Empréstimo
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve votar na próxima terça-feira a autorização para a contratação de novo empréstimo ao governo do Paraná. A operação, no valor de US$ 8,5 milhões (aproximadamente R$ 20 milhões), será realizada junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Os recursos irão financiar parcialmente o Programa de Melhoria de Gestão Fiscal do Estado (Profisco).

Parecer favorável
Na sessão de anteontem, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) emitiu parecer favorável, argumentando que o empréstimo foi considerado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) "elegível para recebimento de garantia da União". O presidente da CAE, Lindbergh Farias (PT-RJ), porém, concedeu vista coletiva. Caso o texto passe na próxima reunião, será encaminhado no mesmo dia ao plenário.

Segunda
Essa é a segunda solicitação de financiamento por parte da gestão do governador Beto Richa (PSDB) que chega ao Congresso em 2014. No dia 19 de fevereiro, os senadores aprovaram a negociação de US$ 60 milhões (pouco mais de R$ 140 milhões), também do BID, para o programa Família Paranaense. Na ocasião, Alvaro Dias (PSDB) e Gleisi Hoffmann (PT) votaram a favor, enquanto Roberto Requião (PMDB) foi contrário à proposta.

Guerra continua
Até o início da noite de ontem, a administração ainda aguardava, contudo, a liberação dos recursos do Programa de Apoio ao Investimento de Estados e do Distrito Federal (Proinveste). A operação foi autorizada há um mês, mediante liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a tarde, o líder do governo na Assembleia Legislativa (AL), Ademar Traiano (PSDB), disse que o Estado voltou a solicitar intervenção do STF. "Pedimos a extensão da liminar, para que ele (Marco Aurélio) autorize o banco a cumprir essa decisão", disse. A base aliada a Beto acusa o governo federal de barrar a liberação, por suposta discriminação ao Estado. Já a oposição na AL argumenta que a situação se dá única e exclusivamente devido à falta de capacidade de os tucanos resolverem os problemas financeiros do Paraná.

Polêmicas sancionadas
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), encaminhou ontem ofício à Assembleia Legislativa (AL) informando a sanção dos projetos de lei 726/2013, que institui a Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), e 801/2013, autorizando a concessão de auxílio moradia a juízes do Estado. Votadas com o chamado "tratoraço" no dia 25 de fevereiro, em sessões extraordinárias, as duas propostas causaram polêmica na Casa. Enquanto os governistas argumentam que a Funeas garantirá "maior autonomia, por consequência maior resolutividade", no desenvolvimento de serviços ambulatoriais e hospitalares, a oposição considera que a entidade representa o início da privatização do setor.

Benefício a magistrados
Já o PL 801, de autoria do Tribunal de Justiça (TJ), causou discordância pelo fato de não determinar o valor do benefício, nem tampouco especificar se ele será válido para aposentados ou magistrados que possuem residência nas cidades onde atuam. As questões serão regulamentadas em reunião do Órgão Especial do TJ.

Celular sumiu
A senadora Gleisi Hoffmann (PT) passou um susto anteontem no Senado. O celular da petista sumiu dentro do plenário, na bancada onde ela costuma se sentar. Gleisi chegou a mobilizar assessores para registrar ocorrência na polícia do Senado, mas encontrou o aparelho cerca de uma hora depois. A confusão começou depois que Gleisi, ao perceber a ausência do telefone, iniciou uma busca no plenário da Casa pelo aparelho. Sem sucesso, ela foi ao seu gabinete procurar o iPhone que também não foi encontrado. Assessores da petista ainda vasculharam a liderança do PT, onde ela tinha estado mais cedo, e o banheiro localizado dentro do cafezinho do plenário. Ninguém encontrou o aparelho, que ficou cerca de uma hora desaparecido. Um assessor da senadora encontrou o telefone na própria bancada onde tinha sumido, para alívio da ex-ministra.

Brincadeira
"Eu sou meio desorganizada, daquelas que deixa bolsa aberta. Deixei o celular em cima da minha bancada (no plenário) e sumiu. Acho que devem ter feito uma brincadeira para me dar um susto", afirmou. Alertada por jornalistas de que seu aparelho tinha informações importantes, por ser a ex-ministra chefe da Casa Civil, Gleisi pediu a uma assessora para bloquear a linha o que não chegou a acontecer porque ela encontrou o aparelho pouco depois. Em meio à confusão, policiais legislativos do Senado sugeriram o registro da ocorrência para rastrear as imagens do plenário, que poderiam mostrar o responsável pelo sumiço.

Sem registro
Como o aparelho apareceu, Gleisi desistiu de registrar a ocorrência. Ao final do episódio, a petista disse acreditar numa "brincadeira" de alguém que quis "dar um susto". Ela não descarta a possibilidade de algum assessor, ou mesmo senador, ter levado o aparelho por engano e depois devolvido. No plenário, Gleisi senta ao lado dos colegas da bancada paranaense, Roberto Requião (PMDB) e Alvaro Dias (PSDB).

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