroviária da Ferroeste, construção do Aeroporto Regional e duplicação das rodovias federais que cortam a região Oeste do Estado. "A nossa intenção é trazer todos os pré-candidatos a presidente para discutir com os prefeitos os problemas que os municípios enfrentam para o seu desenvolvimento. A região também tem os seus gargalos que impedem o desenvolvimento econômico", frisou o presidente da Amop.

Lei Anticorrupção
A Deloitte realiza hoje em Londrina um café da manhã gratuito à comunidade empresarial com o tema "Nova Lei Anticorrupção Brasileira: O que é, quais seus impactos e como se preparar para atendê-la". O evento acontece das 9h às 11h, no Hotel Blue Tree Premium (Rua Juscelino Kubitschek, 1356).

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