47 tentarão reeleição
Dos 54 deputados hoje com mandato na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, 47 confirmaram que tentarão a reeleição em outubro. A lista, de três mulheres e 44 homens, foi atualizada nesta semana pela FOLHA, em consulta com os próprios parlamentares. Dr. Batista (PMN), Marla Tureck (PSD) e Nelson Justus (DEM), que não tinham sido localizados durante o recesso parlamentar, afirmaram que disputarão novamente uma vaga na Casa. Já Nelson Garcia (PSDB), também encontrado apenas no retorno dos trabalhos, disse que não pretende se candidatar mais a nenhum cargo político. Prestes a completar seu sexto mandato seguido na AL, o tucano contou que irá se dedicar à família e cuidar da saúde.

Para Brasília
Os outros membros do Legislativo que não devem concorrer são Enio Verri (PT) e Valdir Rossoni (PSDB), que disputarão uma vaga na Câmara dos Deputados, Hermas Brandão Jr. (PSB), Rose Litro (PSDB) e Toninho Wandscheer (PT), que abrirão mão em favor de parentes, e Professor Lemos (PT), que aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assumir ou não a Prefeitura de Cascavel.

Gaúcho desmaiou
Um dia depois de reclamar do calor decorrente da falta de ar condicionado no plenário da Câmara de Londrina, o vereador Gaúcho Tamarrado (PDT) desmaiou em um dos corredores, na tarde de anteontem. Ele foi encontrado caído e socorrido por uma ambulância que presta serviços para o Legislativo. Entretanto, a assessoria da Casa nega que a ocorrência tenha sido provocada pela falta do equipamento, já que, no gabinete do vereador, há aparelho em funcionamento. Ele teria passado mal porque é hipertenso. Ontem, Gaúcho não esteve presente na sessão porque passou por exame de endoscopia no fim da manhã. Na terça-feira, o presidente Rony Alves (PTB) disse que o técnico faria a manutenção do condicionador de ar do plenário hoje.

Bolsa-creche
A Câmara de Londrina aprovou ontem parecer prévio a projeto de lei de Jamil Janene (PP) que institui o bolsa-creche no município. O benefício seria direcionado a mães de crianças entre 0 a 3 anos, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, que não conseguem vagas em creche. O valor sugerido no texto é de meio salário mínimo até o acolhimento pela rede municipal. O projeto teve parecer favorável da Comissão de Justiça, mas o parecer prévio conjunto das comissões de Educação, Cultura e Defesa dos Direitos da Criança sugere análise da Secretaria da Educação e do Conselho Municipal de Educação.

Elogios e crítica
Durante a discussão do parecer prévio, vários vereadores elogiaram a iniciativa de Jamil, que disse que a proposta obrigaria a administração municipal a investir em vagas na educação infantil. Porém, a líder do governo, Elza Correia (PMDB), considera que a proposta possa ser um "tiro pela culatra". Para ela, ao institucionalizar a compensação pela falta de vaga em creche, o projeto permitirá que o Executivo "lave as mãos" sobre o problema. "O que precisamos é reforçar a fiscalização para forçar que todas as crianças possam ser atendidas", afirmou.

Dúvidas sobre aporte
O vereador Mário Takahashi (PV) disse ontem que não vota novo aporte à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) sem que a empresa de economia mista explique detalhadamente a necessidade dos recursos e responda os pedidos de informação elaborados por ele – em alguns casos, assinado também por Gustavo Richa (PHS) – sobre a situação financeira, ações trabalhistas que responde e até o tamanho do serviço de varrição executado desde o início da gestão de Alexandre Kireeff (PSD). Entre os sete pedidos aprovados ontem, Takahashi questiona se o aporte de R$ 10,8 milhões aprovados no ano passado foi repassado do Fundo de Urbanização de Londrina (FUL) para a companhia e onde os recursos foram aplicados. À época, a justificativa do Executivo para a necessidade do aporte era o corte do mato para evitar possível epidemia de dengue. Porém, o vereador lembra que o mato alto é um problema constante em Londrina e que há iminência de epidemia de dengue.

Pedidos desmembrados
Os pedidos de Takahashi foram elaborados depois que o departamento jurídico da CMTU indeferiu dois pedidos de informações justamente sobre os mesmos temas aprovados no ano passado. O vereador afirma que as solicitações aprovadas ontem são o desmembramento dos pedidos negados no ano passado. A líder do governo, Elza Correia (PMDB), minimizou o indeferimento e disse que o texto do jurídico da companhia foi mal redigido, mas que também não foi explicado por completo. De acordo com ela, a medida foi tomada porque o volume de papéis seria muito grande, totalizando cem caixas, mas que o departamento jurídico deixa os documentos solicitados à disposição para consulta na sede da CMTU.

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