INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 01 de abril de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Debandada
Além de oito secretários estaduais de Beto Richa, também se afastam dos cargos em função das eleições alguns diretores de órgãos da administração direta e indireta do Estado. Neste grupo estão Márcio Fernandes Nunes, diretor-presidente do Instituto Águas do Paraná; Paulo Rosenmann, diretor administrativo da Ambiental Paraná Florestas; e Omar Sabbag Filho, diretor do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec). Rui Hara, coordenador geral da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), também vai deixar a função nos próximos dias, assim como o diretor-presidente do órgão, José Antonio Camargo. A coordenação geral do órgão ainda será definida. Todos são pré-candidatos às urnas de outubro.
Despedida
O deputado Gilberto Martin (PMDB), que exerce como primeiro suplente seu mandato na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, discursou ontem em tom de despedida. Amanhã, o ex-prefeito de Cambé deixa a Casa devido ao retorno do ex-prefeito de Londrina, Luiz Eduardo Cheida, que irá se desincompatibilizar da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) para disputar a reeleição. "Espero que nesses 15 meses que estive aqui eu possa ter contribuído de alguma forma. Procurei me esforçar o máximo possível", afirmou, adiantando que deve concorrer novamente no pleito de outubro.
PT analisa
A executiva do PT no Paraná se reuniu anteontem, em Curitiba, para analisar as conjunturas nacional e estadual com vistas às eleições de outubro. Segundo o presidente da legenda no Estado, Enio Verri, há uma indicação de que o senador Roberto Requião (PMDB) será mesmo candidato a governador, disputando votos com Gleisi Hoffmann (PT) e Beto Richa (PSDB). De qualquer forma, ele disse que já convidou o PMDB a integrar a aliança com o PT, tanto na majoritária como na proporcional. "Acredito que definições mesmo só teremos de maio em diante, quando acontecem as convenções", disse.
Osmar Dias
Em relação a Osmar Dias (PDT), Verri afirmou que, hoje, sente uma disposição maior para concorrer como vice na chapa de Gleisi ou como deputado federal, no entanto, garantiu que o pedetista ainda não deu a palavra final. O plano "A" da aliança PT-PDT seria que o vice-presidente de agronegócios do Banco do Brasil disputasse o Senado. No entanto, neste caso, ele teria de enfrentar o irmão Alvaro Dias (PSDB).
Contra a ditadura
No dia 21 de maio de 1964, menos de dois meses após o golpe que derrubou João Goulart da Presidência da República, o jornalista Millôr Fernandes começou a distribuir em bancas do Rio de Janeiro o primeiro exemplar da revista "PifPaf". Inteligente, irônica e engraçada, a primeira publicação de oposição frontal à ditadura ficou famosa, entre outras coisas, pela seguinte advertência na contracapa de uma de suas edições: "Se o governo continuar deixando que circule esta revista, com toda sua irreverência e crítica, dentro em breve estaremos caindo numa democracia". O recado parece ter sido bem entendido. Proibida, a publicação não passaria da 8ª edição. E a ditadura duraria 21 anos.
Veículos alternativos
Esta e outras histórias de heroísmo, voluntarismo, porralouquismo, coragem, ousadia, irresponsabilidade, excesso de responsabilidade e enfrentamento são o tema da série de TV "Resistir é preciso...", o primeiro documentário que propõe a contar toda a trajetória da imprensa alternativa, a clandestina e uma curiosa imprensa de oposição feita no exílio durante a ditadura. Os cinco primeiros episódios estão sendo apresentados até sexta-feira na TV Brasil, sempre às 19h30. Os programas seguintes vão do dia 31 a 4 de abril, no mesmo horário. O foco é no período 1964-1979, mas são retratados veículos alternativos desde a chegada de D. João 6º no Brasil.
Netinho no Youtube 1
A Google Brasil pagou R$ 30 mil à Justiça Eleitoral paulista, na semana passada, após descumprir decisão que a obrigava a apagar do Youtube vídeos que ofendiam o então candidato ao Senado Netinho de Paula (PCdoB). O caso tramita na Justiça desde setembro de 2010, mas a multa foi paga apenas em fevereiro deste ano devido ao número de recursos interpostos pela empresa. A Google entendia que a responsabilidade sobre os conteúdos caberia exclusivamente aos usuários do seu site de vídeos. Também defendeu que seria impossível exercer controle editorial prévio sobre seus conteúdos e de realizar "varredura" após as postagens.
Netinho no Youtube 2
O juiz Mário Devienne Ferraz definiu, porém, que a empresa poderia ser punida por continuar mantendo um conteúdo ofensivo no ar. "Ressalto que todos somos favoráveis à manutenção da internet como espaço livre e democrático (...) mas tal posicionamento não autoriza descompromisso dos gestores com outros valores e princípios igualmente relevantes para a ordem democrática, como o respeito à dignidade e à honra das pessoas, o respeito às leis e às instituições e o reconhecimento da relevância dos meios de comunicação", disse em sua decisão o magistrado. O processo surgiu a partir da postagem, no Youtube, de uma montagem em vídeo na qual Netinho aparece em um ringue agredindo ora um repórter humorístico, ora sua ex-mulher.


