INFORME FOLHA
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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Sessão calma
A pauta da sessão da Câmara de Londrina de hoje não promete muitas emoções. Na terceira sessão ordinária do ano, os vereadores discutem dois projetos de lei de denominações de praças públicas, de autoria de Marcos Belinati (Pros). O parlamentar, aliás, está de licença por motivo de saúde desde o ano passado. Além dos projetos, há três pedidos de informações, dos quais dois de autoria de Sandra Graça (SDD). A vereadora pede à prefeitura dados sobre a implementação do programa federal chamado Brasil Carinhoso e sobre a transferência dos serviços de táxis aos sucessores legítimos. Apesar de já haver legislação federal sobre o assunto, ela tenta emplacar lei municipal semelhante desde o ano passado, apesar de parecer contrário da Comissão de Justiça. O terceiro, de autoria de Roberto Fu (PDT), solicita informações sobre a responsabilidade pelas obras de pavimentação e iluminação da avenida Presidente Eurico Gaspar Dutra e sobre a previsão de início dos trabalhos.
Resposta
O presidente estadual do PT, Enio Verri, rebateu ontem as declarações do senador Roberto Requião (PMDB), para quem a também senadora Gleisi Hoffmann (PT) "desidratou" durante sua passagem pela Casa Civil. Segundo ele, o peemedebista exagerou nas suas observações, principalmente no excesso de auto-elogios e na forma como deprecia outros candidatos. "Não me parece que uma pessoa que fez o que fez de votos e que ocupou os cargos que ocupou nesse País seja exatamente uma candidata desidratada. Pelo contrário. É uma candidata que tem todas as condições de ganhar as eleições e dirigir o Paraná", afirmou. Em entrevista à FOLHA publicada no último sábado, Requião mencionou o fato de a ex-ministra ter se aproximado da bancada ruralista do Congresso. Ele também criticou as "fiveladas" trocadas entre Gleisi e o atual governador, Beto Richa (PSDB), acusado pelo senador de ter "quebrado o Paraná".
Rejeição
Verri disse ainda não acreditar na reeleição do tucano no primeiro turno, independentemente de quem sejam os concorrentes. "Se o governador Requião sair candidato, bom para a democracia. Mas se ele não sair, nós ganharemos o primeiro turno. É claro que ele (Requião) tem uma grande intenção de votos, mas também tem uma rejeição muito maior. Vai disputar as eleições como outras pessoas e pode ser bem votado ou não."
Aproximação com os eleitores
Um dos coordenadores da campanha de Gleisi, o presidente do PT paranaense contou que a senadora deve intensificar as visitas pelo Estado, de forma a buscar uma aproximação maior com os eleitores. "Ela teve um cargo em que dirigiu o País; olhou muito para o Paraná, sem dúvida nenhuma, mas não podia dar atenção física, pessoal aos eleitores. Agora terá tempo para fazer isso." Em Brasília de segunda a quinta-feira devido aos compromissos no Senado, a ex-ministra já tem programada uma aula magna na Universidade Estadual de Maringá (UEM) na sexta-feira e, no dia seguinte, a participação em uma festa para 1.500 pessoas em Mandaguaçu.
Visitante italiano
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná recebeu ontem a visita do senador e ex-deputado federal da Itália Domenico Scilipoti. Convidado por Mauro Moraes (PSDB), ele falou sobre a cooperação técnica e cultural entre os dois países e sobre a experiência adquirida durante a realização da chamada "Operação Mãos Limpas", de combate à máfia. Segundo o tucano, que preside a Comissão de Segurança da AL, o objetivo da visita foi trocar informações sobre estratégias de enfrentamento à criminalidade. Scilipoti chegou à Casa acompanhado da deputada federal Cida Borguetti (Pros) e da deputada brasileira no parlamento italiano Renata Bueno.
Instituto FHC
O Instituto Fernando Henrique Cardoso, fundado pelo ex-presidente da República em 2004, foi classificado como o terceiro instituto de pesquisa mais influente do Brasil pelo ranking "Global Go To Think Tank", produzido pela Universidade da Pensilvânia (EUA). O objetivo da lista é mensurar a influência da produção acadêmica de organizações de todo o mundo sobre governos e sociedade civil. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) foi eleita a instituição mais influente do Brasil e das Américas do Sul e Central. O Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), do Rio de Janeiro, foi a segunda organização brasileira na lista e oitava entre as sul e centro-americanas.
Ranking continental
Já o Instituto FHC ficou em 11º lugar no mesmo ranking continental. Constam também nessa lista o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), ligado ao governo federal, o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento, o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Instituto do Milênio. O instituto do ex-presidente brasileiro ficou também em 68º lugar na lista de organizações com maior impacto sobre políticas públicas do mundo. A FGV e o Cebri também figuram nesse ranking, respectivamente na 30º e 40º posições.


