Alfinetada ao PT
Em sua carta de demissão à presidente Dilma Rousseff, a ministra Helena Chagas (Comunicação Social) alfinetou o PT e disse que manteve o critério da mídia técnica, adotado no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "O critério da mídia técnica, que herdamos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e que soubemos preservar e aprimorar, propiciou a oportuna e equilibrada publicidade governamental de tais ações públicas, trazendo ao cidadão informação clara e objetiva a respeito de seus direitos e das oportunidades que lhe eram impostas", diz a ministra. A mensagem de Chagas é em resposta à crítica petista que defendia, desde 2012, que o ministério contemplasse mais os veículos alinhados à defesa da administração petista.

Paranaense
Chagas será substituída pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, que é paranaense de Rolândia (Região Metropolitana de Londrina). A previsão é que a posse ocorra na próxima segunda-feira. A presidente optou por nomear um "operador" de mídia que, na definição de pessoas próximas a Dilma, trata-se de alguém que, de um lado, estreite a relação do Planalto com a chamada grande imprensa e, de outro, contemple mais órgãos regionais de comunicação na divisão do bolo publicitário oficial.

Aproximação
Em 2011, Traumann passou a assessorar o então ministro Antonio Palocci na Casa Civil. Com a saída de Palocci do governo, em junho, tornou-se assessor da ministra Helena Chagas. Aos poucos, ganhou a confiança de Dilma. De assessor, tornou-se em 2012 porta-voz da Presidência, onde ajudou a estruturar o "gabinete digital", ofensiva de Dilma nas redes sociais. Nos bastidores da Secom, Traumann protagonizava uma disputa velada com Helena Chagas nas decisões mais importantes. Ele e a ministra jamais foram próximos.

Duplicação da Castelo Branco
A Prefeitura de Londrina publicou ontem, no Jornal Oficial do Município, a homologação do resultado da licitação para duplicar e ampliar a avenida Castelo Branco. Única participante do certame, a Gaissler Moreira Engenharia Civil Ltda. vai executar o serviço por R$ 3.598.262,41. Nesta primeira fase, a empresa vai recapear e duplicar a avenida entre as ruas Foz do Iguaçu e John Dalton, além de construir pontes sobre o Vale do Rubi e o Lago Igapó. As outras duas fases estão em estudo na Secretaria de Obras.

Salvação a perder de vista
O propagado avanço da Procuradoria-Geral do Município de Londrina, que esgotou a estante de processos de execuções no início deste ano, após mutirão iniciado em meados de 2013, é um feito que merece reconhecimento, mas não deve salvar as contas da administração municipal. As mais de 30 mil execuções fiscais colocadas em andamento não significam que os valores serão pagos, mas que as ações voltaram a tramitar, sem data definida para que cheguem ao fim. Além disso, conforme publicou a FOLHA ontem, o montante das dívidas executadas que foram efetivamente pagas à prefeitura vêm caindo com o decorrer dos anos. Em 2013, enquanto a administração municipal esperava receber R$ 15,9 milhões de dívidas executadas, o valor pago chegou a R$ 9 milhões.

Voltarelli culpa o Estado
Condenado pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná a ressarcir os cofres públicos devido à cessão de convênio entre a Prefeitura de Alvorada do Sul (Região Metropolitana de Londrina) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Paraná, o ex-prefeito da cidade Marco Antônio Voltarelli negou ontem que tenha responsabilidade pelo fim do contrato. Ele e a administração municipal foram condenados pela 2ª Câmara do TC a devolverem, solidariamente, R$ 43.750 devido à desistência da contratação de empresa para elaborar o projeto arquitetônico de um mini-hospital, um ano antes do fim do prazo. De acordo com o ex-prefeito, a desistência do convênio partiu do próprio governo estadual, que, segundo ele, alegou falta de recursos.

Convênio mais barato
O ex-prefeito de Alvorada do Sul diz que em novembro de 2009, durante o governo de Roberto Requião (PMDB), o Estado rescindiu o convênio, no valor de cerca de R$ 5 milhões, e sequer pagou a segunda parcela. Na sequência, elaborou outro convênio, para reformar o hospital que já existe, por R$ 600 mil. As obras ainda estão em andamento. "Já estou providenciando a juntada dessas informações e documentos junto ao TC através de pedido de revisão (recurso de revista) e tenho certeza que nem a minha pessoa e nem o município podem ser condenados por uma atitude que não é de sua responsabilidade", afirmou Voltarelli.

Pato Bragado
O Ministério Público (MP) de Marechal Cândido Rondon denunciou a ex-prefeita de Pato Bragado (Oeste) Normilda Koehler (gestão 2009/2012) por formação de quadrilha e fraude em procedimento licitatório. O MP sustenta que a ex-prefeita participou de conluio para favorecer uma empresa na licitação realizada para alienação de um imóvel público. O edital de licitação, alega o MP, seria restritivo e direcionado para a empresa que já ocupava o imóvel sob regime de concessão de bem público.

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