Prisão?
Indignado com a não liberação do empréstimo do Programa de Apoio ao Investimento de Estados e do Distrito Federal (Proinveste) ao governo do Paraná, o presidente da Assembleia Legislativa (AL), Valdir Rossoni (PSDB), chegou a defender ontem a prisão do secretário do Tesouro Nacional, Arno Hugo Augustin Filho. Na semana passada, o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou o cumprimento da liminar que obriga a União a autorizar a concessão do crédito, no valor de R$ 816 milhões. "Justiça é para ser respeitada. Ora, nós temos uma decisão do ministro do Supremo e ‘a mão lᒠnão respeita. Então nós temos que pedir; não prendemos, mas pedimos a prisão do Augustin", disparou.

Ainda Sanepar
O líder do PT na Assembleia Legislativa (AL), Tadeu Veneri, apresentou ontem um requerimento propondo que o secretário de governo, Cezar Silvestri (PPS), esclareça questões referentes à emissão de ações e ao aumento de capital da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). As operações foram autorizadas pela lei 17992/2014, sancionada no mês passado, após aprovação do plenário da AL.

Ameaça de ação popular
O petista quer saber se a empresa encomendou a instituições financeiras algum estudo para embasar a proposta e, em caso de afirmação positiva, quanto ele teria custado aos cofres da companhia. Se o documento não for aprovado, Veneri disse que não descarta entrar com uma ação popular contra o governador Beto Richa (PSDB) e o presidente da Sanepar, Fernando Eugênio Ghignone.

Até agora, benefício a sócio privado
Segundo o deputado, em comunicado ao mercado no último dia 3, a empresa informou que a Dominó Holdings S.A solicitou à Comissão de Valores Imobiliários (CVM) a conversão de 57,8 milhões de ações ordinárias para o mesmo número de ações preferenciais, como desdobramento da migração para o nível II de governança corporativa da Bovespa. "A cotação do dia 4 de abril para as ações preferenciais da Sanepar é de R$ 6,05, o que, automaticamente, dá um ganho de R$ 350 milhões aos ativos do sócio privado da Sanepar. Nesta fase do processo, o único a ganhar com a mudança foi o sócio privado", afirmou.

Giacoia reconduzido
O procurador-geral de Justiça do Ministério Público (MP) do Paraná, Gilberto Giacoia, toma posse hoje, às 10 horas, em solenidade na sede do MP. Candidato único, ele foi reconduzido ao cargo com 85% dos votos dos membros do MP, para novo mandato de dois anos.

Proposta na berlinda
O projeto de lei do vereador de Londrina Roberto Fu (PDT) que prevê a execução das diretrizes dos Estudos de Impacto de Vizinhança (EIV) antes e durante a execução de obras deve encontrar dificuldades para ser sancionado pelo prefeito Alexandre Kireeff (PSD). Na tarde de ontem, o procurador-geral do município, Paulo Valle, disse ao parlamentar que precisava conversar sobre o texto para evitar vícios. Fu revela que ficou apreensivo. A redação final foi aprovada no dia 20 de março e encaminhada para sanção ou veto quatro dias depois. À época da discussão, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) afirmou que não teria fiscais suficientes para acompanhar as obras e que há medidas previstas para após a construção.

Lixo terá de esperar
O vereador de Londrina Mário Takahashi (PV) retirou de pauta seu projeto de lei que prevê multa para quem dispensar o lixo reciclável fora da data de coleta por uma sessão. O motivo será a elaboração de uma emenda estipulando que a primeira infração vai gerar uma notificação. O texto atual prevê multa imediata. Durante a discussão, apesar de elogiar a proposta, outros vereadores se mostraram preocupados com a possibilidade de moradores serem punidos com eventuais falhas na coleta seletiva. O serviço é realizado por cinco cooperativas, mas há relatos de falhas. O principal objetivo, segundo o vereador, é evitar que empresas deixem seus lixos nas ruas principalmente nos fins de semana.

Nargilé proibido
Por outro lado, a Câmara de Londrina aprovou ontem, em segunda discussão, projeto do vereador Padre Roque (PR) que proíbe o uso do cachimbo narguilé em áreas públicas. O vereador pretendia barrar a venda para menores de 18 anos, mas o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) já prevê a prática. Após a sanção, será proibido o uso do apetrecho, de origem árabe, em locais como o Zerão ou a Concha Acústica. Na ocasião da primeira votação, na quinta-feira da semana passada, Roque exibiu duas reportagens de tevê indicando que a fumaça produzida pelo cachimbo equivale a fumar cem cigarros. A aprovação foi por unanimidade.

mockup