INFORME FOLHA
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quinta-feira, 20 de março de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Vaias
A presidente Dilma Rousseff (PT) foi vaiada ontem em Belém ao subir no púlpito para fazer um discurso sobre investimentos federais em projetos de mobilidade urbana na capital paraense. Devido ao protesto, Dilma abriu o discurso dizendo que "respeitava o direito de opinião dos brasileiros" e ressaltou que "o país vive na democracia". O governador do Pará, Simão Jatene, e o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, ambos do PSDB, também receberam vaias. Um grupo composto por cerca de 45 manifestantes protestou porque não foi incluído no programa federal de habitação Minha Casa, Minha Vida.
Gafe da Dilma
Durante sua fala, como tem sido usual nos eventos presidenciais, Dilma destacou a importância dos programas sociais do seu governo, como Pronatec, Minha Casa, Minha Vida e Mais Médicos. Durante o discurso, porém, a presidente cometeu uma gafe ao trocar o nome do Estado do Pará pelo Ceará. Ao perceber o incômodo da plateia, se desculpou prontamente. "Quis dizer Pará... Desculpa gente. É porque ontem vim do Ceará", disse ela.
Afagos da oposição
Adversário político de Dilma, o tucano Simão Jatene fez afagos à presidente, a quem elogiou "pelo espírito republicano" de investir recursos federais mesmo em Estados que não são da base aliada. Outro rival, o prefeito Zenaldo Coutinho elogiou o incentivo da União aos projetos de mobilidade urbana.
Gafe do Renan
Em cerimônia no plenário do Senado para comemorar o Dia Internacional da Síndrome de Down, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) cometeu uma gafe ao classificar a síndrome de "doença". Presidente do Senado, Renan listou a síndrome entre as "doenças genéticas" que poderão ter isenção em dobro no Imposto de Renda segundo projeto de lei que tramita na Casa. Alertado por um dos portadores da síndrome presente à cerimônia, Renan responsabilizou sua assessoria pela gafe. "Queria pedir desculpas a todos, em nome da nossa assessoria, que acabou rapidamente sugerindo essas linhas que pronunciamos, por ter, equivocadamente, chamado down de doença. Não é doença. Down é um evento genético universal, que se faz presente em toda a sociedade", afirmou.
Romário chora
O deputado federal Romário (PSB-RJ), que é pai de Ivy, de nove anos, portadora da síndrome, chorou ao falar da sua relação com a filha. "Agora, como pai, sempre me emociono. Vou dar uma respirada aqui um pouco. Sou um cara melhor, sou um cara mais humano, sou um cara que aprendeu a respeitar algumas coisas que, não que desrespeitasse, mas passasse despercebido na minha vida, hoje não", afirmou. Romário disse que Ivy é um "anjo" em sua vida, e defendeu maior atuação do parlamento em defesa dos portadores da síndrome.
Tratoraço apertado
Apesar de ter contado com ampla maioria na aprovação do projeto que aumenta o capital social da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) foram 31 votos favoráveis e 15 contrários, no segundo turno -, o governo não teve tanta facilidade em garantir o regime de comissão geral. O artifício, utilizado pela base aliada para acelerar o trâmite de matérias de interesse do Poder Executivo, permite que os pareceres das comissões técnicas da Casa sejam dados em plenário, sem necessidade de análise prévia. O requerimento solicitando o "tratoraço" passou anteontem por 25 votos a 17.
Convocados
A administração estadual, que encaminhou a mensagem com urgência à AL, tinha pressa, já que pretende colocar R$ 1,4 bilhão em ações preferenciais da companhia à venda o quanto antes na Bolsa. Tanto que, pensando em garantir tranquilidade na votação, convocou os secretários do Trabalho, Luiz Claudio Romanelli (PMDB), e Meio Ambiente, Luiz Eduardo Cheida (PMDB), para retornarem ao Legislativo.
Voto contra
Além da bancada do PT, que fechou posicionamento contrário à proposta, os deputados Anibelli Neto (PMDB), Gilberto Ribeiro (PSB), Marla Tureck (PSD), Nelson Luersen (PDT), Pastor Edson Praczyk (PRB), Roberto Aciolli (PV), Tercílio Turini (PPS) e Waldyr Pugliesi (PMDB) se posicionaram pela rejeição do texto. Já Adelino Ribeiro (PSL), Artagão Júnior (PMDB) e Rasca Rodrigues (PV), que não apoiaram a comissão geral, acabaram "mudando de lado" na hora da apreciação da matéria.


