INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Alvo de protesto
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, afirmou ontem ter encarado com "naturalidade" o protesto promovido contra ele na semana passada por militantes do PT. "(Vi o protesto) com absoluta naturalidade. Eu nem notei, quando fui notar estava dentro do carro. (Foi) quando eu vi que eram três, quatro pessoas se manifestando. O Brasil é uma democracia, faz parte das liberdades", disse Barbosa, que teve compromisso em Salvador. Conforme a Folha de S.Paulo divulgou ontem, o ministro, que relatou o processo do mensalão, foi seguido por militantes petistas no último dia 4, no momento em que saía de um bar na região central da Brasília. Foi chamado de "tucano" e de "projeto de ditador". Os manifestantes divulgaram na internet ao menos três vídeos com cenas das hostilidades.
Popular
Barbosa participou em Salvador da solenidade que marcou o início da implantação do processo judicial eletrônico no Tribunal de Justiça da Bahia. O ministro foi aplaudido e posou para fotos com servidores da Justiça baiana. Em entrevista, brincou ao ser questionado sobre as eleições. "Não estava nem um pouco fascinado com a possibilidade de deixar o Supremo para me candidatar. Mas não me acreditaram, sobretudo vocês da imprensa. Taí, passou o tempo e não serei candidato", afirmou. O ministro disse que ainda é abordado por pessoas na rua que cobram que seja candidato nas eleições deste ano.
Caso Angeloni
Por unanimidade, a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná extinguiu a ação popular que questionava a mudança de zoneamento em Londrina que beneficiou o hipermercado Angeloni. Com a decisão, da última terça-feira, o grupo continua autorizado a construir uma loja na Avenida Madre Leônia (zona sul). A ação popular, de autoria do advogado Vinícius Borba, é considerada processualmente inadequada para questionar a possível irregularidade na mudança de zoneamento. Cabe recurso ao autor da ação.
Carro de até R$ 181 mil
A Câmara de Vereadores de Maringá quer que o prefeito Carlos Roberto Pupin (PP) suspenda a aquisição de um veículo SUV (utilitário esportivo) com sete lugares, destinado ao seu gabinete. O carro estipulado, com tração quatro por quatro, rodas de liga leve e bancos de couro, entre outras especificações, tem valor máximo de R$ 181,5 mil. O Legislativo maringaense aprovou requerimento do vereador Humberto Henrique (PT) na sessão da última quinta-feira, pedindo a suspensão da compra e solicitando ao prefeito que justifique a necessidade do carro. O parlamentar já havia protocolado ofício na administração municipal com o mesmo teor anteriormente. Entretanto, os envelopes foram abertos na tarde de ontem, conforme previa o edital. Duas empresas participam do certame.
Recepção de autoridades
O Procurador-Geral do Município de Maringá, Luiz Carlos Manzato, disse que o prefeito vai analisar o requerimento da Câmara, mas que não viu a necessidade de suspender a licitação. Ele afirma que o pedido da SUV é devido à quantidade de lugares sete para recepcionar melhor autoridades visitantes. Entretanto, ele não soube explicar o motivo da tração quatro por quatro e rodas de liga leve. Manzato disse que teria de consultar o setor de compras e pediu para que retornasse em 30 minutos, mas o celular estava desligado.
Regimento interno
O relatório final da Comissão Especial para análise de mudanças no Regimento Interno da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná começa a ser votado na sessão da segunda-feira. A partir da aprovação, o grupo irá redigir o anteprojeto de lei regulamentando as mudanças. Entre as proposições que mais devem gerar polêmica estão a extinção da comissão geral, o fim da reeleição para os membros da Mesa Executiva numa mesma Legislatura e a redução no número de comissões temáticas da Casa. Segundo o presidente da comissão, Pedro Lupion (DEM), a expectativa é que a matéria seja apreciada ainda no primeiro semestre, de forma a evitar o período conturbado das eleições. Assim, as alterações entrariam em vigor já nos primeiros meses de 2015.
Correção
Diferente do publicado pela FOLHA no último dia 4, sobre o primeiro dia do vereador Professor Fabinho (PPS) como líder de governo na Câmara de Londrina, a reportagem citada por Jamil Janene (PP) sobre divergências entre o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) e o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Geirinhas, foi veiculada pela rádio Paiquerê AM, e não pela FM.


