Grupo de trabalho
A Comissão de Trabalho da Câmara de Londrina enviou ofício ao prefeito Alexandre Kireeff (PSD) pedindo a nomeação, por decreto, de um grupo de trabalho com servidores municipais para acompanhar as investigações sobre estabelecimentos do município sem documentação devido por desrespeito a normas. A comissão quer uma equipe formada por um técnico da Secretaria de Obras; um da Fazenda; um do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul); e um da Procuradoria-Geral do Município (PGM). "Mas precisam ter conhecimento sobre o processo de construção e liberação de documentação para nos dar informação. Não adianta acompanhar calado", afirma a presidente da Comissão de Trabalho, Elza Correia (PMDB).

Reuniões
Para o caso da Havan, que teve o prédio vistoriado na semana passada, os vereadores também pedem a indicação de um servidor da Secretaria da Cultura. A mesma solicitação foi encaminhada ao presidente do Conselho Municipal da Cidade (CMC) para a presença de um representante com conhecimentos sobre Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV). A medida foi tomada na reunião de ontem da comissão permanente, que será feita todas as manhãs de segunda-feira, no plenário, aberta ao público.

Solicitação de topógrafo
Também foi solicitado pela comissão que um topógrafo da prefeitura faça as medições nos arredores da Havan, que tem dificuldades para obter o alvará definitivo porque a obra não respeita os 5 metros de recuo – tem a metade disso. "O empreendedor afirma que nenhuma outra construção nos arredores respeita a determinação. Então, vamos confirmar", afirma Elza. A expectativa é que o grupo de trabalho esteja definido até a próxima reunião, na segunda de manhã, quando deve ser traçado o cronograma de visitas. Em resposta a requerimento de informações, o Ippul respondeu que há 16 empreendimentos irregulares no centro, segundo Elza. Entretanto, a vereadora acredita que o número pode ser maior.

CEI dos empréstimos
O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli (PMDB) apresentou ontem o requerimento propondo a instalação de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) para averiguar a suposta discriminação sofrida pelo governo do Paraná por parte da União. O ex-secretário do Trabalho questiona a demora na aprovação de cinco operações de crédito pleiteadas junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN), citando o fato de outros Estados, em situação financeira parecida, terem conseguido a liberação dos recursos. O documento será votado na sessão plenária de hoje na Assembleia Legislativa (AL).

Convite
Segundo o peemedebista, a ideia é convidar o secretário do Tesouro, Arno Hugo Augustin Filho, para explicar a situação. Em caso de recusa, porém, ele admite que o trabalho do grupo não teria sentido. O líder do PT, Tadeu Veneri, voltou a dizer que a bancada apoia a CEI, desde que o endividamento do Estado também seja averiguado.

CPI dos Condomínios
Os deputados estaduais instalaram ontem, ao final da sessão plenária, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades cometidas por administradoras de condomínios, garantidoras e síndicos. A iniciativa atende proposição do deputado Roberto Aciolli (PV) e foi constituída na última quarta-feira. Como justificativa, ele relatou ter recebido denúncias de cobranças de juros abusivos, coerção, apropriação indébita e despejos fraudulentos, além de possíveis crimes financeiros contra a ordem pública por parte das entidades. Entre os casos levantados pelo parlamentar e radialista em seu programa está o de uma aposentada de 70 anos, que teria contraído uma dívida de R$ 6 mil num período de seis anos.

Integrantes
Além de Aciolli, integram a CPI os deputados Teruo Kato (PMDB), Cantora Mara Lima (PSDB), Tadeu Veneri (PT), André Bueno (PDT), Leonaldo Paranhos (PSC) e Rasca Rodrigues (PV). O grupo terá um prazo de 120 dias para concluir seus trabalhos, prorrogáveis por mais 60.

Dinheiro de festa
O filho do prefeito de Reserva (Centro), José Carlos Vosniak, foi vítima de um sequestro na noite de domingo. O também chefe de gabinete do prefeito, José Luiz Vosniak, de 23 anos, ficou desaparecido até a manhã de ontem, quando foi localizado na cidade de Iguatemi, no Mato Grosso do Sul. Segundo a Polícia Militar, ele passa bem. No momento em que foi raptado, ele estava com R$ 6 mil, dinheiro que, segundo a PM, seria usado para o pagamento da segurança da Festa do Tomate, organizada pela administração.

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