INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Espada sobre a cabeça
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná, por unanimidade, recebeu a denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o deputado estadual Bernardo Ribas Carli (PSDB) por suposta falsidade de documentos utilizados para a prestação de contas eleitorais. Considerando que as contas foram aprovadas, o relator da matéria, Jean Carlo Leeck, escreve que "em tese, a alteração da verdade dos fatos foi apta a produzir efeitos, induzindo em erro a Justiça Eleitoral". Leeck afirma que "tal qual a espada de Dâmocles", os documentos "foram inseridos e utilizados na prestação de contas de Bernardo Guimarães Ribas Carli, que foi por ele e por Adriane Aparecida Colman (também denunciada) subscrita e firmada". Em tempo: Dâmocles, personagem de uma narrativa grega, assumiu o lugar de um rei, mas abandonou o trono depois que viu pendurada sobre ele uma espada, presa por um fio de cabelo.
Visão prejudicada
Sentado no centro da mesa de honra da cerimônia de apresentação do Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação (Petic), ontem, o prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), cumprimentou a secretária de Educação, Janet Thomas, na plateia, em nome de toda a equipe de primeiro escalão do Executivo. Não era, entretanto, uma questão de economia de tempo ou receio de esquecer o nome de alguém. Kireef admitiu que não estava enxergando direito quem estava presente, já que seus óculos quebraram na manhã do mesmo dia. "Só sei que é a Janet porque o (deputado federal Alex) Canziani confirmou. Não estou vendo quase nada daqui de cima", revelou, arrancando alguns risos.
CPI do Pedágio
Com o fim do recesso na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, na próxima semana, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pedágio também retoma seus trabalhos. Os primeiros depoimentos do ano serão prestados na terça-feira, a partir das 9 horas, em Curitiba. Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos do Paraná (Sindicam), Diumar Cunha Bueno, e o procurador jurídico do Sindicam, Alziro da Motta Santos Filho, devem apresentar um estudo demonstrando as dificuldades que os motoristas dizem enfrentar nas estradas do Estado, tanto em relação a acidentes, como no que diz respeito ao custo das tarifas.
Oitivas até março
Segundo o presidente da CPI, o deputado estadual Nelson Luersen (PDT), as oitivas acontecem até o dia 2 de março, quando os parlamentares devem se reunir para elaborar o relatório final. O objetivo é que o trabalho contribua para facilitar as renegociações dos contratos vigentes, com redução dos preços cobrados nas praças de pedágio.
PR-445
Já na Câmara de Londrina, onde está em andamento um braço da CPI do Pedágio do Legislativo paranaense, os trabalhos sobre o tema serão retomados hoje. Às 14h30, haverá uma reunião para discutir a proposta de Parceria Público Privada (PPP) do governo estadual para duplicação da PR-445 de Londrina a Mauá da Serra. O deputado estadual Tercílio Turini (PPS), que confirma presença na reunião, chama atenção para a possibilidade de instalação de praças de pedágio na PR-445 pela futura concessionária, como já foi definido na duplicação da PR-323 entre Maringá e Guaíra.
Denúncia de propina
O assessor especial do Ministério do Trabalho João Graça também se defendeu ontem das acusações de que teria envolvimento no suposto esquema de pagamento de propina na pasta, que levou à renúncia do ex-ministro Carlos Lupi. Segundo o advogado, a revista IstoÉ, que publicou as denúncias da empresária Ana Cristina Aquino, quer "transformar a bandida em vítima". "Essa cidadã (Ana Cristina) alega que em novembro de 2011 levei com ela uma mala de dinheiro para o Lupi. Mas tenho documentado que o contrato (da AG Log) com o meu escritório se deu em fevereiro de 2012", disse, garantindo que os documentos são públicos e estão à disposição de quem quiser acessá-los. A AG Log, de Ana Cristina, é investigada pela Polícia Federal sob suspeita de lavagem de dinheiro.
Venda de vacina 1
A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Maringá propôs ação civil pública de responsabilização, pela prática de ato de improbidade administrativa, contra dois servidores da Prefeitura de Paiçandu. Ambos são acusados de participação num esquema de comércio de vacinas. Segundo a denúncia, doses da vacina da gripe H1N1, que deveriam ser distribuídas gratuitamente à população de risco, foram comercializadas.
Venda de vacina 2
A investigação começou com a denúncia de uma servidora, que afirmou que o enfermeiro que chefiava um posto de saúde do município vendeu doses da vacina por R$ 70, cada. Durante as investigações, o Ministério Público descobriu que a própria denunciante teria participado do esquema. Ela resolveu denunciá-lo porque se desentendeu com o colega de trabalho. O MP também denunciou um casal de empresários, que seria responsável pela compra de parte das doses enviadas ao posto de Saúde do Jardim Canadá, em Paiçandu, para atender a população de risco. As doses teriam sido aplicadas nos próprios empresários e em familiares e funcionários de ambos.


