INFORME FOLHA
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quarta-feira, 19 de março de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Bate-boca com Gleisi
Mais uma vez desde que deixou a chefia da Casa Civil, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) bateu boca com o líder do PSDB na Casa, Aloysio Nunes Ferreira (SP). Ontem, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Gleisi disse ser leviana a afirmação do tucano de que o governo Dilma desestruturou o setor elétrico e cobrou dele que retirasse a fala, tida por ela como "sem base" e "sem procedência".
Eu falo o que eu quiser
O líder do PSDB, que tem travado frequentes embates com Gleisi no plenário e nas comissões, retrucou, com o dedo em riste: "Você não está aqui para me policiar. Não é superior a ninguém. Você deveria ter me pedido um aparte. Por que não me aparteou? A senhora não queira me policiar! A senhora não tem nenhum tipo de autoridade para me policiar. Eu falo o que eu quiser". O tucano disse que a presidente Dilma Rousseff e a "senhora", como ministra da Casa Civil, participaram da "pauta bomba" que prejudicou o setor.
Uma maravilha
A ex-ministra replicou, dizendo ser igual ao tucano e não estava reivindicando "nenhuma superioridade". "A educação também faz parte do nosso debate. É uma afirmação leviana", afirmou ela, ao ressaltar que o tucano não dispunha de números para sustentar tal afirmação. A senadora, que é pré-candidata ao governo do Paraná, afirmou que os governos do PT pegaram "um setor elétrico desestruturado". Ao pedir para retirar o que havia dito, Aloysio Nunes Ferreira ironizou Gleisi. "Foi uma maravilha, o setor elétrico está uma maravilha."
Só depois da viagem
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), deixou para depois do retorno de sua viagem ao Japão, em abril, a decisão sobre o destino do seu coordenador dos distritos, José Luiz Vicente da Silva. Moradores da Vila Rural Esperança, no distrito de Irerê, querem a demissão do comissionado, a quem acusam de tê-los ofendido e ameaçado avançar com uma caminhonete na manhã de terça-feira, durante um protesto. Kireeff disse ontem, antes de embarcar, que vai conversar com os moradores antes de resolver se há alguma atitude a tomar.
Briga
A briga entre os moradores da Vila Rural Esperança e o coordenador dos distritos ocorreu após dois ônibus atolarem no barro da estrada que dá acesso ao local, na noite da última segunda-feira e início da manhã do dia seguinte, após uma chuva. Indignados, os residentes promoveram um protesto e convocaram a imprensa. Eles reclamam que José Luiz Vicente da Silva deu entrevista à imprensa no local, mas não conversou com os moradores. Ao ser impedido de ir embora antes da chegada do maquinário, afirmam os manifestantes, o coordenador proferiu palavrões e ameaçou avançar sobre eles com o carro. Na tarde de terça-feira, cerca de 20 moradores foram à Câmara de Vereadores pressionar os parlamentares por apoio para a demissão do comissionado.
A primeira
A Prefeitura de Sulina, município do Sudoeste paranaense com menos de 4 mil habitantes, foi a primeira do Estado a prestar contas do exercício de 2013 ao Tribunal de Contas (TC) do Paraná, na última segunda-feira. No mesmo dia, a Câmara de Sulina também apresentou seus números ao órgão. Em 2011 e em 2012, Sulina também tinha sido a primeira entre os 399 municípios paranaenses.
Prazos
Todos os gestores municipais do Estado têm até o próximo dia 31 para enviar a prestação de contas do ano passado. A data é válida para todas as entidades, à exceção dos consórcios intermunicipais, empresas públicas e de economia mista, que têm um prazo maior até 30 de abril.
Bens bloqueados
A Justiça de Iretama (Centro) decretou a indisponibilidade de bens do ex-prefeito da cidade Antonio José Quesada Piazzalunga e de dois ex-secretários municipais da Saúde do município, até o limite de R$ 110 mil. A liminar foi concedida a partir de ação de improbidade administrativa protocolada pela Promotoria de Justiça de Iretama sobre uma situação que teria ocorrido de 2007 a 2012. Piazzalunga foi eleito em 2004 pelo PSL e reeleito em 2008, pelo PMDB.
Para completar a renda...
O Ministério Público (MP) sustenta que a Prefeitura de Iretama fez um acordo irregular com os motoristas de ambulância que atuavam na cidade para que eles recebessem complementação salarial via notas fiscais obtidas em lanchonetes e restaurantes. A prática teria sido adotada como solução para elevar o contracheque dos motoristas, que pleitearam aumento na remuneração, mas tiveram o reajuste negado pela prefeitura. "Mediante um acordo informal, ficou estabelecido que os motoristas iriam obter notas fiscais para complementar a renda", aponta o promotor de Justiça Bruno Rodrigues da Silva. Declarações colhidas junto aos motoristas revelam que os valores variavam de R$ 160 a R$ 300 mensais.


