Reprise
O peemedebista Roberto Requião anunciou ontem no plenário do Senado que vai se apresentar à convenção nacional do PMDB como candidato do partido à Presidência da República. Não é a primeira vez que Requião se lança à disputa nacional, deixando os planos de lado na sequência. Também não é a primeira vez que o peemedebista cogita a cadeira máxima do Executivo no mesmo momento em que se coloca como pré-candidato a governador do Paraná. "Governo e oposição não têm programa para o desenvolvimento brasileiro, com começo, meio e fim, com táticas e estratégias claramente definidas. Governo e oposição estão distantes de oferecer ao brasileiro um projeto de nação", afirmou ele. Para Requião, o PMDB "não pode continuar abrindo mão de ser protagonista para atuar como coadjuvante do processo eleitoral".

Declaração machista
Entidades de diferentes setores estão se manifestando contra uma declaração de cunho machista do presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Estado, Valdir Rossoni (PSDB), direcionada à diretora-geral do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde Pública do Paraná (SindSaúde), Elaine Rodella. Durante a votação do projeto que institui a Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas), na última terça-feira, a servidora entoava gritos de protesto. Em uma dessas ocasiões, o tucano usou o microfone para rebater: "Nervosinha... Imagina o que essa mulher faz com o marido em casa". O comentário foi seguido de um coro de "machista" por parte das galerias da Casa.

Medida judicial
"Nós submetemos a situação e o áudio para os nossos advogados e seguiremos a orientação deles; preliminarmente, há essa possibilidade de um ingresso de uma ação, mas ainda estamos analisando", disse Elaine, para quem a atitude do deputado fere não só a ela, mas a toda a sociedade. A presidente da Comissão de Estudos à Violência de Gênero da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Paraná, Sandra Lia Barwinske, também informou ontem que o grupo está preparando uma nota de repúdio, que deve ser publicada após o carnaval. "É lógico que a gente recebeu com tristeza. Ao mesmo tempo sabemos que essa não é uma opinião única. Nossos homens ainda veem esse tipo de fala com naturalidade."

Sindicato da Educação
Já a APP-Sindicato, que representa os servidores da educação, publicou um texto exigindo uma retratação de Rossoni. "Na luta pela superação de preconceitos e todas as formas de discriminações, a APP vai contra qualquer ato que incite a promoção do machismo, do racismo e da homofobia. Atos estes que se materializam num repertório de simbologias, discursos, crenças e supostas brincadeiras que abrem brechas à manutenção da desigualdade", diz trecho do documento. A entidade também lembrou que sua bandeira no Dia Internacional da Mulher, 8 de março, será "A Educação no enfrentamento à violência sexista".

Silêncio
A FOLHA tentou contato com o chefe do Legislativo ontem, no entanto, não recebeu retorno até o fechamento desta edição. A assessoria de imprensa da Presidência da AL informou que ele estava viajando, motivo pelo qual não poderia atender às ligações. Abordado por jornalistas antes do início da sessão plenária de anteontem, Rossoni preferiu não dar entrevistas.

‘Mandato’ de juízes
Prevista para ocorrer na última quarta-feira, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 58/2012, que limita para 8 anos a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foi adiada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. De autoria do senador Roberto Requião (PMDB), a PEC também veda a aposentadoria compulsória, aos 70 anos, e proíbe a recondução ao cargo. Com o adiamento, a expectativa é que a matéria seja apreciada apenas na segunda semana de março, no retorno após o carnaval.

Mais tempo para respostas
A Câmara de Vereadores de Londrina aprovou ontem quatro pedidos de prorrogação de prazo para resposta a pedidos de informação feitos à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). São referentes a solicitações de Gustavo Richa (PHS) e Mario Takahashi (PV). Na terça-feira, o presidente da Câmara, Rony Alves (PTB), pediu à procuradoria jurídica orientações em relação à companhia por não encaminhar os dados requeridos pelo vereador do PV. Em dois casos, a CMTU alegou não ter recursos financeiros ou de pessoal para fazer cópias físicas ou digitais dos documentos, mas que estariam disponíveis para consulta na sede da companhia.

CMTU argumenta
Em nota encaminhada à FOLHA, a CMTU afirmou que não se negou a prestar informações aos vereadores e alegou que os pedidos feitos à companhia têm sido atendidos dentro dos prazos estipulados pela legislação. Porém, em resposta a "pedidos de cópias particularmente volumosos, tem como praxe solicitar que a consulta seja feita pela equipe do requisitante na sede da companhia", método utilizado por auditores do Tribunal de Contas (TC) do Estado. Ainda na nota, disse acreditar que esse sistema "facilita o acesso às informações já que o requisitante pode selecionar o que realmente deseja copiar", além de trazer economia.

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