Irmão de André Vargas
Em uma barraca na Feira da Lua, que acontece nas noites de quarta-feira a sábado em Londrina, Ramatis Vargas, 54, vende pamonhas, outros derivados de milho, sopas e guloseimas (como pudim). Ele é um dos seis irmãos do deputado federal licenciado André Vargas (PT), que renunciou anteontem ao cargo de vice-presidência da Casa. Desde a semana passada, Ramatis atende aos clientes e tem que dar respostas àqueles que, além de uma pamonha, querem saber sobre as denúncias envolvendo o irmão parlamentar. "Algumas pessoas me perguntam sobre a veracidade de tudo o que está sendo dito. Mas isso não atrapalha o meu trabalho. Tenho uma clientela boa. Muitos nos conhecem há anos, nem tocam no assunto", resume.

Feirante
Eletrotécnico por formação, ele se tornou feirante em 2001. Queria trabalhar mais perto da família. Toca a barraca com a mulher e tem quatro funcionários dois na venda e dois na produção. "Começo trabalhar às 7 horas e vou até a madrugada do dia seguinte. Nunca me beneficiei pelo fato de o meu irmão ser deputado federal." Em dia de muito movimento, chega a vender 200 pamonhas. As sopas e o pudim também fazem sucesso. Na noite chuvosa de ontem, quando a reportagem visitou a barraca de Ramatis, o movimento foi bastante prejudicado por causa do tempo ruim.

‘Nosso pai também está sofrendo’
Porém, mais do que as perguntas de seus clientes, o que preocupa Ramatis no momento é a saúde do irmão. "O André tem uma pancreatite, que é algo sério e para se preocupar. Ele já foi internado algumas vezes por causa disso." O feirante também comentou sobre o pai de 82 anos. "Nosso pai também está sofrendo. Encontraram-se no último fim de semana e choraram muito."

Apareceu o caminhão
A assessoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) ligou para a redação da FOLHA na tarde de ontem para informar que o caminhão caçamba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) já foi entregue em Jacarezinho (Norte Pioneiro). Na sexta-feira passada, o prefeito Sérgio Eduardo de Faria (DEM) foi até Maringá para receber o veículo. Dos 30 caminhões que seriam entregues, apenas 29 estavam na cerimônia. Depois da situação embaraçosa, o MDA explicou que o caminhão destinado a Jacarezinho apresentou problemas na alavanca da caçamba e teve de ser encaminhado para revisão na concessionária.

Orçamento em debate hoje
A Secretaria Municipal de Planejamento de Londrina vai promover audiência pública para apresentação e discussão do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2015, hoje, a partir das 15 horas. A reunião ocorrerá no auditório da Sercomtel (Rua Fernão de Magalhães, 383, bairro Cervejaria). A LDO é um instrumento que estabelece as prioridades e metas da administração pública e serve de base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que estipula previsão de receitas e despesas para o ano seguinte.

Combustíveis dos deputados 1
A Mesa Diretora e as lideranças da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná terão direito a receber 23 mil litros de combustíveis e lubrificantes mensais de abril e dezembro deste ano. A informação foi publicada na edição do dia 31 de março do Diário Oficial da AL. Embora a cota seja um adicional em relação aos recursos já previstos nas chamadas verbas de ressarcimento, é inferior ao que costumava ser destinado até 2011, quando os parlamentares consumiam, em média, 34 mil litros mensalmente. Por lei, os gastos precisam ser publicizados todos os anos.

Combustíveis dos deputados 2
Segundo a tabela, a presidência, a 1ª secretaria e a 1ª vice-presidência da Casa, ocupadas respectivamente por Valdir Rossoni (PSDB), Plauto Miró (DEM) e Artagão Júnior (PMDB), terão direito à maior fatia - 2.000 litros cada. Em seguida, vêm a 2ª secretaria, com 1.500, e os líderes de bancada, com 1.000 litros cada. Ao todo, o benefício está previsto para 20 cargos.

Combustíveis dos deputados 3
Questionado sobre o assunto pela reportagem da FOLHA, Rossoni disse que não se trata de "extra". "Você está mal informada", falou. Ele afirmou ainda que, há três anos, quando assinou decreto reduzindo a cota, conseguiu uma economia superior a R$ 60 mil, como prosseguimento "ao programa de moralização da administração" da AL. Até então, a última alteração nesse sentido tinha ocorrido em fevereiro de 1986. Dos R$ 31,4 mil que os 54 deputados estaduais podem reembolsar por mês, porém, R$ 10,6 mil já são destinados a gastos com transporte.

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