Diversão na AL
Peemedebistas aliados ao governador Beto Richa (PSDB) se divertiram ontem durante a sessão da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná ao exibir um vídeo antigo em que o senador Roberto Requião (PMDB) aparece defendendo a candidatura de André Vargas (PT) à Câmara dos Deputados. As imagens foram transmitidas pelo celular de um dos ex-apoiadores de Requião, hoje mais próximo ao Palácio Iguaçu, e percorreram praticamente todo o plenário. Anteontem, o senador protocolou o pedido de sua pré-candidatura ao governo do Estado no diretório estadual do PMDB, o que, parece, não agradou a todos os seus correligionários.

Candidato próprio?
O PPS do Paraná decidiu, durante reunião do diretório estadual, realizada anteontem em Curitiba, levar a discussão sobre a possibilidade de lançar candidato próprio ao governo do Estado para as comissões provisórias, instaladas nos municípios do interior. Segundo o líder do partido na Assembleia Legislativa (AL), Tercílio Turini, a ideia é, até meados de maio, ampliar as conversas entre os correligionários e também com outras legendas, como PV, PSD e PSB, de forma a costurar uma aliança capaz de empolgar o eleitor. As convenções partidárias estão previstas para ocorrer em junho.

Rubens Bueno
"O clima é totalmente favorável", afirmou. O encontro de anteontem contou com a participação de 30 pessoas, incluindo o deputado federal Rubens Bueno (PPS), que seria hoje o principal nome para disputar a corrida ao Palácio Iguaçu, e os três representantes do partido na AL - além de Turini, fazem parte da bancada Douglas Fabrício e Felipe Lucas. Ainda de acordo com o londrinense, a proposta de entregar os cargos do PPS na administração estadual, apresentada por ele na semana passada, não foi descartada, entretanto, depende da conclusão desse debate.

Palanque para PSB
A pré-candidatura de Bueno também é, segundo Tercílio Turini, uma forma de garantir palanque no Paraná para a chapa formada por Eduardo Campos (PSB) e Marina Silva (PSB). "Sem dúvida nenhuma. Nas últimas eleições, em muitos municípios (paranaenses) a Marina apareceu em segundo lugar ou até chegou a ganhar, o que reforçaria a candidatura", relembrou.

Ney contra Padilha
Indignado com a morte de 61 pessoas no ano passado em decorrência da H1N1, a gripe A, no Paraná, o deputado Ney Leprevost (PSD) fez ontem um discurso inflamado no plenário da Assembleia Legislativa (AL). Em determinado momento, ele chegou a dizer que estuda processar o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), que é pré-candidato ao governo de São Paulo, por homicídio culposo. "Não podemos mais aturar o descaso na saúde pública. Estão brincando com vidas humanas. É uma irresponsabilidade", discursou.

Exagero?
Segundo o parlamentar, integrante da base de apoio ao governador Beto Richa (PSDB) e adversário da presidente Dilma Rousseff (PT), o pedido não é exagerado, pois o governo federal agiu com "negligência, imprudência e imperícia", mesmo após "diversos alertas" para que fosse ampliado o número de pessoas vacinadas no Estado. "Isso não é coisa de País em desenvolvimento. É coisa de País de quinto mundo", completou.

Público-alvo
De acordo com o Ministério da Saúde, o público-alvo da campanha em 2014 totaliza 49,6 milhões de cidadãos. A meta é vacinar 80% dessa população, que inclui, além de crianças, idosos com mais de 60 anos, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, mães puérperas (até 45 dias após o parto), presos e funcionários do sistema prisional.

Tomada de contas em Londrina
O vereador Mário Takahashi (PV) e membros da Controladoria da Câmara de Londrina iniciam hoje, às 14 horas, o processo de tomada de contas especial em relação ao concurso público da área da saúde, realizado em julho do ano passado. A iniciativa foi tomada, segundo o parlamentar, devido à dificuldade em obter informações por meio de documentos ou devido a inconsistências de informações. Ele e os servidores do Legislativo terão uma primeira reunião com a Controladoria da prefeitura.

Discrepâncias
Os três pontos que mais chamaram a atenção de Takahashi são informações diferentes sobre o valor arrecadado, informados por ofícios da administração municipal, o pagamento de pessoas da prefeitura pela elaboração da prova que podem não ter sido nomeados por portaria e o pagamento de valores relativos a esse trabalho quando os servidores não exerciam a função – como numa viagem a trabalho, por exemplo. O pedido para tomada de contas foi feito por recomendação da Controladoria da Câmara, que identificou os problemas.

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