Carros do TJ
Por unanimidade, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou a compra de 90 veículos Renault Fluence – ao custo de R$ 50 mil cada um – pelo Tribunal de Justiça do Paraná em 2011. Porém, seguindo o voto do relator, ministro Fabiano Silveira, os conselheiros fizeram determinações ao TJ do Paraná para que, em compras futuras, respeite a proporcionalidade de veículos disponíveis para o tribunal e para juízes de primeira instância. O relator apontou que como a licitação já foi concluída e não houve ilegalidades, não é possível ao CNJ anular a compra.

‘Enorme descompasso’
Segundo o voto, a última aquisição de veículos para o primeiro grau ocorreu em 2011 – apenas 15 carros foram destinados às 160 comarcas. No mesmo ano, o TJ adquiriu mais 105 veículos Renault Fluence e no ano seguinte cinco caminhonetes Toyota Hilux pelo preço de R$ 175 mil cada uma e todos ficaram com o tribunal. "Vê-se o enorme descompasso existente entre os veículos destinados ao primeiro grau e os veículos que atendem aos desembargadores do TJ – 105 (mais 5 Hilux) contra apenas 23 para o primeiro grau. São 120 Desembargadores e 160 Comarcas", criticou.

Terceira via?
A ideia de lançar candidato próprio ao Palácio Iguaçu vem ganhando força entre os membros do PPS no Paraná. Segundo o deputado estadual Douglas Fabrício (PPS), os correligionários apostam no nome de Rubens Bueno (PPS) como terceira via, para fazer frente ao atual governador, Beto Richa (PSDB), e à senadora Gleisi Hoffmann (PT). Seria uma forma de garantir, de quebra, palanque no Estado a Eduardo Campos (PSB), que nacionalmente é apoiado pelo partido.

Depende do Requião
Os planos do PPS, contudo, podem esbarrar nas pretensões do senador Roberto Requião (PMDB), que já protocolou sua pré-candidatura no diretório do PMDB. Fabrício avalia que, com três outros concorrentes fortes, o cenário ficaria mais difícil para Bueno. "Tudo vai depender da convenção do PMDB. Acredito que o nome dele (Requião) não passe, porque há muita resistência", disse.

Tucanos
O presidente da Assembleia Legislativa (AL) e do PSDB do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), se ausentou da sessão de ontem para participar, em Brasília, da reunião da Executiva Nacional do partido. Na ocasião, representantes da legenda nos 27 Estados do País apresentaram uma carta em apoio ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à Presidência da República. Os tucanos também marcaram, para 14 de junho, a convenção que deve oficializar o nome de Aécio na disputa.

Fiscalização mais dura
A proposta do vereador Péricles Deliberador (PMN) que endurece o controle da dengue em Londrina foi aprovada ontem em segunda discussão, mas só será encaminhada para análise do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) após a redação final. O texto original era polêmico por permitir que os agentes de controle de vetores entrassem em prédios fechados, quando o proprietário não facilitasse o acesso. Após receber parecer contrário, um substitutivo foi proposto estabelecendo notificação do dono, que deveria viabilizar a entrada da equipe em 48 horas. A Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf) também será obrigada a manter areia para colocar em vasos de flores nos túmulos.

Projeto emperrado
A principal discussão na sessão da Câmara de Londrina de ontem ficou ao redor de mudanças no Plano Diretor que permitiriam o uso de parte de fundos de vale na doação obrigatória de loteamentos para utilização como praças. A mudança, proposta pelo vereador Gaúcho Tamarrado (PDT), só voltará a ser discutida após manifestação de técnicos do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consema), Conselho Municipal de Cidades (CMC) e Comissão de Justiça da Câmara. Já a aprovação seria mais difícil, se seguir a nova linha de raciocínio da Prefeitura de Londrina. É que o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) vetou projeto de lei de Roberto Fu (PDT) que previa a compensação de medidas mitigadoras durante a execução de obras sob o argumento que alterações no Plano Diretor só podem ser feitas mediante audiência pública. Com isso, o projeto de lei de seu companheiro de partido só seria viável mediante a apresentação em reuniões semelhantes, que dependem de convocação por meio de publicidade oficial.

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