Troca definitiva?
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), analisa a possibilidade da servidora de carreira Maria Silvia Cebulski permanecer à frente da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) de forma definitiva. A servidora assumiu o cargo interinamente após a saída de Cleuber Moraes Brito, anunciada no último sábado. "Existe a possibilidade de uma nomeação sim. Ela foi nomeada interinamente, não estava nos planos. Não descarto a possibilidade, mas vamos avaliar", afirmou Kireeff. Segundo o prefeito, Brito deixou o cargo por motivos pessoais.

Balanço de obras
Durante discurso ontem na cerimônia de entrega do viaduto do Jardim Nova Olinda, na zona oeste, Alexandre Kireeff citou uma lista de obras que foram concluídas durante o primeiro ano de seu mandato na Prefeitura de Londrina. A maioria com recursos do governo federal. A Praça da Juventude da zona sul e a UPA do Jardim Sabará foram mencionadas. Mas, apesar do tom político e até de agradecimentos ao governo federal, Kireeff tentou ficar à margem da questão eleitoral, ao ser questionado pela imprensa sobre eventual apoio ao PT de Dilma Rousseff. "Meu compromisso é com Londrina e nós temos que reconhecer sempre que há o comprometimento, seja do governo federal ou do governo estadual, e agradecer, porque é fundamental que haja esse trabalho em conjunto", declarou.

Protesto
E o discurso do Kireeff não saiu sem o "tradicional" protesto do ex-candidato a vereador pelo PP Emerson Petriv, o Boca Aberta. O prefeito se viu obrigado a discursar em meio a gritos do "Boca Aberta", que ficou na parte de cima do viaduto durante toda a cerimônia. Para compensar o barulho, o volume do microfone que Kireeff usava aumentou, assim como o tom da voz. "Nós não vamos nos intimidar não. Vamos continuar trabalhando a favor de Londrina. A maioria está cansada do populismo irresponsável que usa a fraqueza humana para se perpetuar no poder. Engambela e vai lá na fragilidade do ser humano e se apropria da esperança dele só para se eleger e instalar a quadrilha no governo. É isso o que acontece nessa cidade há anos e está na hora de acabar. Chega de enganação", concluiu o prefeito, em meio aos aplausos.

Algemado
"Boca Aberta" foi cercado por guardas municipais no final da cerimônia. Ele foi algemado por policiais militares e levado no camburão da viatura até o 6º Distrito Policial, onde ficou por aproximadamente uma hora. Foi ouvido e, segundo ele, assinou Termo Circunstanciado de Infração Penal (Tecip). O suplente, que já foi filiado ao PP, mesmo partido de Marcelo Belinati, que perdeu a disputa pela prefeitura nas últimas eleições, confessou à FOLHA que deve se lançar para o cargo de deputado estadual pelo PSC.

André Vargas e Joaquim Barbosa
Ontem, para a imprensa londrinense, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal André Vargas (PT), voltou a criticar o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Questionado sobre como avaliava um possível impacto eleitoral de seu recente protesto contra Joaquim Barbosa, Vargas respondeu primeiro que "o futuro vai dizer", mas acrescentou: "Acho que vai crescer fortemente porque as pessoas estão assistindo que há uma prepotência muito grande do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa. Aquele ato não é só em relação ao (julgamento do) Mensalão. É em relação à prepotência do presidente de um Poder que não coaduna com a visão que nós temos da democracia", criticou.

Episódio
No início do mês, ao lado do representante do Judiciário na cerimônia de abertura dos trabalhos do Legislativo, André Vargas ergueu o braço com o punho fechado, num gesto de apoio aos petistas condenados no processo do mensalão. Para Vargas, a mídia defende Joaquim Barbosa. "Ele age contra o PT e preserva os atores da oposição. Se há uma organização das ideias de oposição no Brasil é por conta da grande imprensa, da mídia, principalmente", acredita o parlamentar, que ontem estava em Londrina para participar da cerimônia de entrega do viaduto.

Pai de Pizzolato
Em Concórdia, Santa Catarina, o pai do condenado no mensalão vive recluso. "Eu não estou bem de saúde. Estou tomando antidepressivos", disse Pedro Pizzolato, de 85 anos. Ele está vivendo praticamente escondido em um apartamento no centro da cidade, a 433 quilômetros de Florianópolis. "Não me leve a mal", pediu, gentilmente, emendando: "Não posso me incomodar. E não vou falar", declarou. Depois da detenção do filho na Itália, Pedro deixou de ir à missa na Igreja Nossa Senhora do Rosário, a duas quadras de sua casa, e não é mais visto caminhando pelas ruas do bairro nos fins de tarde, como fazia.

Recluso
"Hoje desci aqui no prédio e não aguentei, tive de subir", afirmou ele por telefone, negando-se a comentar a situação do filho que usou o nome do irmão, Celso, morto em 1978, para fugir do Brasil. Isolado, o patriarca Pizzolato passa os dias andando do quarto para a sala e da sala para a varanda. Assiste televisão e, quando o sol da manhã ainda não está forte, vê o tempo passar tomando chimarrão na sacada do apartamento.

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