INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 21 de março de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Marcha da Família... Adams
Cinquenta anos após a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade - movimento deflagrado em 19 de março de 1964 em São Paulo contra o governo João Goulart -, pelo menos 15 capitais terão a versão reeditada do protesto hoje. Em São Paulo, os manifestantes vão se concentrar a partir das 16 horas na Praça da Sé, centro da capital. Nos últimos dias, os internautas usaram a criatividade e passaram a compartilhar memes e piadas ironizando a Marcha. Entre os usuários das redes sociais, o evento tem sido chamado de "Marcha da Família Adams" e "Marcha da Família Mussarela". Alguns falam ainda em "Marcha com Deus e o Diabo na Terra do Sol", em referência ao filme de Glauber Rocha.
Nos banners
A marcha está sendo articulada pelas redes sociais por militares da reserva, reformados e simpatizantes do Golpe de 1964. A expectativa é que reúna setores conservadores da sociedade e da Igreja Católica. Nas redes sociais, os defensores da Marcha convocam uma "intervenção militar constitucional" nos banners de divulgação do evento e pedem "menos corrupção e mais dignidade" e isso "só os militares podem nos trazer". Os organizadores negam ainda que a Marcha seja pela volta da ditadura. Na pauta de reivindicações da Marcha, estão "a prisão de políticos traidores e o fechamento de partidos corruptos", "o fim do PT, principalmente dos psicopatas Dilma e Lula" e a "renovação do Exército".
Sem valores
O Núcleo de Comunicação Social da Prefeitura de Londrina não informou, após três dias, qual o valor estimado do custo da viagem oficial do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) para o Japão, onde vai apresentar o município e preparar terreno para atrair possíveis investidores. O montante foi solicitado pela FOLHA na quarta-feira, quando Kireeff partiu, e a solicitação foi reforçada ontem. Nos dois dias, entretanto, a assessoria de imprensa não retornou os pedidos. Pela Câmara de Vereadores, o presidente Rony Alves (PTB) informou, antes de embarcar, que suas despesas deveriam chegar a R$ 18,8 mil.
No Face
Em seu perfil no Facebook, Kireeff comentou reportagem da FOLHA, publicada anteontem, sobre a viagem e a comitiva de quase 30 pessoas. Na internet, ele disse que queria esclarecer que não bancaria um "trem da alegria" e que a prefeitura pagaria apenas sua passagem e estadia. Tal informação, entretanto, já constava na própria matéria, no terceiro parágrafo.
Osmar Dias e as eleições
Foi adiada a decisão sobre a participação do vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Osmar Dias (PDT), nas eleições de 2014.
O ex-senador anunciaria sua decisão na última quinta-feira, mas teria resolvido esperar até o início de abril. O pedetista é o nome preferido do PT para concorrer ao Senado na aliança entre as duas siglas, mas o impasse ocorre porque nas urnas ele teria que enfrentar o irmão, o senador Alvaro Dias (PSDB), que é candidato à reeleição. Neste ano, há apenas uma vaga para o Paraná em disputa.
Vice
Outra possibilidade é que Osmar entre nas eleições como vice-governador na chapa encabeçada pela senadora Gleisi Hoffmann (PT). No encontro com o ex-presidente Lula, no último dia 14, em Curitiba, o ex-senador deixou claro que, seja qual for o caminho, apoiará a petista. Há um temor entre membros do PT e do próprio PDT, porém, de que ele acabe optando por se afastar da política.
Adiada, de novo
A discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 58/2012, que define um mandato de 8 anos para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a ser adiada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. Desta vez, a sugestão partiu do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que pediu mais tempo para os parlamentares analisarem o texto. A matéria já tinha sido colocada em pauta na sessão passada da CCJ, quando um pedido de vista impediu a votação.
PEC do Requião
De autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), a PEC também veda a aposentadoria compulsória, aos 70 anos, e proíbe a recondução ao cargo. Como o relatório do senador Romero Jucá (PMDB-RR) é contrário ao projeto, Requião apresentou voto separado.


