INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Atualizou
Foi finalmente atualizada a relação de integrantes dos conselhos de Administração e Fiscal da Sercomtel com os dois novos conselheiros, José Carlos Bruno de Oliveira e Paulo Arcoverde, respectivamente. Oliveira, assessor comissionado do prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), teve a indicação aprovada há duas semanas e assumiu o lugar de Silvana Pires na telefônica. Arcoverde, secretário de Governo, foi indicado conselheiro no ano passado, no lugar do presidente do PSD municipal, Fernando Prochet, que sofreu condenação criminal na Justiça de Londrina.
Casa de viúva
Em meio aos elogios de vereadores londrinenses à gestão Kireeff, durante a solenidade ontem para anunciar o início da licitação para a duplicação da Avenida Angelina Ricci Vezozzo oito parlamentares estiveram no gabinete do prefeito , o vereador Vilson Bittencourt (PSL) recorreu a uma trágica metáfora, para lembrar dos casos de corrupção investigados e cujos resquícios estariam ainda atrapalhando. "É como casa de viúva, agora somos nós que temos que cuidar dos filhos", comparou o parlamentar.
Assustado
Enquanto discursava, enaltecendo a parceria da União com a Prefeitura de Londrina para a obra de duplicação da avenida, o deputado federal André Vargas (PT) quis enfatizar que sempre esteve à disposição de Alexandre Kireeff, desde o início da gestão. No improviso, citou que "naquele momento, assustado com a vitória, (Kireeff) recebeu nosso apoio". Mas o prefeito rebateu na hora. "Não fiquei assustado, não!", protestou.
Em rede
A fama do prefeito Alexandre Kireeff como assíduo usuário das redes sociais foi lembrada ontem durante evento em Londrina. Incomodado pelo seu próprio celular, que tocava enquanto discursava, o prefeito pediu que um assessor o desligasse e pediu desculpas pela interrupção na fala. O deputado federal André Vargas emendou: "Se fosse no Facebook, ele ia responder", brincou.
Punição maior
O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou recurso pedindo pena maior ao ex-vereador de Londrina e ex-secretário municipal de Gestão Pública Jacks Dias (PT). Conforme a FOLHA revelou no último dia 31, Dias foi condenado pela Justiça Eleitoral por omissão de gastos na campanha municipal de 2004, quando Nedson Micheleti (PT) foi reeleito. Dias era diretor financeiro. A pena foi um ano e cinco meses de prisão, em regime aberto, mais multa, porém, convertida em duas restritivas de direitos, como pagamento de um salário mínimo a entidade filantrópica londrinense e proibição de participar da direção de partido político. Contudo, para a promotora de Justiça Cláudia Rodrigues Piovezan, a condenação foi branda. No recurso de apelação, ela pede a ampliação da pena.
Caixa dois
Conhecido como suposto "caixa dois" do PT, a investigação foi aberta a partir das denúncias de Soraya Garcia, assessora financeira da campanha. Em depoimentos prestados à Polícia Federal e ao MPE, Soraya dizia que a prestação de contas da campanha do ex-prefeito deixava de considerar despesas com combustíveis, produção de comerciais para TV e rádio, doações de empresários e pagamentos de cabos eleitorais, chegando a R$ 5,3 milhões, segundo ela. Esse valor não ficou comprovado no processo.
Sorteio
A Controladoria-Geral da União (CGU) sorteou no último dia 17 os 60 municípios que serão fiscalizados, nas próximas semanas, no âmbito do Programa de Fiscalização por Sorteios Públicos. Três municípios do Paraná Iretama (Centro), Bom Sucesso (Norte) e Santa Mônica (Noroeste) estão na lista dos sorteados. Serão alvo de fiscalizações os recursos federais destinados à execução de programas do governo nas áreas de Saúde, Educação e Desenvolvimento Social. O trabalho também irá apurar eventuais denúncias e representações enviadas à CGU relativas às cidades sorteadas.
Borrazópolis
A Câmara Municipal de Borrazópolis (Norte) teve as contas de 2012 julgadas irregulares pela 1ª Câmara do Tribunal de Contas (TC) do Paraná. Com um orçamento fixado em R$ 595.500,00 para o exercício, o Legislativo deixou de publicar informações de natureza orçamentária e financeira, o que impossibilitou a correta análise da prestação de contas.
Roriz perde
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a publicação de "opinião jornalística extremamente dura e contundente" é protegida pela Constituição e não gera direito de indenização aos criticados, principalmente se eles forem "figuras públicas ou notórias". A decisão é do dia 19 de fevereiro e deu vitória à Editora Abril em um recurso contra o ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz. O recurso relatado pelo ministro Celso de Mello reformou sentença do Tribunal de Justiça do DF, que havia condenado a editora a indenizar Roriz.


