Clima quente na CML...
A Câmara de Londrina publicou ontem, no Jornal Oficial do Município, ata de registro de preço para eventual contratação de técnicos para manutenção de ar condicionado, no valor de R$ 24,250, com validade de um ano. O serviço, entretanto, já é necessário. Na primeira sessão ordinária, na tarde de anteontem, o vereador Gaúcho Tamarrado (PDT) brincou com o calor do início do ano na administração pública municipal. "Só não pode esquentar mais no clima. Aliás, presidente (Rony Alves, PTB), se não consertar esse ar condicionado, não sei o que será de quem tem pressão alta, como eu." Rony afirmou que a manutenção estava marcada para esta sexta-feira.

De volta ao ataque 1
A senadora e pré-candidata ao governo do Paraná pelo PT, Gleisi Hoffmann, voltou a assumir postura combativa que costumava ter no Congresso Nacional e havia abandonado durante os dois anos à frente da Casa Civil. Em argumentos dirigidos ao senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB, Aécio Neves (MG), a ex-ministra criticou a "falta de propostas da oposição". "Eles não têm um programa alternativo para o País. Qual é o programa da oposição? O que vai fazer com o Bolsa Família? O que vai fazer em relação à empregabilidade? À saúde, à economia, à infraestrutura? Era importante que apresentassem ao Brasil propostas alternativas", criticou.

De volta ao ataque 2
Antes, Gleisi já havia disparado também contra o presidenciável Eduardo Campos (PSB): "Considero uma crítica extremamente oportunista. Quando ele (Eduardo Campos) avaliou que o governo saiu dos trilhos? Enquanto ele estava no governo, elogiando as políticas da presidenta Dilma? Ou logo depois que o seu ministro saiu?", afirmou a petista, em defesa do governo federal.

Dívidas com os professores
Presentes às três primeiras sessões do ano na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, representantes do Fórum de Entidades Sindicais de Servidores (FES) têm denunciado uma suposta dívida do governo do Estado com os professores da rede estadual de ensino. O débito, no valor de R$ 100 milhões, seria relativo a promoções e gratificações na carreira. Questionado ontem sobre o assunto, durante evento para anúncio de investimentos do Programa Paraná Competitivo, no Palácio Iguaçu, o governador Beto Richa (PSDB) não negou a dívida, no entanto, disse que não pode, "num passe de mágica", corrigir distorções de administrações anteriores. "O que eu posso dizer aos professores é que tudo o que é possível e mais um pouco eu tenho feito. Em dois anos e meio, foram mais de 50% de aumento salarial. Quem recebeu isso na nossa sociedade? O meu desejo era dar mais, só que também tenho de ser responsável com as finanças do Estado."

E com os fornecedores
Já em relação ao atraso no pagamento de fornecedores, Beto garantiu estar equalizando todos os débitos. "Ainda hoje (ontem) conversamos com a Jozélia (Nogueira, secretária da Fazenda) para disponibilizar um valor ainda maior para alguns fornecedores com quem temos atraso. Todos estão sendo tranquilizados. Fizemos um cronograma de desembolso para que possamos quitar as nossas dívidas", afirmou.

Reforma no secretariado
O governador preferiu não antecipar os nomes cotados para a reforma no secretariado, que deve ocorrer até abril. Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os ocupantes das pastas que quiserem se candidatar a algum cargo eletivo têm até seis meses antes do pleito de outubro para se desincompatibilizar. "Vamos respeitar essa data limite. Devemos ter seis, oito ou nove secretários que devem disputar a eleição e que serão substituídos", limitou-se a dizer. Entre os prováveis candidatos estão os secretários Cezar Silvestri (Secretaria de Governo), Ratinho Junior (Desenvolvimento Urbano), Luiz Claudio Romanelli (Trabalho) e Luiz Eduardo Cheida (Meio Ambiente). O primeiro deve buscar a reeleição na Câmara dos Deputados, enquanto os três últimos devem disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

Os mais ricos
A revista Forbes divulgou uma lista com os políticos mais ricos do Brasil, baseada na declaração de patrimônio feita ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com a publicação, os milionários construíram suas fortunas antes de entrar na vida pública. O primeiro da lista (e único bilionário) é Lírio Albino Parisotto, segundo suplente do senador Eduardo Braga, do Amazonas. Gáucho de 59 anos, é dono da Videolar, que fatura US$ 1,4 bilhão por ano e emprega cerca de dois mil funcionários, e é dono de uma corretora de ações.

Blairo Maggi
O segundo lugar é do senador Blairo Maggi, ex-governador do Mato Grosso. Ele é considerado o agricultor mais poderoso do país. O grupo do qual faz parte é o maior produtor de soja do mundo. Em 2005, quando ainda era governador, recebeu do Greenpeace o prêmio "Motossera de Ouro".

Paranaense
O deputado federal paranaense Marcelo Almeida é considerado o terceiro político mais rico do País. Ele é herdeiro da construtora CR Almeida, e tem patrimônio estimado em US$ 200 milhões. Além da construtora, Marcelo possui participação na concessionária EcoRodovias, que administra estradas como a Imigrantes, em São Paulo, e a BR-277 no Paraná.

mockup